<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-10420786</id><updated>2012-02-13T08:16:23.178-02:00</updated><category term='Camila'/><category term='reflexões'/><category term='planeta terra'/><category term='grafia'/><category term='live'/><category term='valdir'/><category term='earth'/><category term='Gregor'/><category term='batata'/><category term='img'/><category term='Tomas Bernt'/><category term='dvd'/><category term='Marília'/><category term='inferno astral'/><category term='lomo'/><category term='conto'/><category term='sanduíche'/><category term='ficção'/><category term='exposição'/><category term='Diego'/><category term='suco'/><category term='chuva'/><category term='spam'/><category term='faculdade'/><category term='aniversário'/><category term='video'/><category term='David Lynch'/><category term='link'/><category term='macia'/><category term='Dolores'/><category term='korn flakes'/><category term='King Kong'/><category term='promessas'/><category term='aquecimento'/><category term='coleção'/><category term='Funny Games'/><category term='filmes'/><category term='praia'/><category term='humor'/><category term='sêmen'/><category term='madrugada'/><category term='rock'/><category term='reveilão'/><category term='dica'/><category term='Michael Haneke'/><category term='diddley'/><category term='Umberto D'/><category term='robert rodriguez'/><category term='fé'/><category term='Buddy Glass'/><category term='mummies'/><category term='sangue'/><category term='terremoto'/><category term='trote'/><category term='global'/><category term='Bukowski'/><category term='semtitulo'/><category term='esfarrapada'/><category term='João da Silva'/><category term='flickr'/><category term='Justice'/><category term='festival'/><category term='contagem regressiva'/><category term='mais'/><category term='Doutor Carlos'/><category term='calouro'/><category term='xuxa'/><category term='Jorge'/><category term='Pesquisa'/><category term='praga'/><category term='google'/><category term='hospital'/><category term='Marta'/><category term='kasabian'/><category term='batismo'/><category term='al gore'/><category term='Gus Van Sant'/><category term='mail'/><category term='jazz'/><category term='ficção?'/><category term='descartáveis'/><category term='Elizabeth'/><category term='banalidades'/><category term='Seymour - Uma Apresentação'/><category term='música'/><category term='zumbis'/><category term='morricone'/><category term='vestibular'/><category term='deus'/><category term='eu'/><category term='fotografia'/><category term='tcc'/><category term='gráfica'/><category term='natal'/><category term='dinheiro'/><category term='refilmagem'/><category term='resenha'/><category term='nirvana'/><category term='Clara'/><category term='trailer'/><category term='desculpa'/><category term='layout'/><category term='arquivo'/><category term='Torture Porn'/><category term='noite'/><category term='rato'/><category term='Clarice'/><category term='cartão'/><category term='Eisenstein'/><category term='Hitchcock'/><category term='dormir'/><category term='papai noel'/><category term='Durval'/><category term='xadrez'/><category term='vhs'/><category term='computador'/><category term='novidade'/><category term='boa'/><category term='Leminski'/><category term='photoshop'/><category term='stooges'/><category term='cameraphone'/><category term='biscoito'/><category term='futurismo'/><category term='celular'/><category term='Camille'/><category term='explosm'/><category term='post'/><category term='bacon'/><category term='planeta terror'/><category term='the hives'/><category term='lista'/><category term='bulário'/><category term='sonho'/><category term='light art'/><category term='blade runner'/><category term='Seymour Glass'/><category term='johnny cash'/><category term='Flávio'/><category term='neo-realismo'/><category term='impressões'/><category term='sedução'/><category term='corrente'/><category term='cinema'/><category term='Laerte'/><category term='twitter'/><category term='Janete Mourato'/><category term='bissexto'/><category term='Salinger'/><category term='devo'/><category term='mono'/><category term='fotonovela'/><category term='Cristina'/><category term='luto'/><category term='déja vu'/><category term='rede'/><category term='Marcela'/><category term='trabalho'/><category term='Dean Martin'/><category term='Freud'/><title type='text'>O Pinball Mutante</title><subtitle type='html'>Ou coisa que o valha.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://pinball.semtitulo.org/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pinball.semtitulo.org/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Demétrius Daffara</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-95tgXht-vD0/TdrR-6j5e0I/AAAAAAAAAFk/RFsIySIF5Qg/s220/dmtr_oculos_tuister.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>167</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10420786.post-1872182598945768132</id><published>2012-02-13T01:29:00.001-02:00</published><updated>2012-02-13T08:16:23.191-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ficção'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Outono</title><content type='html'>&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Seus pais, meio hippies, meio sonhadores se conheceram em uma exposição ao ar livre em um parque da cidade. Do momento deste encontro até duas semanas depois, naqueles meados dos anos 80, passaram dias e noites e vidas juntos. Conheciam-se e se amavam cada dia mais. Exatamente ao fim dessas duas semanas se separaram por alguns dias para entender o que deveriam fazer já que ela estava grávida. &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Uma semana dali, resolveram morar e criar a criança juntos. &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;A gestação fora gentil mesmo sob o rigoroso verão em que ela ostentava tamanho ventre. Não ganhara tanto peso, era uma dessas grávidas com uma composição esguia e pernas finas, à exceção da barriga que crescia tornando-a um pouco desengonçada até, mas muito bonita em toda essa estranheza.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Ele trabalhava até as cinco da tarde em um escritório na cidade, motivo pelo qual os amigos o chamavam de "yuppie" em provocação às camisas engomadas, gravatas apertadas e sapatos engraxados que ele subitamente teve de adotar em sua rotina. Comprou um carro e passava as horas no escritório pensando na sua família, e assim sempre chegava ao final da tarde sorrindo, quando ia para casa. Em um desses dias de volta do escritório, abriu a porta e viu um copo de água caído no chão e sua mulher respirando rápido e pesado enquanto secava o suor com lenços retirados de uma caixa de Kleenex ao seu lado. Os poucos instantes que ele levou entre abrir a porta e entender o que aconteceu foram seguidos por uma injeção de adrenalina de um casal tão jovem e inexperiente correndo para o hospital mais próximo.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Nascida no primeiro dia de outono, a menina assim fora chamada pelos pais: Outono. Nome esse que, no escritório, tornara-se algo de uma piada entre seus colegas, já que ele era o único yuppie de alma livre que eles conheciam.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;E assim, Outono crescia. Não que seus pais fossem perfeitos, mas definitivamente era um lar amoroso e uma família feliz. &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Mas mesmo após os vinte e poucos, Outono, talvez por influência de seu nome, talvez por coincidência de caráter, é um pouco melancólica em seus atos. Não triste realmente, apenas nunca muito ensolarada, tal qual uma tarde de outono em que as folhas caem e são carregadas pelo vento frio que anuncia o inverno que se aproxima.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Na iminência deste inverno, Outono vive. Tem prazeres em pequenas coisas e é uma leitora ávida por novidades. Seus pais, filhos de Gaia assumidos, introduziram à Outono a vida e suas repercussões sob a ótica da Mãe Terra. Outono, por sua vez, buscou no Budismo, no catolicismo ortodoxo e no Hinduísmo as suas respostas e direções. Tamanha mistura de influências permitiu à garota desenvolver uma visão de mundo que remete ao espírito livre que seus pais sempre buscaram. À sua maneira, Outono seguiu os ideais de seus pais. Sua alma alinhada à sua cabeça e, principalmente, ao seu coração.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Tem amores incondicionais e ama as pessoas por tão pouco, quase nada. Pequenos gestos, sorrisos e direções eram suficientes para trazer um frescor aos anseios de Outono, mas a garota parecia não encontrar luz própria, por isso sentia-se refrescar com a luz dos outros. Apesar de inofensiva, essa melancolia conseguia exercer um certo efeito em sua personalidade.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Essa espécie de desgosto pela vida, como se não houvesse ladeira acima, funcionava como um corrimão, sempre ali, apoiando-a, não a permitindo mudar.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Certo dia, almoçava em um restaurante. Lia um livro indicado por uma colega, o qual estava detestando. Foi quando ouviu um ruído.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;"Pssiu."&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Levantou os olhos do livro e viu um rapaz esbelto, de rosto muito jovem e olhos atrevidos a encarando, com seu prato ainda intocado nas mãos que ao conseguir sua atenção, prosseguiu:&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;– Você não deveria comer sozinha. É muito deprimente. – disse, puxando uma cadeira e se sentando à mesa de Outono.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Ela ficou observando o rapaz pegar um guardanapo de papel e colocar sobre suas pernas, com todo o cuidado. – Posso me sentar aqui? – ele concluiu, inclinando-se e colocando o cotovelo na mesa, apoiando a cabeça na base recém-formada. – Prometo que sou boa companhia, no duro!&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Instigada pela atitude do rapaz e como estava realmente irritada com aquele livro sem graça, consentiu brevemente com a cabeça, enquanto recolhia o livro (idiota) em sua bolsa, dizendo:&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;– Você não tem modos?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;O rapaz estancou. Ela continuou.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;– Esse guardanapo. – apontou desinteressada com o indicador – É de papel. Só se coloca no colo quando o guardanado é de pano. Quando é de papel, deixa-se sobre a mesa mesmo.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Incomodado, ele olhou para o guardanapo e novamente para ela. Sorriu maliciosamente.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;– Agora entendi porque você está almoçando sozinha. – encarou Outono por alguns segundos e começou a manobrar os talheres em seu prato.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Outono ficou um pouco indignada, mas retomou seu prato de onde deixara uma leitura atrás.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Comeram em silêncio por alguns minutos.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;– Escuta, qual é seu nome? – ele perguntou, de sopetão.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;– Outono. – ela respondeu, sem levantar os olhos.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Ele levantou o rosto. Espremeu os olhos encarando-a procurando o menor traço que a entregaria naquela mentira. "Quem se chama Outono?" pensou. Mas ela não esboçou nenhum sorriso, nenhuma olhadela para ver a cara dele diante dessa resposta inusitada.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Outono estava realmente acostumada. Dizia que não gostava nem desgostava do nome, era o seu nome e pronto. Ficava especialmente entediada quando alguém confirmava sua identidade, como se todo mundo mentisse para estranhos.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;O rapaz, após desistir de ter uma resposta humorada, limpou a garganta e disse:&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;– Eu me chamo Tenório. Prazer.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Ela olhou pra ele. – O prazer é meu. – respondeu.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Continuaram almoçando em silêncio. Tenório terminara seu prato e se apoiava outra vez com os cotovelos na mesa, olhando para Outono.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Ela rolava uma batata para lá e para cá no prato há alguns minutos já. Seu ar desinteressado parecia tipo, coisa de garota bonita que se faz de entediada. Mas Outono sentia-se envelhecer e desprender a todo instante. Vítima consciente de seu próprio nome, algoz involuntário de seu próprio eu.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;– Estou te incomodando? – Ele perguntou, alcançando um palito de dentes sobre a mesa e palitando-os com alguma descrição (mas não o bastante), se recostou à cadeira.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;– Não, imagine. Desculpe. Me diz, o que você faz da vida?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Então Tenório falou um pouco mais.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;– Estudo biologia, nasci e cresci por aqui, sou solteiro e não sei o que mais. Só isso mesmo, talvez. – concluiu, massageando a têmpora com dois dedos.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Estava muito calor, Tenório sentia as têmporas palpitar e uma ocasional gota de suor que descia por seu rosto até se soltar.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;– Outono, você quer tomar um sorvete? – perguntou, segurando sua têmpora direita. – Estou morrendo de calor, é o que eu preciso, agora. Topa?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Outono já estava atrasada para voltar ao trabalho. Resolveu ir ainda assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;* * *&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Sentados em uma praça, Outono e Tenório tomavam um sorvete de chocolate. O clima continuava mais quente do que o ideal, mas felizmente eles estavam sentados à sombra, sem muita preocupação. As crianças corriam pela larga praça, os pais sentados em outros bancos. Algumas crianças estavam em bicicletas, apostando corridas ao redor de uma pequena lagoa com carpas. Outono observava a movimentação da praça com curiosidade.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;– Sabe, Tenório, eu fico tão fascinada com as outras pessoas. É o tipo de coisa que realmente me faz me sentir feliz, quase realizada.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;– Ah é? – Tenório estava um pouco atrapalhado com seu sorvete.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;– Veja por exemplo aquela senhora do outro lado da praça. Quando chegamos, ela estava andando um tanto sem rumo, cabisbaixa, um pouco desolada. &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;– Cê fala aquela senhora louca ali?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;– Eu não sei se ela é louca. Eu sei que ela caminhava e caminhava e caminhava e sua tristeza parecia não ter fim, parecia carregar um grande martírio sobre suas costas, seus olhos tristes e baixos. Até que uma criança veio correndo em sua direção e lhe sorriu, com toda ternura. Tomou sua mão calejada e colocou-a em seu rostinho sorridente, então beijou a palma da mão da senhora e voltou para brincar em seguida, rindo, satisfeito. – Outono estava com os olhos marejados, enquanto falava. – Aí sabe o que ela fez, Tenório? Sabe o que essa mulher que você chama de louca fez? Ela sorriu, emocionada. Seus olhos brilhavam como dois diamantes. Então, ela soprou beijos para o menino que brincava, ainda olhando para ele e então sentou-se naquele banco, sorrindo, feliz, como que realizada.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;– Então… Ela é louca mesmo?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;– Não, Tenório. Ela é livre. Ela é feliz. Sei que parece que não há nada de diferente na vida dela antes e depois desse ocorrido, que é muito insignificante. E é mesmo, por que não? Mas eu vejo como se ela estivesse solta, sem direção e de repente, percebeu que precisava de tão pouco para ser feliz. E está feliz. O carinho e o beijo que ela recebeu em sua mão ficará ali, como parte dela até o fim da vida. – Outono continuava falando, com os olhos distantes e empolgada como Tenório não a viu durante todo o dia. – E isso me fascina tanto, ter visto isso, presenciado e percebido isso. Percebido a alegria, tão sólida quanto o chão em que pisamos. Sentir o amor puro, verdadeiro e do coração, sem maldade, sem luxúria, só essa energia boa, real, sabe? – seu rostou se contraiu como se fosse atingido por alfinetes invisíveis. – E então, o que me fere é perceber que só sou feliz assim, com a felicidade dos outros. Não sinto inveja das outras pessoas, todos devemos ser felizes, sem dúvidas. Mas talvez eu sinta… frustração, entende?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Tenório ouvia com atenção, seu semblante preocupado e rijo ostentavam seus olhos pálidos, esvaziados na procura interna pela compreensão e reflexão. Seus lábios entreabertos pareciam medir palavras que não tinham razão em ganhar som. Apenas acenou brevemente com a cabeça, quatro rápidos movimentos em afirmação à pergunta de Outono.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Ela passou as mãos pelo rosto e respirou fundo.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;– Às vezes, parece que é uma maldição, sabe? Se eu não consigo encontrar a felicidade em mim, é porque eu sou Outono. – Ela deu uma risada nervosa. – É ridículo! Parece ainda mais ridículo em expressar isso a alguém, mas eu sinto que sempre volto a isso: a melancolia passageira de uma estação como motor de ser. O que eu sinto é: se um mantra utiliza-se de determinados sons pois aqueles sons possuem a vibração certa para abrir chakras, iluminação, felicidade… parece que vivo sob a sombra de uma vibração que está ligada ao que chamamos de outono: um período que precede o inverno. – Ela sentia seu coração acelerar e sua testa umedecer-se de uma fina camada de suor. Retirou um lenço de papel de sua bolsa e enxugou sua testa.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Apesar disso, nesse momento o sol já estava mais brando. O vento gentil balançava os cabelos castanhos de Outono. Tenório não transpirava e permanecia perdido em reflexões. Do outro lado do parque, a senhora tirara um pacote de seu bolso, um pacote com farelos de pão. Ela lançava os farelos na praça para os pombos afoitos. O rapazinho de outrora então corria entre as pombas em saltos e urros excitados, afugentando-as como se fosse um tiranoussauro e exercesse grande poder sobre as pobres criaturas que cruzavam o seu caminho. A cada salto em meio às pombas, um urro feroz levava aos céus dezenas de pombas desajeitadas, enquanto o menino gargalhava de prazer. A senhora fechava os olhos e ria com vontade, levando as mãos ao alto enquanto lançava o corpo para trás, erguendo os pés em excitação. Então, o menino olhava para a senhora em confirmação, corria e se escondia para novamente repetir o truque: os farelos de pão, o ataque do tiranossauro, o voo desajeitado das pombas e as gargalhadas mútuas. Um acordo silencioso se formou entre aquela senhora e aquele menino. Brincaram sem nada conversar por muitos minutos. E uma hora haviam de parar, fosse por falta de farelo de pão, por não restar mais fôlego no menino, pela extinção das pombas ou por um infarto na senhorinha. Qualquer motivo, banal ou não, poderia por fim àquele jogo. Porém, aquele momento vive e viverá, invisível aos olhos, na velha, no menino e na praça para sempre. O banco, as árvores e o chão, de todas as memórias que já possuem a todas que ainda terão: momentos como esse deixam rastros tão iluminados e positivos como a mais bonita oração.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Outono viu a senhora guardar o saco de pão e acenar para o menino em despedida. O menino, satisfeito, acenou para a senhora, deu meia volta e correu para junto de seus pais. A velha saiu da praça por um portão lateral. O menino sentou-se na areia e desenhava com um graveto. Em ambos, uma coisa estava clara: a felicidade era demais, transbordava seus seres e formava ondas coloridas por onde passavam.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Tenório também viu tudo isso, em silêncio. Tocou Outono em seu braço, olhou para seu rosto tão bonito e disse, um tanto rapidamente:&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;– Você se queixa de um problema quando sequer dá espaço à solução, Outono. Nenhuma tristeza é infinita, ninguém é infeliz por completo. Você buscou tantas teorias e explicações que nem sequer se permitiu ver o que é mais simples nisso tudo. No mundo, enquanto há outono de um lado, do outro é primavera. Enquanto um povo se prepara para o inverno, o outro aguarda o verão. E nós somos todos os lados ao mesmo tempo, você é. Se você é outono no nome, possui a primavera no coração.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Ao terminar, Tenório sorria vivaz, seus olhos abertos e brilhantes nos olhos de Outono. Sua respiração um pouco ofegante por ter falado rápido demais, mas já recuperando o fôlego. Era como um acrobata que após meses de ensaios, finalmente conseguia cair com segurança colocando os dois pés no chão e erguer os braços em finalização.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Outono o encarava de volta. Silenciosa, sentia desfazer. Era isso? Tão simples assim? Como em uma verificação matemática rigorosa, testava essa provável verdade tão simples a cada um dos seus anseios internos. Tirava a prova e se convencia, um a um, religiosamente.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;– Acho… Acho que você tem razão. – concluiu Outono, com um sorriso ainda incerto, como quem descobriu o segredo do universo. Sentiu uma certa urgência, apertou a mão de Tenório em empolgação e pediu licença. Se desvincilhou e saiu. &amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Tenório sorria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;* * *&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Quando se deu por si, Outono estava no ônibus, a caminho de casa. Queria encontrar os pais e dividir com eles o que provavelmente eles já sabiam. Os pais sempre sabem, mas os bons pais deixam que os filhos descubram por si só.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Mas foi aí que aconteceu. Sentada no banco do ônibus, no corredor, Outono olhava pela janela distraída. Sentiu um calor em sua mão, trazendo-a de volta. Era a mão de uma menina de cerca de seis anos tocando sua mão para chamar-lhe a atenção. Sorria com inocência e ternura, banguela de quatro dentes distintos, formando pequenas janelas em um sorriso tão sincero. Era um pouco estrábica, usava óculos de leitura, seus óculos eram grandes, de uma armação lilás translúcida. Tinha diversas pulseiras de plástico em seus braços e os cabelos um pouco desgrenhados. A mãe aguardava a chegada do ponto de ônibus em que desceria, segurando a menina pelo pulso e, distraída, perdia aquele momento em que sua filha, em um breve malabarismo, tirava uma de suas pulseiras coloridas e entregava para Outono. A pulseira era amarela. Ambas sorriam muito, a menina estava completamente encantada. Outono aceitou o presente com um certo desconforto de quem não sabe o que fazer mas oferece o coração em gratidão. Sorria de volta à menina, tão inocente e sábia em suas considerações e ela, tão adulta em sua forma buscando entender a felicidade que para a menina não era segredo nenhum.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;A menina se despediu em acenos exagerados enquanto era levada para fora do ônibus pela mãe. Nos instantes em que o ônibus começava a seguir viagem, Outono viu a garota pela janela, saltitando e dançando ao redor da mãe que buscava qualquer coisa em sua bolsa.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Outono colocou a pulseira amarela em seu pulso e notou ali pequenas flores em relevo. Rodou o pulso observando a pulseira nos mais diversos ângulos, curiosa. Levantou-se e deu o sinal, descendo no ponto seguinte. O vento soprou sobre seus cabelos enquanto o ônibus se afastava.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10420786-1872182598945768132?l=pinball.semtitulo.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pinball.semtitulo.org/feeds/1872182598945768132/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10420786&amp;postID=1872182598945768132&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/1872182598945768132'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/1872182598945768132'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pinball.semtitulo.org/2012/02/outono.html' title='Outono'/><author><name>Demétrius Daffara</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-95tgXht-vD0/TdrR-6j5e0I/AAAAAAAAAFk/RFsIySIF5Qg/s220/dmtr_oculos_tuister.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10420786.post-1598690440294597993</id><published>2011-08-21T20:33:00.000-03:00</published><updated>2011-08-21T20:33:09.335-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ficção'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Gregor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Camila'/><title type='text'>Nota</title><content type='html'>(a data está ilegível)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Acordei hoje pensando em você, como todas as vezes que acordo e em instantes de descuido. Mas hoje, em especial, levantei-me por sua causa, apenas por você. Você, como um alarme de incêndio, um dos últimos recursos, ao qual tento não utilizar com frequência – até quando é cabível? Quantas vezes é possível usar antes de estragar ou perder o efeito? Não quero correr o risco de arruinar (ainda mais) a nós sob falsos pretextos e desculpas que claramente dependem apenas de mim para mudar – e eu ainda não sei o que é preciso para mudar o &lt;i&gt;status quo&lt;/i&gt;. &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Você não quer me ver sob nenhuma circunstância. Sequer imagino que você lerá esta nota. Talvez seja compreensível, talvez necessário. Eu já a machuquei demais, toda e nenhuma cicatriz em suas mãos e braços e pernas e colo e seios e coração. Ninguém pode ver essas cicatrizes exceto nós dois.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Outro dia, sinalizei sem intenção que ainda a amava, uma menção quase genérica em meu mural. Um pequeno sinal, inconsciente. Seria invisível de tão insignificante para qualquer outra pessoa. Mas você viu. Como você o encontrou? Como? Após tantos dias que o sinal fora exposto, você o respondeu. Você estava ali quando ele apareceu e decidiu responder só quando julgou correto? Ou você, igualmente inocente, em buscas curiosas de como eu estava e o que ando fazendo encontrou essa informação? Não sei como, não sei o porquê mas ao encontrar, olhou para mim com desprezo em suas palavras e em palavras curtas expressou os mais longos descontentamentos. E se foi em seguida. Coisa bastante difícil, é claro. Não é fácil tampouco prazeroso lidar com o desprezo.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;E quem poderia culpá-la? Em largos tropeços a deixei só quando você tinha seu coração mais exposto e ambos nos marcamos em cicatrizes inúmeras vezes. Você pode não mais acreditar mas jamais tive esta intenção. Eu falhei, admito, mas alego inocência. Apesar de você ter esperado e tentado – depositando sua paciência e carinho em mim – acho justo que eu colha o que plantei no passado.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Se involuntariamente a sinalizei não aceite como uma provocação, apenas como outra pequena semente de tantas similares que carrego em mim que conseguiu fugir sem alarde de meu silêncio e se plantar por aí.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Sob o risco de parecer arrogante e egocêntrico, afirmo o que meu coração diz agora: se após tanto tempo que não tínhamos contato, Camila, e especialmente após dias desse sinal quase insignificante, de alguma forma você conseguiu encontrá-lo, então você também ainda me ama. O bastante para encontrar os sinais e códigos. O bastante para se incomodar em responder. O bastante para tentar me fazer sofrer em suas palavras, como uma mulher que o faz sob a real ameaça de perda e desprezo. O bastante para mim.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Não acredito estar certo ou justo ou até mesmo coerente. Não desejo insultá-la ou diminuir seus sentimentos. Talvez, eu esteja agindo como uma criança, que busca razões na imaginação tentando seguir nos mesmos passos e motivações que todos os adultos, um ponto ou dois abaixo do devaneio, no mínimo seis metros acima do chão. Se todas as manhãs acordo pensando em você é porque a amo e, como uma criança que tem seu sono velado por heróis e fantasias, preciso acreditar em seu amor para poder dormir todas as noites.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;com todo amor e honestidade,,,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;do sempre seu,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Gregor&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10420786-1598690440294597993?l=pinball.semtitulo.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pinball.semtitulo.org/feeds/1598690440294597993/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10420786&amp;postID=1598690440294597993&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/1598690440294597993'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/1598690440294597993'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pinball.semtitulo.org/2011/08/nota.html' title='Nota'/><author><name>Demétrius Daffara</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-95tgXht-vD0/TdrR-6j5e0I/AAAAAAAAAFk/RFsIySIF5Qg/s220/dmtr_oculos_tuister.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10420786.post-4919583970547797073</id><published>2010-12-23T22:35:00.002-02:00</published><updated>2010-12-24T00:29:00.117-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Gregor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Autocombustão</title><content type='html'>&lt;style type="text/css"&gt;p.p1 {margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; text-indent: 28.4px; font: 12.0px Helvetica}p.p2 {margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; text-indent: 28.4px; font: 12.0px Helvetica; min-height: 14.0px}p.p3 {margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; text-align: center; text-indent: 28.4px; font: 12.0px Helvetica}p.p4 {margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; text-align: center; text-indent: 28.4px; font: 12.0px Helvetica; min-height: 14.0px}span.s1 {letter-spacing: 0.0px}&lt;/style&gt;   &lt;br /&gt;&lt;div class="p1"&gt;&lt;style type="text/css"&gt;p.p1 {margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; text-indent: 28.4px; font: 12.0px Helvetica}p.p2 {margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; text-indent: 28.4px; font: 12.0px Helvetica; min-height: 14.0px}p.p3 {margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; text-align: center; text-indent: 28.4px; font: 12.0px Helvetica}p.p4 {margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; text-align: center; text-indent: 28.4px; font: 12.0px Helvetica; min-height: 14.0px}span.s1 {letter-spacing: 0.0px}&lt;/style&gt;   &lt;br /&gt;&lt;div class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;O carro buzina lá fora. Carlos grita da janela de seu Corsa 99.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;– Vamos, Márcia! A gente tá atrasado pro cinema!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Márcia arrumava-se rapidamente em seu quarto, de frente para um grande espelho atrás da porta. Subia nos sapatos de salto alto enquanto pendurava os brincos, alcançando em seguida o pó compacto que estava sobre a penteadeira. Aplicou um pouco de blush rosáceo sobre as maçãs do rosto e colocou os cílios postiços. Realçou os lábios com um batom de um vermelho apagado e estava pronta. Aproximou-se do espelho e escancarou os dentes como um cão, analisando se havia algum resquício de batom, para em seguida pegar a bolsa deixada sobre a cama.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Márcia desceu as escadas rapidamente e chegou ao carro. Abriu a porta e entrou.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;– Estou pronta! Vamos? – disse virando-se para Carlos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Carlos não sequer olhou para o lado, apenas virou a chave ligando o motor e colocou o carro em movimento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;– Você sempre se atrasa. Espero que cheguemos a tempo para o filme.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;– Desculpe.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;– Márcia, não é questão de desculpas. Você sempre pede desculpas, mas numa outra oportunidade novamente se atrasa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;– Por Deus, Carlos. Não é assim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;– O Gregor já deve estar lá. Marcamos com ele às 16h e saímos de casa quinze minutos depois do horário marcado. Ele vai ficar puto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;– O Greg sempre se atrasa também.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;– Isso é problema dele, Márcia. O nosso é chegar no horário, como se algo assim fosse possível. – disse a ela, em um tom agressivo, acima do ideal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Dizendo isso, Carlos alcançou um cigarro do maço e um isqueiro que estavam sobre o painel do carro, o acendeu e soltou uma densa nuvem de fumaça. Márcia permanecia em silêncio olhando para baixo. Em seguida, abriu sua bolsa e retirou para si um cigarro. Carlos olhou rapidamente para o lado e com o mesmo isqueiro que utilizara, acendeu o cigarro para ela.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;– Obrigada. – disse ela, com a voz baixa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;– Pomba, Márcia. Não gosto de ficar puto contigo, mas eu não consigo evitar e acabo falando demais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;– Você errou no tom, mas você tem toda razão. – falou Márcia olhando para ele.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Carlos olhou para o lado com algum estranhamento. – Você não costuma dar o braço a torcer tão facilmente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;– Às vezes as pessoas mudam. Preferiria que eu começasse a gritar contigo quando você sabe tanto quanto eu qual é o ideal da situação? – perguntou Márcia, tragando seu cigarro em seguida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;– Não, não, em absoluto. – respondeu Carlos, enquanto refletia sobre aquele súbito momento e distraidamente coçava o braço e, depois, o pescoço.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;– Olha, tem uma vaga ali! – irrompeu ela apontando para um espaço vazio entre dois carros.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Carlos lançou a bituca pela janela e estacionou o carro com leveza. Ele sempre fora um bom motorista, do tipo de pessoa que você rapidamente percebe sua habilidade ao volante não em detrimento aos outros motoristas, mas por ser um motorista acima da média. Felizmente ele nunca se gabara de tal qualidade, ele simplesmente dirigia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Desceram do carro e caminharam até o cinema em silêncio. Carlos olhou para os horários das sessões do filme e em seguida para seu relógio de pulso, conferindo se o atraso tinha sido prejudicial. – Chegamos a tempo! – completou.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Ela olhou para Carlos sorrindo, passou a mão nos longos cabelos castanhos e olhou ao redor.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;– Onde está o Gregor?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;– Ainda mais atrasado do que nós! – ele disse rindo. Ela riu também. – Vou comprar os ingressos, por via das dúvidas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Enquanto comprava os ingressos, ela apanhou seu celular da bolsa e ligou para Gregor. – Oi Greg! Onde você tá?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;– Estou chegando aí em oito minutos. Já começou o filme?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;– Não, não. Fica tranquilo. O Carlos já tá comprando os nossos ingressos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;– Ah. Puxa. – Gregor parou um instante. – Obrigado!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;– Não por isso. Nos falamos já já.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;– Até logo!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Ela desligou o celular e olhou em direção a bilheteria. Carlos já estava voltando, com os ingressos na mão, sorrindo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;– Conseguiu falar com ele?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;– Consegui sim, ele está chegando.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;– Ah, Greg… Vamos fazer assim, você quer pipoca?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;– Pipoca? Não, obrigada. – ela respondeu ainda segurando o celular com a mão esquerda, olhando distraidamente para um cartaz de uma das próximas atrações.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;– Tem certeza?! Eu vou ali comprar. Não consigo ver um filme sem pipoca. Vamos lá, eu compro um chocolate pra você.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Chegando à bombonière, ele pediu sua pipoca, refrigerante e um chocolate que estava na vitrine. A voz de Gregor distraiu a ação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;– Cheguei a tempo? – ele perguntou ao casal, animadamente. Sua testa estava molhada de suor e seu ar, bastante cansado, mas Gregor exibia um largo sorriso em seu rosto.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;– Bem a tempo! – respondeu Carlos.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Carlos deixou a pipoca sobre o balcão e apertou vigorosamente a mão de Gregor. Em seguida, Gregor beijou o rosto de Márcia, abraçando-a em seguida. – Como vão? – perguntou.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;– Bem, muito bem. A &lt;i&gt;Márcia&lt;/i&gt; nos atrasou um pouco mas ainda assim chegamos antes de você, cara! – ele disse em tom de brincadeira. Márcia o olhou indignada. Gregor olhou para Márcia percebendo sua irritação e sentiu-se um pouco incomodado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;– Eu sou o rei dos atrasos! – desconversou. – Escutem, vocês querem entrar já? Além de pegar um bom lugar, gostaria de me aproveitar dos benefícios reconfortantes do ar condicionado da sala.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;– Quem mandou vir correndo? – Carlos provocou.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;– Se eu não venho correndo, eu não chego!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Márcia já começara a caminhar em direção à sala sem falar, consequentemente atraindo os dois rapazes atrás de si.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="s1"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p2"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p3"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="s1"&gt;* * *&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p2"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;O filme era uma agitada história policial, com carros em alta velocidade e explosões regulares. Márcia sentia-se profundamente entediada, ora pela película em si, ora pela irritação com o noivo. Sem grandes movimentos, inclinou-se para a esquerda, ao ouvido de Carlos e sussurrou. – Volto já.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Levantou-se, passou em frente a Gregor, saiu da sala. Foi em direção à rua com a bolsa a tiracolo, parando no alto das escadas que levava à calçada em si. Apanhou um cigarro da bolsa e acendeu com um fósforo. Batia o pé no chão, rapidamente, extremamente nervosa. Observava os arredores, todos os carros que passavam, as pessoas passando, o balançar das árvores. O vento soprava seus cabelos e tocava seu rosto com gentileza. Uma mão tocou seu ombro. Era Gregor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;– Posso te acompanhar? – ele perguntou.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;– Sim, claro! Você quer um cigarro?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;– Não, estou com o meu aqui. – ele falou, alcançando um maço em seu bolso e acendendo um cigarro em seguida. – Que filme bobo, né?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;– Sim, insuportável.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;– Não sei se fico mais impressionado com as atuações geniais ou com a facilidade que tantos carros explodem na sequência. Você conseguiu ver a marca dos carros? Porque eu sei que tipo de carro eu não quero comprar: os de autocombustão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Márcia olhou para Gregor e riu um pouco, desviando o olhar em seguida, voltando a desatenção para frente, tragando o cigarro e soltando a fumaça em seguida, mas permanecendo em silêncio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;– Tá tudo bem, Márcia? – ele perguntou olhando diretamente para as têmporas dela, que estavam úmidas de suor, apesar da temperatura estar bastante agradável naquela época do ano.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Ela permaneceu olhando para o horizonte. – É que o Carlos me tira do &lt;i&gt;sério&lt;/i&gt;! – ela disse com uma clara irritação em sua voz, voltando o rosto para ele, que a olhava calmamente. – Apesar de cobrar uma postura de mim e aparentemente me entender, ele simplesmente não consegue deixar um momento, uma única falha passar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;– Você fala do negócio do atraso?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;– Sim, o atraso. Você acredita que ele falou aquilo? Precisava frisar quem causou a droga do atraso? Não chegamos antes de você de qualquer maneira? – ele consentiu com a cabeça. – Pois bem, qual a diferença? Note, não estou questionando &lt;i&gt;quem&lt;/i&gt; atrasou a &lt;i&gt;quem&lt;/i&gt;, eu causei o atraso, sei disso. Mas questiono a atitude de trazer isso, sem a menor necessidade, apenas pela provocação, sabe? – dizendo isso, Márcia percebera que seu cigarro já estava apagado e segurava apenas a bituca, lançando-a ao meio-fio e pegando mais um cigarro em sua bolsa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;– Mas o Carlos é bastante brincalhão, não deve ter sido por mal, Márcia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;– Essa não foi a primeira e nem sequer será a última vez que ele faz esse tipo de coisa. O Carlos simplesmente não sabe ficar quieto, em alguns momentos. E pensando bem, não é nem questão de provocação. É o fato dele ser inseguro e utilizar esse tipo de brincadeira &lt;i&gt;inocente &lt;/i&gt;para deixar claro para si e para quem o ouvir de que a culpa é minha.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Enquanto Márcia falava, Gregor sentou-se ao primeiro degrau da escada e fez um gesto para que ela o acompanhasse. Ela sentou-se ao seu lado e continuou.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;– E não é só isso, e não só o Carlos. É tudo. São todos. Todos são assim, todos são egoístas e imperdoáveis, sabe? Que droga de mundo é esse, Greg? Você fica ao lado do seu noivo, dos seus amigos, de sua família. Faz de tudo para que todos fiquem bem, larga o que está fazendo para ajudar a quem for, no momento que for. E no momento, nos poucos momentos que você simplesmente precisa de de uma palavra amiga, um conforto, uma preocupação, eles viram as costas pra você e deixam você na mão. – Márcia começou a massagear suas têmporas, fazendo uma pequena pausa. Alguns fios de cabelo já estavam colados em sua têmpora devido ao suor enquanto falava e agora, começavam a se libertar novamente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;– Você realmente precisa se acalmar um pouco, Márcia. Desse jeito você vai ter um treco daqui a pouco. – Gregor falou colocando a mão sobre o ombro de Márcia, massageando-a gentilmente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;– Greg, não pense que eu sou mal agradecida ou acredite que apenas porque eu fiz algo pela pessoa, a pessoa deva fazer algo por mim. Não é isso, entende? Não é uma mera questão de troca. – dizendo isso, ela deixou as têmporas livres novamente. – É o simples fato de você saber que pode contar com alguém, ou se deixar pensar que esse alguém pode proporcionar surpresas, essas coisas, sabe?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Gregor olhava atentamente para Márcia enquanto ela falava. Ela gesticulava muito e seus olhos estavam cheios d’água.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;– Aí, quando você faz algo errado, que desagrada ou simplesmente precisa de um pouco de ajuda, os outros, o Carlos, todos são incapazes de simplesmente &lt;i&gt;perceber&lt;/i&gt; que todos erram ou que a outra pessoa precisa de ajuda. Eles só olham para si mesmos, o tempo todo. Ficam tão ensimesmados que não percebem todo o apoio que você já deu, cobram mais apoio e jogam na sua cara seus erros. – dizendo isso, ela começou a buscar em sua bolsa um pequeno pacote de lenços de papel. – Essa droga de nariz que fica sempre escorrendo. – ela secou seus olhos e limpou delicadamente seu nariz.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Gregor observava a aventura de Márcia com o lenço de papel, com a cabeça apoiada em sua mão e seu cotovelo apoiado sobre sua perna. – Lembra quando nós nos conhecemos, que estudávamos juntos no ensino médio? – ele perguntou.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;– Sim, lembro sim. O que é que tem? – ela indagou ainda distraída com a coriza.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;– Você se lembra que você namorava esse rapaz, o Alberto &lt;i&gt;Qualquercoisa&lt;/i&gt;? Como você era feliz ao lado dele?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;– Claro. E você namorava a minha prima, a Leila. – e colocou o lenço usado em uma pequena sacolinha plástica que carregava consigo para tal finalidade.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;– Pois é… Lembra daquele dia em que todos viajamos para o interior e fomos àquele parque com um baita lago lindo em um dia super calmo?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;– Valha-me Deus, Greg, mas que suspense todo é esse? É claro que eu me lembro, eu me lembro de tudo daquela época.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Gregor se levantou e se espreguiçou. – Pois bem, aquele dia foi um dos dias mais simples que já passei em minha vida. E ainda assim um dos mais divertidos. Eu me lembro de cada cor, de cada textura, de cada cheiro. – ele sentou-se novamente. – Eu tenho aquela imagem em minha mente com a força da mais bela pintura jamais feita.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;– Aquele dia foi mesmo incrível. Lembra que fizemos uma corrida com você e o Alberto de cavalos, nós nos ombros de vocês e aí vocês dois já tinham armado tudo e lançaram a gente no lago? Seus tontos! – dizendo isso, ela sorriu e deu um tapa amigável no ombro de Gregor.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Ambos ficaram rindo por algum tempo, diluídos em memórias. As memórias daquele dia ensolarado, o lago tal qual um espelho, as árvores lindas, vivas e verdejantes. As brincadeiras infantis de corrida, polícia e ladrão e esconde-esconde entre quatro jovens adultos sobre a grama verde e cheirosa. O piquenique confortável, as risadas, os sorrisos, as gargalhadas. A terra úmida próxima ao lago que envolvia seus pés descalços e a simplicidade de uma simples tarde, distante de tudo e todos.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Subitamente, Márcia voltou a si. – Mas e daí, Gregor? O que é que tem tudo isso?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;– Oras. – ele acendeu outro cigarro. – Nesses momentos, geralmente eu gosto de me transportar para os melhores lugares de minha memória e me deixar tomar pelas boas energias do que já passei.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;– Mas Greg… As coisas são diferentes hoje. – agora quem pegou outro cigarro em sua bolsa foi ela. – As coisas são completamente diferentes, aliás.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Greg tragou o cigarro e soltou a fumaça lentamente. – Aí é que eu discordo. Por que elas &lt;i&gt;são&lt;/i&gt; diferentes? Por que elas &lt;i&gt;precisam&lt;/i&gt; ser diferentes?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;– Ué?! Porque eu mudei. Porque as coisas mudam. As pessoas mudam. Eu não namoro mais com o Alberto, mas com o Carlos, inclusive.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;– Mas me diz, você se veria casando com esse Alberto caso ele tivesse a pedido em casamento? Tanto faz se naquela época ou hoje em dia?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;– Não sei! Não sei… Como eu posso saber um troço desses, assim? – ela respondeu um pouco indignada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;– Pensa bem. Você não continuou com o Alberto por uma razão. O tempo que vocês passaram juntos foi ótimo, mas uma hora, acabou. Com o Carlos, esse tempo não apenas &lt;i&gt;está&lt;/i&gt; acontecendo como você quis seguir adiante, vocês vão se casar até, caramba!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;– Sim, eu sei.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;– Pois bem, Má, &lt;i&gt;alguma&lt;/i&gt; coisa a fez pensar em largar o Alberto quando você terminaram e a disse para continuar com o Carlos independente desses ou quaisquer problemas.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;– Mas… Droga, Greg, mas que droga. Eu amo o Carlos mas às vezes as coisas ficam… insustentáveis.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;– Sinceramente, Má? Só você pode ser feliz, se fazer feliz. Ainda que você tenha escolhido ter ele ao seu lado para o resto da sua vida, ele precisa de ajuda para entender como você se sente e o que a agrada ou desagrada. Mas sem se deixar… Não sei? Vitimar? Não se deixe levar por esse tipo de ideia e se considerar uma vítima da situação. Só você pode ser agente da sua felicidade, ninguém mais. Você lembra com tanto carinho daquele dia porque você escolheu estar lá, naquele dia, conosco, brincando e se divertindo. Entende? – Greg terminou de falar e lançou a bituca no degrau ao lado de seu pé, extinguindo o cigarro com a ponta do pé.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;– Má, você é feliz? – completou.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Márcia permaneceu em silêncio, após as palavras dele e ficou novamente encarando o vazio, fumando, absorvendo, refletindo, ponderando. Por fim, acabou abaixando os olhos e viu o seu pequeno relógio ao redor de seu pulso delicado apoiado em sua perna. Levantou-se de sopetão lançando sua bituca em direção à rua.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;– Minha nossa! Já estamos aqui há quase meia hora!! Vamos voltar correndo, já passou da metade do filme!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;E ambos correram de volta para o cinema.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="s1"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p4"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p3"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="s1"&gt;* * *&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p2"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Já próximo ao clímax do filme, onde o mocinho está prestes a resgatar a mocinha, montado em seu carro veloz e armado com a mais bela pistola, o cinema estava repleto de sons de tiros, explosões, barulhos de motor e ameaças do vilão. Carlos estava vidrado com toda aquela ação. A sala, iluminada apenas pelo reflexo da projeção das sequências repletas de adrenalina e tensão estava quase que por completo imersa nos rumos inesperados que o roteiro tomara, deixando todos sem fôlego, à exceção de Márcia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Márcia voltara um pouco desconexa. Não conseguia prestar atenção às sequências daquele filme, seus olhos encaravam a projeção mas buscavam visualizar outras questões. Sentia-se afligir sentada ali, no escuro, vendo um filme desinteressante, dos tantos que já vira ao lado de Carlos simplesmente porque são os filmes que ele gosta de assistir. Ela nem gostava tanto assim de cinema, afinal. E buscava em si as mais bonitas imagens para sentir-se melhor. Uma tentativa de acalanto próprio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Enquanto homens atiravam uns contra os outros na tela, Márcia sentia novamente seus olhos se encherem de lágrimas. Dessa vez, inclinou-se para a direita, em direção a Gregor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;– Greg? – sussurrou. – Lembra quando naquele dia no parque nós subimos em uma árvore para ver o pôr-do-sol e quando anoiteceu, todos descemos, menos você porque você se lembrou, lá do alto que tinha medo de altura e levou quase meia hora pra descer e todos quase morremos de tanto rir?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;– Lembro, claro. – ele sussurrou de volta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;– Greg… – ela apertou a mão dele contra a dela. – Eu era&lt;i&gt; feliz&lt;/i&gt; naquela época, não&lt;i&gt; era&lt;/i&gt;?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10420786-4919583970547797073?l=pinball.semtitulo.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pinball.semtitulo.org/feeds/4919583970547797073/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10420786&amp;postID=4919583970547797073&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/4919583970547797073'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/4919583970547797073'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pinball.semtitulo.org/2010/12/autocombustao.html' title='Autocombustão'/><author><name>Demétrius Daffara</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-95tgXht-vD0/TdrR-6j5e0I/AAAAAAAAAFk/RFsIySIF5Qg/s220/dmtr_oculos_tuister.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10420786.post-8223756507311234217</id><published>2010-07-25T21:05:00.001-03:00</published><updated>2010-07-25T21:05:37.937-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='novidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='semtitulo'/><title type='text'>Novidades n'O Pinball Mutante</title><content type='html'>&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;O Pinball Mutante agora está de casa nova!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;E eu tenho um domínio para chamar de meu! A partir de agora, você pode (&lt;i&gt;in fact&lt;/i&gt;, &lt;b&gt;deve&lt;/b&gt;) acessar através de &lt;a href="http://pinball.semtitulo.org/"&gt;pinball.semtitulo.org&lt;/a&gt;. Economiza-se só uns dois caracteres, mas é melhor: agora é só "pinball" e não "pinball&lt;b&gt;&lt;i&gt;m&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;". Cai o &lt;i&gt;blogspot.com&lt;/i&gt; e fica o &lt;i&gt;semtitulo.org&lt;/i&gt;. Facilita, centraliza tudo, fica tudo mais simples! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Então, fica dica: atualize seus favoritos e seus feeds RSS (&lt;i&gt;if any!&lt;/i&gt;) porque sabe-se lá até quando fica valendo o endereço antigo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Ah! E em breve o &lt;i&gt;semtitulo.org&lt;/i&gt; fica integralmente no ar. Por hora, está em construção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.semtitulo.org"&gt;&lt;img src="http://www.semtitulo.org/img/temp/semtitulo_mini.jpg" width="550" height="550"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Não prometo que vai ter texto novo aqui em breve porque não é assim que as coisas acontecem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;E você já sabe bem disso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10420786-8223756507311234217?l=pinball.semtitulo.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pinball.semtitulo.org/feeds/8223756507311234217/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10420786&amp;postID=8223756507311234217&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/8223756507311234217'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/8223756507311234217'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pinball.semtitulo.org/2010/07/novidades-no-pinball-mutante.html' title='Novidades n&apos;O Pinball Mutante'/><author><name>Demétrius Daffara</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-95tgXht-vD0/TdrR-6j5e0I/AAAAAAAAAFk/RFsIySIF5Qg/s220/dmtr_oculos_tuister.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10420786.post-1512613539280653094</id><published>2010-03-08T09:53:00.002-03:00</published><updated>2010-03-24T21:56:28.229-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Gregor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Re: Acidentes</title><content type='html'>&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;São Paulo, 08 de março de 2004.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Li um texto publicado na edição de Janeiro chamado &lt;a href="http://pinballm.blogspot.com/2010/02/acidentes.html"&gt;"Acidentes"&lt;/a&gt; e gostaria de dividir algumas palavras com vocês porque finalmente entendi de certa forma do que se trata.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Eu fiquei bastante intrigado com essas linhas e até esta manhã eu não sabia bem o que pensar. Talvez seja verdade, o autor tenha alguma razão em suas palavras.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Estava no ponto de ônibus esperando o meu transporte chegar. Estava amanhecendo. Apesar de já estar bastante claro, era possível perceber alguns raios de sol amarelados que cortavam o ar, entre as folhas e saindo de algumas nuvens. Um dia bastante bonito. Subitamente, aconteceu. É difícil expressar a euforia que sinto em relação a isso e é provavelmente impossível dividir isso com alguém, mas preciso tentar. Não foi um atropelamento entre automóvel e gente, mas entre gente e bicicleta. Não houve vítimas fatais, ninguém sequer se feriu de maneira grave. Mas mesmo em evento tão menor, a energia gerada foi tão impressionante e tão... Delicada. Quase invisível aos olhos. Os fatos vocês já sabem, vou tentar descrever o que pude observar além do óbvio.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Um rapaz atravessava na faixa de pedestres, todos os carros estavam parados no semáforo. Ele atravessava e a um metro, talvez um metro e meio da calçada, pareceu-me que ele parou. Uma bicicleta passou e passou por nós. Não sei dizer bem o que aconteceu, no entanto é a parte mais bonita de todas. Parece que eu o percebi parar, mas provavelmente isso não aconteceu, a primeira bicicleta tinha passado com alguma folga pela rapaz. O que aconteceu foi um efeito similar a uma explosão atômica. Como se todo o ar e os sons e a luz do sol e os olhares de todos os presentes fossem subitamente sugados para aquele ponto em um instante muito rápido, como se estivesse armazenando energia para o choque que veio em seguida. Uma segunda bicicleta veio de encontro ao garoto. Digo desse momento de concentração de energia porque tudo foi para aquele ponto e deve ser loucura, mas acredito que todos viram o que vi, como eu vi. Não sei se perceberam da mesma maneira que eu, mas sinto que todos prenderam a respiração ao mesmo tempo. Um garoto com os olhos estatelados aparentemente colados ao chão. Uma bicicleta em alta velocidade colidindo com ele, liberando uma explosão estática, reconstruindo o ar para todos nós, num único espasmo violento como uma forte onda seguida por outras menores, mais rápidas, de intensidade decrescente. Aquela onda de energia devolvendo a todos nós luz, ar, poesia, sons e eletricidade, fazendo todos tremer em excitação, medo, humanidade e silêncio. Uma oxidação instantânea, manchando e corroendo duas pessoas, sendo exposta e expandindo-se para todos que ali estavam começando um novo dia. O rapaz da bicicleta foi lançado sobre o guidão e além. O garoto que atravessava sendo bruscamente lançado ao chão, sobre a sarjeta. O instante de poesia então estava terminando.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Findo o momento da poesia, essa coisa (a melhor associação que faço, que li de outros autores, é o "it" que Clarice Lispector descreveu) esse instante-coisa, absoluto, nem passado nem futuro, inatingível e impossível de se nomear porque não é, além do que foi, mas sequer sabemos com certeza se foi. É "it". E assim que começou e terminou, inconsciente para a maior parte de nós (e não sei se pude percebê-lo por completo, mas fiquei comovido por tê-lo percebido o tanto que pude), tudo voltou ao normal, ao cotidiano. E o que mais me impressionou é que foi um instante-coisa poesia talvez de menor intensidade, mas tão igualmente bonito como imaginei que seria.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Algumas pessoas correram em direção ao epicentro. Só fiquei tocado mesmo porque o primeiro som, o primeiro som que se tornou audível mais uma vez foi um grito estridente, agudo, desesperado, cheio de dor. Era a mãe do garoto que atravessava. Após as primeiras pessoas que se aproximaram, veio essa mulher, atravessando as duas largas pistas para três carros, cada, que compunham a avenida, correndo às cegas, arriscando a própria vida, com lágrimas nos olhos. Ela se aproximou, o garoto segurava o braço. O outro, da bicicleta, parecia confuso. Ambos eram bastante jovens. O primeiro mais. Mas ambos tinham uma expressão de choro no rosto. Um movido pela dor, outro pelo amor. No fundo, ambos movidos pelo que restou da poesia. Como os últimos versos da última estrofe, melancólicos e enigmáticos. Ambos não sabiam, mas tinham feito poesia, tinham se tornado humanos por um instante. E isso lhes doía muito.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Todos nós ali experimentamos ser humanos com eles, em menor intensidade. Fomos atingidos pelo instante-coisa que eles criaram ali. Fomos agraciados por isso em uma manhã de sol, que parecia ser como toda manhã, de uma segunda-feira como toda segunda. Alguns receberam com maior intensidade, outros com menor. Não posso responder por todos ali, mas sei que dali eu saí com um misto de felicidade e dor, porque presenciei poesia. E pra poesia, entendi como isso: um grande conflito que numa descarga de insanidade nos torna humanos para em seguida, mais uma vez sãos. Sendo assim, compartilho isto com vocês e digo:&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Obrigado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Um abraço!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Gregor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10420786-1512613539280653094?l=pinball.semtitulo.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pinball.semtitulo.org/feeds/1512613539280653094/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10420786&amp;postID=1512613539280653094&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/1512613539280653094'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/1512613539280653094'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pinball.semtitulo.org/2010/03/re-acidentes.html' title='Re: Acidentes'/><author><name>Demétrius Daffara</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-95tgXht-vD0/TdrR-6j5e0I/AAAAAAAAAFk/RFsIySIF5Qg/s220/dmtr_oculos_tuister.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10420786.post-4485945051207489412</id><published>2010-02-25T23:27:00.000-03:00</published><updated>2010-02-25T23:33:24.646-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Clarice'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Gregor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>A sense of struggle</title><content type='html'>&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Há uma sensação que é difícil definir e não sei se todos os seres humanos conseguem percebê-la ou mesmo controlá-la. Não acho que seja controlável ou passível de antever que isso vai acontecer. É um sentimento de nada, de crise pessoal e profissional. Uma &lt;span style="font-style:italic;"&gt;nada&lt;/span&gt; errado, de passos em falso e de incompetência. Acredito que todos nós passemos por isso, em pelo menos um momento de nossas vidas e se não são esses pequenos incidentes pessoais que ajudam a construir nosso caráter e nossa visão de mundo, eles ao menos são suficientes para causar alguma auto-reflexão para seguir em frente ou desistir de uma única vez, porque o nada gera algo, uma sensação. Outro dia, encontrei nos olhos de Clarice essa sensação. Clarice sempre fora uma grande amiga minha, até onde posso me lembrar. Sempre tivemos uma relação extremamente espontânea e natural, assim como foi natural nossa aproximação e amizade. Ela sempre tivera uma personalidade incrível, intensa, sincera e carinhosa. Mas de vez em quando ela passava por esses momentos de ligeira depressão. Durava um dia ou uma semana. Era súbito. Aos olhos estranhos, com certeza Clarice parecia apenas uma mulher desesperada por atenção. Eu sabia que não era o caso, mas não sabia bem como e se eu podia ajudá-la.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Se outras vezes isso já tinha acontecido, por que me importar com essa sensação nos olhos de Clarice desta última vez? O fato é: sempre me importa, sempre me importou e sempre senti a minha fragilidade refletida na dela e além de uma identificação com o problema em si, não poderia simplesmente subjugar Clarice especialmente em um momento tão próprio e delicado. Se por si isso já me era suficiente, neste dia me pareceu infinitamente mais forte, triste, desolado e inevitável. Mas o que alguém pode fazer por outra pessoa uma vez que cada pessoa só é responsável pela própria felicidade e vida? Eu poderia dizer muitas palavras bonitas, bem colocadas. Mas se aprendi algo em dadas circunstâncias seria que neste momento, quando se trata realmente disso e é sincero, são necessários sinceridade e honestidade plausíveis. Nada de eufemismos ou elogios excessivos. No final das contas, pra mim, esta sinceridade é a única coisa que as pessoas devem umas às outras em qualquer situação.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Abordei Clarice, gentilmente. Ela estava em um furacão de pensamentos confusos, percebia uma tempestade através de seus olhos. A perguntei o que havia. Ela subiu seus olhos avermelhados e tristemente respondeu um curto "nada" e voltou a atenção para o monitor em que ela trabalhava. Pego uma cadeira e me sento ao seu lado.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;"Mesmo?", questiono.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;"Sim, claro. Por que a pergunta?" Clarice me questiona de volta, com alguma agressividade defensiva natural.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;"Ah... Você parece chateada, triste. Está quieta e não sei... Diferente." respondo enquanto tocava seu ombro.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;"As pessoas não são sempre iguais, todos os dias" ela comenta com a mesma dureza anterior, desvencilhando-se de minha mão.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Fiquei calado por alguns instantes, ao seu lado. Eu estaria sempre ao seu lado, independente de um momento de grosseria ou atitude pouco pensada. Ela sabia disso. E os poucos minutos que passei ali ao seu lado parece que foram suficientes para que ela percebesse isto porque foi Clarice quem me abordou, então.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;"Olha, Gregor..." ela fez uma pausa e continuou em seguida "Desculpe por ter sido grossa contigo é que tá foda".&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;"Não se preocupe, Cla... Mas me diga, o que houve?"&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Ela continuou encarando o monitor por algum tempo. Então, como se tivesse se enchido daquilo também, se virou pra mim e falou:&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;"Hoje acordei meio deprimida, não sei. Me sinto em uma crise de algum tipo. Na real mesmo, não é nem de hoje. É como se fosse um processo que explodiu agora."&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;"E sabe de onde isso veio?"&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;"Não sei, nem ideia."&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Calamos os dois. Nossos olhares se cruzavam a três metros de nós, encaravam o nada. Senti uma tremenda angústia como se de fato dividisse a dor de Clarice. Mas eu não dividia. Eu dividia o nada. O nada que é invísivel e material. Quando tudo lhe é arrancado, você tem nada. Quando nada lhe resta, não é vazio. Ele ocupa todo o seu espaço, escapa pelos olhos, cobre os ouvidos, fecha a traquéia e pára o coração. É tão sentimento como o amor ou o medo. Não costuma ser definitivo, mas uma vez que se experimenta, ele nunca se vai, porque há sempre uma parte em nós em que nada fica. Quanto menos você tem, mais espaço você consegue e esse conflito é constante. É difícil viver com o próprio nada já que queremos e buscamos tudo. Buscamos anular o nada, mas como uma arma, o nada só ganha cores dependendo de onde se aponta e da pressão sobre o gatilho. Portanto, é fugaz: quando o gatilho é pressionado e ele ganha suas cores, ele deixa de ser &lt;i&gt;nada&lt;/i&gt; e se torna &lt;i&gt;algo&lt;/i&gt;. Nada não é bom, tampouco tudo é. Algo é melhor, menos absoluto e dogmático. Há algo em tudo e em nada. É uma medida tão criteriosa e precisa que algo deveria ser uma unidade de base para a grandeza da quantidade de matéria e imatéria, ou usado como uma lente. Dependendo da direção que essa lente aponta, mudam-se as quantidades e os valores. Algo, como tudo e nada, é adimensional. Mas tudo e nada se perdem em valores infinitos, positivos e negativos. O algo pondera.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Passei a mão nos cabelos de Clarice, beijei seu rosto e deitei em seu ombro, acariciando a sua mão.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;"Você sente alguma coisa?", perguntei.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Clarice manteve-se em silêncio e parou de se debater. Clarice ponderou.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;"Estou me esforçando para isso. Mas sinto um desejo, uma sensação de me livrar dessas restrições.", ela me respondeu calmamente.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Eu não a respondi. Apertei sua mão contra a minha e a deixei ali, voltando para o meu trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Clarice, você não pôde notar naquele momento, mas o que você percebeu como momento da explosão de um processo foi o momento que você pressionou o gatilho no nada. Algo já estava em processo e mesmo que eu não pudesse dizer nada para ajudá-la, sequer precisei tentar fazê-lo, você já estava caminhando. Eu não fiz nada, você fez algo e fiquei tão feliz porque o algo não é instantâneo, mas já é o algo. E leva tempo, Clarice. Também sinto minhas crises me escapando pelos olhos, cobrindo meus ouvidos, fechando minha traquéia e parando meu coração, assim como você. Sei como você se sentia, apesar de não ter sentido em seu lugar. E naquele momento eu percebi que você já estava em algo e isso me tranquilizou. É como um acalanto. É reconfortante saber que alguém que amamos tanto conseguiu encontrar o algo, ainda que todos nos perdamos vez ou outra. Clarice, você já estava em algo e em algo agora está. Suas cicatrizes deixam marcas em todos nós, tenho suas cicatrizes invisíveis em mim. E sei que você tem as minhas. E deixamos cicatrizes e marcas em tantas pessoas que não percebemos que as cicatrizes são lembranças de que nada aconteceu, mas que já passou. E as cicatrizes que recebemos são lembranças que não estamos solitários. Às vezes você vai se sentir sozinha, mas jamais estará solitária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Olhei para trás e Clarice estava olhando mais uma vez para o nada. Em seguida, desvencilhou o olhar, o repousou em mim e sorriu. Clarice tinha algo e subitamente, ela o sabia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10420786-4485945051207489412?l=pinball.semtitulo.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pinball.semtitulo.org/feeds/4485945051207489412/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10420786&amp;postID=4485945051207489412&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/4485945051207489412'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/4485945051207489412'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pinball.semtitulo.org/2009/05/sense-of-struggle.html' title='A sense of struggle'/><author><name>Demétrius Daffara</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-95tgXht-vD0/TdrR-6j5e0I/AAAAAAAAAFk/RFsIySIF5Qg/s220/dmtr_oculos_tuister.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10420786.post-4972445628693391716</id><published>2010-02-25T01:12:00.002-03:00</published><updated>2010-02-25T01:16:45.778-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Acidentes</title><content type='html'>&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Minhas questões sempre foram demasiadamente humanas, mas não físicas ou materiais. Demasiadamente humano, assim como somos e nem sempre possamos admitir. Sempre me interessei pelas falhas, pelas pequenas belezas acidentais, pelo acidente de viver e morrer, adoecendo e sarando de amores, fugas, tempestades e gripes. Pela pequena morte que nos aguarda, pela pequena vida que surge. Essas miniaturas todas, coexistindo sem saber se de fato existem.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Devo estar ficando louco, mas recentemente fiquei extremamente interessado em acidentes de carro. Mais especificamente, atropelamentos. A súbita interrupção de uma pessoa, de uma vida. O súbito momento que o motorista não viu aquela pessoa atravessando a rua ou simplesmente cruzou o sinal vermelho e atingiu alguém. O rompimento do silencioso pacto entre motoristas e pedestres, a violação instintiva das regras e da vida, a destruição simples de uma vida igualmente tão simples quanto complexa. Alguns instantes entre a pura ignorância da existência para uma ligação emocional tão forte. Instantes com o tempo de um choque; um contato tão violento que rompe a carne, tinge o metal, encharca os olhos e turva a visão. Você consegue ver a beleza disso tudo? Não desejo atropelar ninguém, nem desejo a minha morte, sequer aprecio observar atropelamentos alheios, não se trata disso. É apenas dado fato que subitamente considero fascinante, de extrema beleza, que me causa comoção. Me parece simplesmente poesia. Não se trata da morte ou dos aspectos negativos. É comovente como isso pode acontecer com tantas coisas ao redor, tudo torna-se suspenso. Ninguém entende muito bem, todos temem por encarar a própria mortalidade ali, num pobre coitado. E pouco depois, se foi. &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;E essa poesia acontece sem ninguém esperar, sem preparativos, rituais ou expectativas. É uma poesia pura.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Note que não estou citando suicidas, maníacos ou pervertidos. Considero-os dentro de suas próprias categorias, longe desta. Esta trata-se da delicadeza da carne e dos ossos em direta justaposição ao peso das máquinas e do metal. O acaso violentando mutuamente carne e metal, sacralizando culpa e redenção. Há uma beleza tão abstrata nisso que após o baque é possível deitar sobre o silêncio que toma o lugar. Um silêncio tal qual se todos, naquele instante, tivessem contato com a poesia e não conseguissem mais exprimir as palavras usuais nem os ruídos rotineiros. Nos admitimos humanos para então apenas sê-lo mais uma vez, inconscientemente. &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Todos os sons voltam e a poesia termina. Há apenas um corpo no chão, um homem culpado atrás do volante e uma multidão confusa sobre a situação.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;A confusão é justa. Muitos somos os acidentes de uma relação e sempre buscamos o controle sobre todas as etapas a seguir. É realmente confuso quando percebemos a miniatura das coisas. Quando percebemos em um único instante que o choque entre gente e carro, carro e chão, chão e gente foi apenas uma forma e exibição extremas do contato e ligação que há entre tudo e todos, constantemente em movimento ainda que parecessem imóveis e distantes. A física quântica e algumas religiões colocam isso, mas só conseguimos perceber isso através da poesia ocasional que estremece nossas bases.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;E ironicamente, apesar do livre e constante contato, mesmo em um atropelamento, nós jamais nos tocamos. Permanecemos como somos, todos ligados entre si, seja gente, seja pedra. E sempre distantes uns dos outros, sozinhos. Do nascimento ao fim da vida.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Talvez a maior razão da dificuldade de nos admitirmos humanos. Porque dói.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10420786-4972445628693391716?l=pinball.semtitulo.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pinball.semtitulo.org/feeds/4972445628693391716/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10420786&amp;postID=4972445628693391716&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/4972445628693391716'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/4972445628693391716'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pinball.semtitulo.org/2010/02/acidentes.html' title='Acidentes'/><author><name>Demétrius Daffara</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-95tgXht-vD0/TdrR-6j5e0I/AAAAAAAAAFk/RFsIySIF5Qg/s220/dmtr_oculos_tuister.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10420786.post-1990972401210500937</id><published>2009-10-12T20:21:00.006-03:00</published><updated>2009-10-12T21:54:21.591-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Gregor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Camila'/><title type='text'>Um método</title><content type='html'>&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Os fatos jogaram contra mim. Me vi subitamente sem escolha do que  fazer, pra onde ir, o que escolher. Rodei em meu pensamentos, recolhendo-os por aí. De tudo o que havia ficado para trás. Do tanto que deixa-se pelo caminho porque pesa, pesa, pesa, pesa o corpo e a alma e coração. E das ganas de gritar para exprimir só ficou o lento mastigar dos pensamentos. Queria exprimir para não explodir. Mas não explodi afinal. &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Não soube dizer de quem foi a culpa. É fácil expiar a própria culpa e ignorar o outro lado. Tão fácil quanto supervalorizar os sentimentos alheios e mergulhar em culpa e tristeza. Talvez sejam extremos. Para mim, só servem para delimitar os limites razoáveis de ação. Passados os extremos, ainda me questiono se encontrei a razão.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Quando eu a abordei e questionei a razão de tais atitudes por parte dela, recebi o olhar daquele que encontra conforto em culpar os outros por seus problemas. Não consegui reagir. Não posso conversar ou contra-argumentar com algo assim. Todos temos o nosso tempo para amadurecer e refletir. Era o meu tempo, não o dela. Não era justo. Me despedi e cada um saiu para seu lado.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Alguns passos depois, parei e fiquei observando Camila se afastar. Ela caminhava sem muita pressa ou ambição, claramente imersa em seus pensamentos mais uma vez. Ela andava e em um dado momento, olhou para qualquer coisa que a fez quase se virar para mim, mas ela não me viu. E seguiu seu caminho. Vi que dentro de alguns passos Camila iria desaparecer em uma esquina, por trás de um grande muro. Nesse momento, nesse preciso momento, me virei e caminhei na direção oposta.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Me questionei a razão daquela atitude, em seguida. Me questionava: a separação era inevitável. Por que você desviou o olhar antes do fim?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;E rapidamente encontrei a resposta. Quando eu desvio o olhar, eu mantenho a pessoa. Eu mantenho a minha segurança e meu senso de realidade. Eu sou o parâmetro, eu escolhi quando não veria mais a pessoa. Quando a pessoa se afasta e desaparece e isso está fora do meu controle, fico desamparado porque fiquei sujeito ao mundo, aquele instante, aquela imagem tão fugaz me foi retirada. Isso pode acontecer de maneira brusca, em casos de tragédias ou acidentes, mas ali, ali seria uma maneira tão gentil para isso, como já fora tantas vezes.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Isso que eu percebi me fez sentir alguma contentação pessoal, uma espécie de alívio em perceber minhas limitações naquele momento. Um alívio porque me senti humano em meu sentimento, igualmente tão sincero quanto egoísta. Ainda assim, isso dificilmente se caracteriza um método.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;A distância é muito mais difícil quando suas memórias são levadas de você, na sua frente, sem pressa ou discussão. E acidentalmente, encontrei esse método de manter uma parte dela ali comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;No entanto, concordo que há mais de um método por aí.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10420786-1990972401210500937?l=pinball.semtitulo.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pinball.semtitulo.org/feeds/1990972401210500937/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10420786&amp;postID=1990972401210500937&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/1990972401210500937'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/1990972401210500937'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pinball.semtitulo.org/2009/10/um-metodo.html' title='Um método'/><author><name>Demétrius Daffara</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-95tgXht-vD0/TdrR-6j5e0I/AAAAAAAAAFk/RFsIySIF5Qg/s220/dmtr_oculos_tuister.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10420786.post-3894264311094854877</id><published>2009-04-07T08:42:00.007-03:00</published><updated>2009-04-09T11:20:27.434-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ficção'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Gregor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Camila'/><title type='text'>Uma tarde qualquer</title><content type='html'>&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;As marcas do reflexo da luz no teto formam desenhos abstratos da mais simples beleza. São marcas refletidas por carros e sombras de pedestres, que se projetam oscilantes através das pequenas frestas da janela em um dia ridiculamente quente. Os dedos de Camila brincam delicadamente com meus cabelos e sinto sua respiração suave refrescando meu rosto enquanto ela lê um livro, que segura com a outra mão. Olho para cima e vejo seus olhos castanhos compenetrados nas linhas de Javier Marías. Estico um braço e acaricio seu rosto e seus cabelos. Ela sorri e me lança um olhar quase tímido.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Me viro de lado e me coloco em uma posição semi-fetal sobre suas coxas, encontrando uma área incrivelmente confortável ali. Poderia cochilar facilmente sobre ela.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;"O que você quer almoçar?", ouço sua voz.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;"Eu falei que faria o almoço hoje", respondo após uma pausa, murmurando de olhos fechados, quase dormindo. Houve algum silêncio.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;"Então... O que vamos almoçar, Gregor?" ela questionou, rompendo o silêncio com um sorriso irônico que não pude ver mas se fez ouvir. Fingi dormir.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;"Gregor?"&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Eu dormia.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;"E o &lt;span style="font-style:italic;"&gt;meu&lt;/span&gt; almoço?" ela questiona enquanto coloca o livro ao seu lado.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;"Ssshhh..." respondo com preguiça.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Ela então apertou meu nariz, bloqueando minha respiração e o puxou com alguma determinação. Dei de ombros. Ela então desistiu de meu nariz, acendeu um cigarro e voltou para o seu livro. Espiei pelo canto do olho e Camila estava realmente lendo mais uma vez.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;"Ei", falei me levantando e sentando ao seu lado "não era pra você desistir assim de mim!"&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;"Se eu soubesse que almoçaria um Marlboro vermelho teria comprado pelo menos umas maçãs pra acompanhar" ela respondeu sem mover os olhos.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Comecei a rir. "Que tal umas abobrinhas recheadas?"&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;"Abobrinhas? Não tem uma bisteca de porco bem suculenta?"&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;"Bisteca eu acho que não... Tinha bacon mas ele fugiu com o Babe, o porquinho atrapalhado, semana passada", comentei.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Ela desviou a atenção do livro e me olhou com cinismo, refletindo o meu próprio pós-piada-do-Babe.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;"Sério mesmo, foi um negócio emocionante!" falei com a expressão mais séria e verdadeira do mundo. E finalizei "Mas deixaram as abobrinhas para trás. Por isso ofereci."&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;"As abobrinhas estão ótimas pra mim", ela respondeu.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Levantei e antes de sair do quarto, já na porta, parei e me voltei para Camila.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;"Você as quer de alguma maneira especial, Cá?"&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Com os olhos baixos no livro, ela me repondeu.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;"Mal passadas, por favor." esboçando um sorriso.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;"Sangrando!", respondi energeticamente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10420786-3894264311094854877?l=pinball.semtitulo.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pinball.semtitulo.org/feeds/3894264311094854877/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10420786&amp;postID=3894264311094854877&amp;isPopup=true' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/3894264311094854877'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/3894264311094854877'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pinball.semtitulo.org/2009/04/tarde-quente.html' title='Uma tarde qualquer'/><author><name>Demétrius Daffara</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-95tgXht-vD0/TdrR-6j5e0I/AAAAAAAAAFk/RFsIySIF5Qg/s220/dmtr_oculos_tuister.jpg'/></author><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10420786.post-5256519031886887015</id><published>2009-04-06T08:16:00.013-03:00</published><updated>2009-04-09T11:19:56.760-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ficção'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cristina'/><title type='text'>Cristina</title><content type='html'>&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Cristina é uma mulher inteligentíssima, criativa e divertida. Seu rosto não é delicado ou lindo e tem um corpo mais cheio que os padrões impõem atualmente, mas seus atributos não físicos são suficientemente desejáveis a ponto de homens que se deixassem conhecê-la diriam que Cristina é uma mulher bonita. Parte disso é o seu sorriso espontâneo e sincero que no mínimo atrai curiosos para saber o que mais há por trás dessa mulher de aparência um pouco desleixada e olhos tão brilhantes.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Ela já teve alguns namorados e sai com este rapaz de porte médio e ideias idem. O tipo de cara que ela sai porque não suporta a ideia de estar sozinha, ainda que tantas pessoas estejam ao seu redor e uma parte delas tenha afeição por Cristina. Ela não suporta estar sozinha.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Sua carência é tamanha e infundada que Cristina dorme com muitos homens que exprimem qualquer simpatia por ela. Ela não o faz por um real desejo por todos aqueles homens, mas apenas porque Cristina não pode ficar sozinha com si em momento algum e como uma espécie de gratidão por aquela faísca de atenção, Cristina lança-se sobre estes homens com intensidade e tristeza, gozando um afeto vazio e esperançoso, falhando miseravelmente na tentativa de suprir o que parecem necessidades cotidianas mas são simplesmente atos falhos na busca do amor próprio.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Ela não vai encontrar jamais o seu amor próprio em fodas esporádicas com homens que sorriem em sua direção porque tal carência é destrutiva e Cristina tem tanto controle em sua inteligência racional que não é impossível ficar perplexo com a fragilidade de sua inteligência emocional. É questionável falar em uma &lt;span style="font-style:italic;"&gt;inteligência &lt;/span&gt;emocional já que a razão jamais encontrará formas de exprimir a emoção com propriedade e justiça mas declaro assim por algum comodismo.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Outra noite, encontrei Cristina em um bar e ela me recebeu sorrindo e carinhosa como sempre. Ela estava com alguns amigos e todos bebiam seus copos de cerveja enquanto conversavam animadamente. Me uni ao grupo e invariavelmente conversava mais diretamente com Cristina. Notei que após algum tempo, ela se oferecia para mim sem pudores e assim sendo, me mantive neutro às suas investidas pois não sentia igual atração por ela, simplesmente não me interessava e acredito que de alguma forma Cristina percebeu pois senti alguma irritação em seu olhar.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Ainda assim, de repente Cristina me beijou e após o beijo, me afastei um pouco dela e falei olhando em seus olhos um pouco embriagados.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;"Acho que você confundiu um pouco as coisas, Cristina."&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;"Oh, Roberto..." ela parou por um instante e continuou, "desculpe... não queria deixá-lo constrangido nem nada, só achei que você também estivesse a fim..."&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;"Não precisa pedir desculpas, você agiu como achava ser correto, não há nada de errado nisso."&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Ela sorriu e voltou para os assuntos na mesa, de uma certa maneira me evitando. Não podia fazer nada já que isso é algo dela, somente, e senti que qualquer tentativa de retomar uma conversa com Cristina para deixar claro que pouco daquilo me importou seria mal interpretado novamente.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Isso ficou mais claro pra mim quando Cristina passou a investir em outro amigo que dançou uma música com ela logo após nosso beijo e subitamente ele tornara-se seu foco. Sabia que ele não era o cara pra ela e provavelmente ela também. Ele já não estava tão sóbrio e não estava exatamente interessado nela, mas ela investia no rapaz com um interesse pessoal e inconsciente. Minutos depois, ela o beijou e não foram muitos minutos até que eles transaram no banheiro do bar.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Cristina voltou a mesa com ele; o rapaz ainda era carinhoso com ela na medida do alcoolismo, mas ela não podia perceber aquele ato de afeto de uma outra pessoa. Cristina apenas conseguira novamente perceber o vazio &lt;span style="font-style:italic;"&gt;daquilo tudo&lt;/span&gt;. Nesses momentos sempre me preocupo com Cristina porque sua desolação é tal que muitas vezes acredito que ela pode procurar o alívio com um tiro na própria cabeça. Seria uma ação tão extrema e estúpida, mas me entristece perceber que isso é tão plausível e cabível em suas ações que prefiro pensar que Cristina encontrará todo aquele amor que ela tem em si e perceberá como é auto-suficiente de tantas maneiras e, assim, ela poderá encontrar alguém para se entregar de verdade, não por gratidão ou por falta de correspondência pessoal, que &lt;span style="font-style:italic;"&gt;tudo aquilo&lt;/span&gt; não passa de um &lt;span style="font-style:italic;"&gt;somente si&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;E Cristina não mais lutará contra seus próprios fantasmas porque ela perceberá que é humana e tudo bem. E de todas as condições nojentas e tristes e possíveis, essa é a única verdadeiramente impossível de se alterar, e que isso a obrigaria a viver em mutação, com variações de humor e pontos de vista, entre a segurança e a insegurança de si e de seus atos, com alegrias reais e tristezas inexplicáveis, com otimismo e desespero, com realidades internas, com o inconcreto da vida, com a falta de chão, os frios na barriga, a impureza do ar, o brilho opaco das estrelas, os olhares indiferentes, rir até chorar, com contas a pagar, variações climáticas e com todas, todas as outras pessoas na mesma condição miserável de seres humanos, por todos os dias, até o fim da sua vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10420786-5256519031886887015?l=pinball.semtitulo.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pinball.semtitulo.org/feeds/5256519031886887015/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10420786&amp;postID=5256519031886887015&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/5256519031886887015'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/5256519031886887015'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pinball.semtitulo.org/2009/04/cristina.html' title='Cristina'/><author><name>Demétrius Daffara</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-95tgXht-vD0/TdrR-6j5e0I/AAAAAAAAAFk/RFsIySIF5Qg/s220/dmtr_oculos_tuister.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10420786.post-6149997807261279708</id><published>2009-02-16T00:38:00.004-03:00</published><updated>2009-02-16T00:49:59.906-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='video'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diego'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Camille'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='img'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='light art'/><title type='text'>Vídeo: "Katie's Tea", Camille</title><content type='html'>&lt;object width="400" height="300"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true" /&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always" /&gt;&lt;param name="movie" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=3138425&amp;amp;server=vimeo.com&amp;amp;show_title=1&amp;amp;show_byline=1&amp;amp;show_portrait=0&amp;amp;color=&amp;amp;fullscreen=1" /&gt;&lt;embed src="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=3138425&amp;amp;server=vimeo.com&amp;amp;show_title=1&amp;amp;show_byline=1&amp;amp;show_portrait=0&amp;amp;color=&amp;amp;fullscreen=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" width="400" height="300"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://vimeo.com/3138425"&gt;"Katie's Tea" Experimental Video&lt;/a&gt; from &lt;a href="http://vimeo.com/user986270"&gt;Demétrius Daffara&lt;/a&gt; on &lt;a href="http://vimeo.com"&gt;Vimeo&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu e &lt;a href="http://www.flickr.com/ddiego" target="blank"&gt;Diego&lt;/a&gt; produzimos este vídeo com a ajuda de nossa amiga Annelise. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história da idéia é mais ou menos a seguinte: eu e Diego já produzimos &lt;a href="http://www.flickr.com/photos/dmtr/sets/72157605885898693/" target="blank"&gt;experimentações com light art&lt;/a&gt; há algum tempo, mas até então toda incursão era feita com fotografias de longa exposição. Um dia no ano passado produzíamos algumas dessas fotografias utilizando o reflexo da luz em uma lente de uma outra câmera, que causava um efeito bonito e colorido, ainda que os pontos de luz que tínhamos em mãos fossem monocromáticos. Algumas fotografias depois, veio a idéia de fazer um vídeo e fizemos um meio que aleatoriamente. Assistindo ao vídeo, que já teve um efeito muito legal, colocamos para tocar uma música qualquer que eu tinha no celular. Em muitos momentos o vídeo sincronizava com a música e era uma coisa sensacional. Em seguida, decidimos por uma música, "Katie's Tea" da Camille, e gravamos um novo vídeo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não houve ensaio nem nada. Colocamos para tocar alguns instantes do final da música anterior (uma de Beethoven) e quando a música começou, deixamos a coisa tomar forma por si só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resultado é o vídeo acima. Houve até uma interferência durante a gravação, quando um SMS chegou em meu celular e interrompeu a música por dois segundos. Mas o vídeo está integral, com uma única alteração: sincronizei o áudio da música com maior qualidade sobrepondo o áudio que utilizamos como guia no dia da gravação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que gostem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10420786-6149997807261279708?l=pinball.semtitulo.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pinball.semtitulo.org/feeds/6149997807261279708/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10420786&amp;postID=6149997807261279708&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/6149997807261279708'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/6149997807261279708'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pinball.semtitulo.org/2009/02/video-katies-tea-camille.html' title='Vídeo: &quot;Katie&apos;s Tea&quot;, Camille'/><author><name>Demétrius Daffara</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-95tgXht-vD0/TdrR-6j5e0I/AAAAAAAAAFk/RFsIySIF5Qg/s220/dmtr_oculos_tuister.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10420786.post-451958532533324452</id><published>2009-01-31T00:40:00.000-02:00</published><updated>2009-02-01T13:38:14.605-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='link'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='img'/><title type='text'>Algo bonitinho</title><content type='html'>&lt;a href="http://data.tumblr.com/KD6ms8Ldmiipf77tK6dyPcgOo1_400.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 350px; height: 404px;" src="http://data.tumblr.com/KD6ms8Ldmiipf77tK6dyPcgOo1_400.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontrei no &lt;a href="http://pafurada.tumblr.com"&gt;http://pafurada.tumblr.com&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10420786-451958532533324452?l=pinball.semtitulo.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pinball.semtitulo.org/feeds/451958532533324452/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10420786&amp;postID=451958532533324452&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/451958532533324452'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/451958532533324452'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pinball.semtitulo.org/2009/01/algo-bonitinho.html' title='Algo bonitinho'/><author><name>Demétrius Daffara</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-95tgXht-vD0/TdrR-6j5e0I/AAAAAAAAAFk/RFsIySIF5Qg/s220/dmtr_oculos_tuister.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10420786.post-8657745131995236969</id><published>2009-01-26T08:11:00.007-02:00</published><updated>2009-01-26T08:31:57.441-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Paisagem</title><content type='html'>&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Ainda não entendo o que está acontecendo. A noite não foi como são as noites. Não acordei como acordo. Não sou eu e nunca estive tão confortável comigo mesmo. A luz do dia não é a mesma. As pessoas não são as pessoas que estão por aí.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Uma forte sensação de não pertencer, não estar, não compreender. E uma alegria inexplicável que cerca isto. Ou começa nisto. É impossível compreender o que está acontecendo e respiro e repito para mim o que poderia ser real. Mas sei que não é.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Hoje, a luz do dia está inexplicavelmente peculiar. É como um crepúsculo, um constante crepúsculo. Não é dia nem noite. E já pensei em todas as possibilidades. Não estou sonhando, por exemplo. Já conferi umas duas vezes se estou respirando, se sinto minha pulsação. Está tudo ali.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Os sons são estranhos e familiares, parece tudo novo, novamente. Os sabores e sensações também. Com a língua, faço alguma pressão sobre meus dentes. Eles não parecem tão fixos e imutáveis como ontem mesmo poderia jurar que são. Parecem ceder levemente, como dentes de leite em transição para os permanentes. E tantos anos após meus dentes de leite já terem ido embora, me pergunto se estes agora são realmente permanentes.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;A leveza de pensamentos e movimentos não se trata de um enfraquecimento, pelo contrário. Ultimamente buscava me desprender de todas as minhas armaduras e esconderijos de conveniência e de repente, mal consigo percebê-los. E como esperado, não trata-se de uma vulnerização mas de uma ação de fortalecimento. Fortalecer o que importa e expor isto porque é isto que sou e nisto que acredito. Estou tão consciente disso que sinto a beleza de cada átomo de mim e a beleza de cada átomo do mundo e a beleza de cada um destes átomos, meus e do mundo, estarem intimamente ligados, indissociáveis e indistinguíveis. São todas as coisas e uma só. Todos nós.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;E por este breve momento sinto uma profunda gratidão por estar aqui e poder perceber isto. Não sei o quanto isto dura. Se dura. O que me resta é agradecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A quem interessar, obrigado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10420786-8657745131995236969?l=pinball.semtitulo.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pinball.semtitulo.org/feeds/8657745131995236969/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10420786&amp;postID=8657745131995236969&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/8657745131995236969'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/8657745131995236969'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pinball.semtitulo.org/2009/01/paisagem.html' title='Paisagem'/><author><name>Demétrius Daffara</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-95tgXht-vD0/TdrR-6j5e0I/AAAAAAAAAFk/RFsIySIF5Qg/s220/dmtr_oculos_tuister.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10420786.post-439861908979289333</id><published>2009-01-15T00:59:00.002-02:00</published><updated>2009-01-15T01:02:58.644-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='banalidades'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vestibular'/><title type='text'>Mídias Digitais + Cinema Digital</title><content type='html'>Passei no vestibular e já estou matriculado! Este ano e por mais alguns estudarei Cinema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma pessoa com formação em Mídias Digitais e que se formará também em Cinema Digital, o que é que dá? Não sei, ainda. Em quatro anos talvez eu tenha uma resposta. No momento, vou estudar Cinema. Cinema! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só queria compartilhar isso com vocês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grato,&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10420786-439861908979289333?l=pinball.semtitulo.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pinball.semtitulo.org/feeds/439861908979289333/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10420786&amp;postID=439861908979289333&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/439861908979289333'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/439861908979289333'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pinball.semtitulo.org/2009/01/mdias-digitais-cinema-digital.html' title='Mídias Digitais + Cinema Digital'/><author><name>Demétrius Daffara</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-95tgXht-vD0/TdrR-6j5e0I/AAAAAAAAAFk/RFsIySIF5Qg/s220/dmtr_oculos_tuister.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10420786.post-1127398064632432855</id><published>2009-01-11T23:26:00.008-02:00</published><updated>2009-01-12T11:09:07.130-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vestibular'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Laerte'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>S.O.S. telefônico ou o outro lado da vida</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(&lt;em&gt;nota de introdução:&lt;/em&gt; hoje eu prestei vestibular, de novo. Conclui o meu curso no ano passado, hoje prestei Cinema Digital. Não fui brilhante na prova nem nada, mas a redação ficou até boa. Era uma tira do Laerte publicada em agosto passado. Era necessário fazer uma dissertação, uma narração ou uma carta. Escolhi narração e as condições eram: eu era o cara do último quadro e meu nome era Armando. E eu tinha que narrar aquilo tudo, quem era o personagem do primeiro quadro, etc. Fiz o texto e como pude trazer o rascunho, decidi publicá-lo aqui. Caso eu encontre a tira do Laerte, a deixarei aqui para referência, mas no momento, só posso mostrar o texto. Ainda que eu não adore textos que são feitos obrigatoriamente e o tenha escrito em 45 minutos, acho um tanto interessante. Boa leitura.)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Estou sentado em minha sala junto ao telefone. Fim. Este é meu emprego, minha vida, em linhas gerais. Não há muito além disso, mas não estou realmente incomodado com esta situação, ao contrário de minha esposa que repetidas vezes me disse "Armando, querido, sua vida é chata. Seu emprego é chato." Bobagem, eu a disse. Faço o que faço e faço muito bem. Sou responsável por atender ligações e transcrevê-las. De maneira geral, não me é permitido interferir nas ligações porque não me é permitido, por contrato, interferir na vida. O mínimo de presença me garante o máximo de veracidade na transcrição da vida. Se me perguntam o que faço, então, é isso: narração antropológica, do homem, do mundo, da vida. Através de um telefone, claro.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Acho um emprego justo, não tenho reclamações. A remuneração é adequada e o risco de acidentes é nulo. Já caí da cadeira alguma vezes sem nenhuma consequência maior. Certa vez, eu estava aqui sentado e... um momento, o telefone toca; levo o monofone à orelha, caneta em punho.Um voz desesperada me pede repetidas e infinitas vezes "Socorro! Socorro! Socorro!". Deve ser algum coitado ligando de algum orelhão. Pela sua voz, posso afirmar com bastante convicção de que ele está em uma situação de fuga, provavelmente há um homem armado à sua espreita, o coitado sabe que não tem chance e recorreu ao telefone público mais próximo em uma tentativa desesperada e, se me permite, pouco sábia de conseguir algum amparo. Seus olhos miúdos em pânico devem contrastar com sua bocarra escancarada emitindo seu suplício. Típico.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;O homem continua seu apelo e, ainda que eu não seja pago para fazer esse tipo de narração sobre as pessoas, eu o faço porque considero isso um bônus. Os gritos tornam-se mais aflitos e intensos, "socorrossocorrossocorro!", quase indecifráveis. Deve terminar logo. Um último "socorro" é interrompido por um forte estouro, seguido por um ruído e um baque. Ouço passos se aproximando. O telefone é desligado. Termino com um breve "22 de agosto de 2008. 18 horas e 33 minutos".&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Através das linhas telefônicas e dos postes é possível fazer tal amostragem da vida que gosto de pensar que sou um Darwin contemporâneo, registrando não a evolução mas a estagnação da espécie. Aliás, onde eu estava? Ah sim! Certa vez, eu estava aqui sentado e subitamente... um momento, o telefone toca; levo o monofone à orelha, caneta em punho. Penso "será que não vão me deixar terminar minha história?!"&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;A voz fala com desespero. Transcrevo suas palavras sem interferir, etc., etc.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10420786-1127398064632432855?l=pinball.semtitulo.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pinball.semtitulo.org/feeds/1127398064632432855/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10420786&amp;postID=1127398064632432855&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/1127398064632432855'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/1127398064632432855'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pinball.semtitulo.org/2009/01/sos-telefnico-ou-o-outro-lado-da-vida.html' title='S.O.S. telefônico ou o outro lado da vida'/><author><name>Demétrius Daffara</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-95tgXht-vD0/TdrR-6j5e0I/AAAAAAAAAFk/RFsIySIF5Qg/s220/dmtr_oculos_tuister.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10420786.post-2010170394920342624</id><published>2009-01-06T23:34:00.005-02:00</published><updated>2009-01-07T00:07:19.326-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Alegria</title><content type='html'>&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Isadora entrou no apartamento de Roberto em um passo diferente do habitual. Estava mais leve e honesta, livre de si. Roberto não estava e ela sabia disso, a rotina depois de seis anos de namoro é um mapa de horários e lugares que nunca incomodou a nenhum dos dois. E Isadora nesse momento estava explodindo de amor, como quem abre uma caixa e descobre o segredo da vida. Ela foi ao apartamento de Roberto para se despedir dele, uma boa despedida. Uma despedida que não causasse tristeza mas uma despedida que fosse possível de construir algo, não a despedida destrutiva que as pessoas abraçam ao primeiro aceno.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Ela não sabia se Roberto entenderia aquilo, naquele momento. Ela não tinha como saber, mas sabia que certamente um dia ele compreenderia, afinal ele foi fundamental para que ela estivesse desta maneira e que fosse a pessoa que é. &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Então Isadora rasgou algumas fotos, queimou cartas, jogou pela janela presentes e lembranças. Rabiscou papéis e com as pernas fracas de satisfação, minutos depois, Isadora deixou o apartamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;No meio dos papéis rabiscados, apenas um era legível. Ele dizia:&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;br /&gt;HOJE&lt;br /&gt;AMANHÃ&lt;br /&gt;ONTEM&lt;br /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Isadora foi embora e Roberto não a viu novamente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10420786-2010170394920342624?l=pinball.semtitulo.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pinball.semtitulo.org/feeds/2010170394920342624/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10420786&amp;postID=2010170394920342624&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/2010170394920342624'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/2010170394920342624'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pinball.semtitulo.org/2009/01/alegria.html' title='Alegria'/><author><name>Demétrius Daffara</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-95tgXht-vD0/TdrR-6j5e0I/AAAAAAAAAFk/RFsIySIF5Qg/s220/dmtr_oculos_tuister.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10420786.post-6512061513229114709</id><published>2008-12-02T20:07:00.004-02:00</published><updated>2008-12-02T20:45:26.788-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Para um gato de rua</title><content type='html'>&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Caminhando de volta para casa, percebi um gato parado junto a um degrau da calçada alguns metros à frente, na minha direção. Em seguida o gato se abaixou atrás do degrau e me olhou rapidamente, curioso se agora eu podia vê-lo, como em um desenho animado, onde uma pessoa muito grande esconde-se atrás de uma árvore ridiculamente pequena. Achei aquela atitude tão espirituosa que desviei o meu trajeto e me mantive falsamente indiferente, não olhei para o gato. Passei por ele e com satisfação notei pelo canto do olho que ele continuava me olhando, invisível e vitorioso.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Sem olhar para trás, segui em frente e dois minutos depois eu cheguei em casa. Abri a porta e tirei meus sapatos. Ainda me sentia envolvido pela inocência daquela ação, talvez um reflexo da inocência que ainda tenho em mim. Ou da que anseio ter. Não sei. Sentado na cama, rapidamente me lancei e olhei embaixo da cama. &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;O gato não estava ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Este texto é para ele.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10420786-6512061513229114709?l=pinball.semtitulo.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pinball.semtitulo.org/feeds/6512061513229114709/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10420786&amp;postID=6512061513229114709&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/6512061513229114709'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/6512061513229114709'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pinball.semtitulo.org/2008/12/para-um-gato-de-rua.html' title='Para um gato de rua'/><author><name>Demétrius Daffara</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-95tgXht-vD0/TdrR-6j5e0I/AAAAAAAAAFk/RFsIySIF5Qg/s220/dmtr_oculos_tuister.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10420786.post-9003563962873448661</id><published>2008-11-16T15:52:00.005-02:00</published><updated>2008-11-16T16:54:42.123-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Salinger'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reflexões'/><title type='text'>Difícil</title><content type='html'>Eu sou tão difícil que, na sexta-feira à noite, conclui que estava tão chato que não podia nem mais me suportar. Por algum tempo percebi que tinha cansado de tudo. De mim e dos outros. Tinha comentado com um amigo alguns dias antes duas frases da Franny, no livro "Franny &amp; Zooey", do Salinger, que dizem:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;"I'm sick of ego, ego, ego, ego. My own and everybody else's. (...) I'm sick of not having the courage to be an absolute nobody.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até onde vai o desprendimento? Até onde devemos nos desapegar? É fácil se desapegar das coisas materiais quando você não vive por elas. Não sei bem, mas isso me ficou muito claro quando me assaltaram, levaram meu celular e eu sentia apenas uma espécie de compaixão pelo cara que me assaltou. Não conseguia entender bem a razão disso, gostava do meu celular e ele me era muito útil, mas não era minha vida. Antes me preocupava em ficar atento para não me apegar a esse tipo de coisa, viver em razão de coisas temporais e tão frágeis. Hoje em dia não consigo ver as coisas de outra maneira. É natural e orgânico, não como algo que "aprendi" a fazer mas como algo que me era tão rotineiro fazer e que simplesmente "desaprendi" a fazer. Estou longe de ser perfeito nisso, mas aprendi a encontrar uma voz que tem muito mais força em mim do que qualquer bem material poderia proporcionar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, não entendo bem de onde vem essas inquietações súbitas. Acredito que elas sejam muito proveitosas. Mas ñao sei apontar as suas razões depronto: é um processo. Sou temperamental e difícil e acredito realmente que nada é constante, a não ser a mutação. Eu mesmo, fazendo uma espécie de retrospectiva dos últimos doze meses vejo o quanto mudei. Hoje não me digo mais católico, mas me sinto espiritualmente muito mais forte e em crescimento; sou vegetariano por razões espirituais, políticas, morais e ambientais, e me sinto muito mais fiel a mim mesmo assim; me alimento melhor, gosto mais das pessoas, vivo muito mais aberto e sensível às mudanças;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São tantas mudanças, maiores e perceptíveis ou menores e invisíveis às outras pessoas que não consigo falar sobre elas de uma única vez, já que assim como trato situações negativas de forma abstrata pois a partir do momento que as encaro como "problemas" e concretizo isso em mim, elas passarão a efetivamente sê-lo, também trato as situações positivas e enriquecedoras. E nesse mesmo paralelo, em ambos os casos não guardo memórias concretas do que foi resolvido ou expandido. Simplesmente absorvo e quando olho para onde isso deveria estar, só vejo a mim mesmo, uma parte de mim. Como se sempre estivesse lá, integrado a mim, natural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando não faz mais parte, cresce, funde-se, muda, move-se, desprende ou apreende. Está lá para em breve não mais estar. Nunca é, mas quando está, movimenta o meu ser com toda força, sem grandes estardalhaços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ego tem seu lado negativo e positivo. A parte negativa sempre vemos por aí. Mas usar a parte positiva é muito mais importante e difícil. Outra frase do Salinger fala bem disso: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;"An artist's only concern is to shoot for some kind of perfection, and on his own terms, not anyone else's."&lt;/span&gt; A destruição pode ser uma forma de criação, mas isso sempre dentro de si. A destruição de outros e de outras criações e significações apenas pelo próprio ego não tem nenhum valor real, além de alimentar a parte negativa do ego. Manter o foco em sua arte e em si, e fazer o melhor que você pode, é uma maneira positiva de usar o ego em sua forma positiva porque você provavelmente direcionará isso aos outros. E os outros serão atingidos por isso de uma maneira igualmente positiva. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em qualquer nível, o exemplo é a melhor forma de educação. "faça o que eu digo, não faça o que eu faço" é o tipo de argumento que me faz querer vomitar. É fácil dizer sobre qualquer coisa. Viver essa coisa é muito mais valioso e raro. E então, nada precisará ser dito porque tudo já está feito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso fico tão feliz com essas mudanças que me fazem ser uma pessoa tão difícil. E não luto contra isso, não disse que seria fácil. Sou um livro aberto e se pareço difícil de ler, às vezes, talvez eu esteja apenas procurando novas significações ou traduções para mim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10420786-9003563962873448661?l=pinball.semtitulo.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pinball.semtitulo.org/feeds/9003563962873448661/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10420786&amp;postID=9003563962873448661&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/9003563962873448661'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/9003563962873448661'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pinball.semtitulo.org/2008/11/difcil.html' title='Difícil'/><author><name>Demétrius Daffara</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-95tgXht-vD0/TdrR-6j5e0I/AAAAAAAAAFk/RFsIySIF5Qg/s220/dmtr_oculos_tuister.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10420786.post-3859041114229574956</id><published>2008-11-14T09:31:00.004-02:00</published><updated>2008-11-14T09:36:06.942-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Trajeto</title><content type='html'>&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Todos os dias eu tomo o ônibus e sigo nessa rotina que me desagrada um tanto. De uma forma geral, detesto ônibus. Seu barulho, a falta de estabilidade, a demora para completar um trajeto e a imprevisibilidade de horários. E me incomodam também as pessoas. Geralmente rudes e indiferentes aos outros e a si mesmas, provavelmente.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Outro dia vi um homem, de cabelos um tanto bagunçados, camiseta pólo um amarrotada e uma expressão compenetrada. Ele escrevia em uns papéis pequenos, como uma folha de sulfite comum cortada em quatro. Ele tinha uma porção delas. Escrevia algumas coisas, preenchia a folha e, em seguida, colocava essa folha escrita no final da fila para continuar escrevendo na folha branca que era revelada.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;É bonito ver alguém escrevendo com tanta concentração, em lugar tão improvável. O barulho, o balanço, o empurra-empurra. Me aproximei do lugar onde ele estava sentado e tentei ler o que ele escrevia. Não consegui ler muito bem, naquele dia, apenas identifiquei se tratar de algumas frases soltas, pensamentos próprios. Notei que alguns falavam de Deus ou de iluminação. Outros de sentimentos bastante louváveis e surpreendentemente muito puros e inocentes para um homem que aparentemente já tem seus quarenta e tantos anos. Gostaria de ter lido alguma coisa por completo, mas infelizmente não conseguia ter nada maior que algumas palavras soltas que ora faziam um tremendo sentido para algum contexto que eu imaginei se tratar, ora absolutamente nenhum.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Por maior que tenha sido a minha curiosidade, fiquei simplesmente feliz de ter presenciado aquilo, no momento me bastou. Me foi suficiente perceber entre tantas pessoas um homem alheio aquilo tudo, redigindo seus pensamentos e idéias com afinco, folha a folha, por todo o trajeto. Associei esse comportamento a uma espécie de mantra. Não sei se é justa a comparação, parece justa pra mim. Um mantra pessoal, uma oração igualmente poderosa e real, espontânea e de profundo valor espiritual. Uma busca de si através do raciocínio lógico impulsionado pelo coração. Me senti muito grato por ter presenciado isso.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Dias depois, vi o mesmo homem com o mesmo comportamento. Dessa vez não pude me aproximar de seu banco, permaneci de pé e distante e ainda assim fiquei profundamente feliz de ver aquele homem de expressão séria em busca de si às sete horas da manhã, em seu mantra. Suas palavras me eram invisíveis mas não podia deixar de me sentir feliz por elas estarem ali, em esferográfica preta, linha após linha.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Hoje pela manhã, ao subir no ônibus vi esse homem novamente. Ele escrevia e nada mudou. A cor da camiseta era outra, mas o modelo era o mesmo. Consegui me posicionar bem ao lado de seu banco e tentava ler alguma coisa que escrevia. Ele é muito rápido, uma coisa meio fascinante. &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Aliás, fascinante foi perceber ter encontrado alguém tão valioso ali, em meio a tanta gente que geralmente me irrita. No mesmo espaço, sob as mesmas condições e sob o mesmo disfarce: pessoas.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;É por esse tipo de coisa que não consigo ver um paraíso e um inferno como as pessoas colocam, o paraíso lá no alto, o inferno lá embaixo. Pra mim é cada vez mais claro que eles estão muito próximos e interligados, presentes em todos os lugares que se vá, por pior, ou melhor, que pareça a situação.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Hoje o homem ainda escrevia compulsivamente, como se fosse lógico que o fizesse ali, naquele momento sob aquelas condições. Rapidamente preenchia uma folha e em seguida já passava para a próxima, ocultando aquelas linhas dos olhos estranhos e de si mesmo. &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;De todas, consegui ler apenas uma, instantes antes dele precisar se levantar para descer do ônibus. Ela dizia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Seja quem for que amamos, nele encontraremos nossa alma em sua maior expressão.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;E então, ele guardou seus papéis no bolso da camiseta, se levantou e desceu do ônibus. Para mim, pareceu o suficiente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10420786-3859041114229574956?l=pinball.semtitulo.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pinball.semtitulo.org/feeds/3859041114229574956/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10420786&amp;postID=3859041114229574956&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/3859041114229574956'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/3859041114229574956'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pinball.semtitulo.org/2008/11/trajeto.html' title='Trajeto'/><author><name>Demétrius Daffara</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-95tgXht-vD0/TdrR-6j5e0I/AAAAAAAAAFk/RFsIySIF5Qg/s220/dmtr_oculos_tuister.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10420786.post-3325427530470398210</id><published>2008-11-02T17:26:00.004-02:00</published><updated>2008-11-02T17:38:13.050-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tcc'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dormir'/><title type='text'>Ensaio sobre a narcolepsia</title><content type='html'>Tenho uma nova doença: a narcolepsia. É mais uma coisa que foi desencadeada pelo meu TCC, entre todas as coisas, boas e ruins e terríveis que hoje em dia fazem parte do meu cotidiano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Exemplo 1:&lt;/span&gt; sexta-feira cheguei em casa exausto. Eu precisava editar um vídeo para sábado de manhã. Eu sentei no computador para editar o vídeo. Resolvi enviar um SMS para um amigo. Aí eu cochilei. Acordei minutos depois, sem entender o que tinha acontecido, segurando o celular, sentado na frente do computador com todos programas abertos e etc. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Exemplo 2:&lt;/span&gt; ontem, voltando de um dia cheio, mas muito produtivo, estava sentado no ônibus, com um cara do meu grupo, discutindo os próximos passos, o que tinha sido bom daquele dia e o que não deveria acontecer de novo. De repente, cochilei. Acordei instantes depois, após sonhos psicodélicos e uma canção do Stereo Total que no sonho aumentava de volume e ritmo gradativamente. Não sei se meu amigo percebeu. Eu percebi. E cochilei mais duas vezes, pelo menos, no caminho até em casa. Tão inesperados e repentinos quanto o primeiro cochilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Junto do meu alzheimer, minha surdez, meu mau humor e minha acidez, a narcolepsia abraça a paranóia e todos cantam um belo Soneto à Hipocondria.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10420786-3325427530470398210?l=pinball.semtitulo.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pinball.semtitulo.org/feeds/3325427530470398210/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10420786&amp;postID=3325427530470398210&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/3325427530470398210'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/3325427530470398210'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pinball.semtitulo.org/2008/11/ensaio-sobre-narcolepsia.html' title='Ensaio sobre a narcolepsia'/><author><name>Demétrius Daffara</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-95tgXht-vD0/TdrR-6j5e0I/AAAAAAAAAFk/RFsIySIF5Qg/s220/dmtr_oculos_tuister.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10420786.post-3416434715247746709</id><published>2008-09-21T22:15:00.001-03:00</published><updated>2008-09-21T22:17:01.626-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>E eu que tinha me esquecido que hoje era Dia Mundial do Mal de Alzheiemer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10420786-3416434715247746709?l=pinball.semtitulo.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pinball.semtitulo.org/feeds/3416434715247746709/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10420786&amp;postID=3416434715247746709&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/3416434715247746709'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/3416434715247746709'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pinball.semtitulo.org/2008/09/e-eu-que-tinha-me-esquecido-que-hoje.html' title=''/><author><name>Demétrius Daffara</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-95tgXht-vD0/TdrR-6j5e0I/AAAAAAAAAFk/RFsIySIF5Qg/s220/dmtr_oculos_tuister.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10420786.post-2078357234132018270</id><published>2008-09-20T11:54:00.004-03:00</published><updated>2008-09-20T12:14:21.476-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tcc'/><title type='text'>Desaparecimentos</title><content type='html'>As coisas têm desaparecido. Sério, simplesmente desaparecido. A última foi um envelope com uns rafs que eu precisava para digitalizar, colorir e animar para um curta-metragem da APAE. Preciso terminar isso até a noite. Ontem procurei por aqui e achei que não tivesse encontrado porque eu estava cansado. Dormi. Passei a manhã toda procurando por isso e eu tenho absoluta certeza de que o trouxe pra casa. Lembro de momentos, como eu chegando com o envelope em casa, colocando-o em algum lugar e pensando como "aqui é um bom lugar porque eu não vou me esquecer e vou achar fácil" e esse lugar é um borrão. Mas, sei que não ficou em ônibus, por exemplo. Desapareceu, no ar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que tenho um alzheimer fodido, lembro de pouca coisa ou lembro de fragmentos divertidos e inúteis. Mas isso já tá me irritando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falando em desaparecimentos, desapareci daqui, do Pinball Mutante. Culpo o TCC. Aliás, recentemente culpo o TCC por metade dos meus problemas e soluções. Um quarto é culpa do sistema. Os outros 25% são juros. Falando assim, parece que me falta assumir a responsabilidade pelos meus atos, não é? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, não é. Tento me manter consciente e assumir a responsabilidade por cada ação minha e encaro as conseqüências ciente de suas origens. Nem que seja de uma ironia gratuita lançada em um texto vazio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu vou ali e volto já,&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10420786-2078357234132018270?l=pinball.semtitulo.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pinball.semtitulo.org/feeds/2078357234132018270/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10420786&amp;postID=2078357234132018270&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/2078357234132018270'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/2078357234132018270'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pinball.semtitulo.org/2008/09/desaparecimentos.html' title='Desaparecimentos'/><author><name>Demétrius Daffara</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-95tgXht-vD0/TdrR-6j5e0I/AAAAAAAAAFk/RFsIySIF5Qg/s220/dmtr_oculos_tuister.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10420786.post-2051825272923587186</id><published>2008-09-01T18:18:00.000-03:00</published><updated>2008-09-01T18:21:28.551-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='the hives'/><title type='text'>Contagem Progressiva</title><content type='html'>&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Sábado é o show do The Hives.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por deus, quantos posts eu vou precisar colocar aqui sobre o the Hives? É importante notar que este &lt;em&gt;não&lt;/em&gt; é um blogue sobre o The Hives.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Declaro esta, oficialmente, a Semana The Hives.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ave, Hives.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10420786-2051825272923587186?l=pinball.semtitulo.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pinball.semtitulo.org/feeds/2051825272923587186/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10420786&amp;postID=2051825272923587186&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/2051825272923587186'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/2051825272923587186'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pinball.semtitulo.org/2008/09/contagem-progressiva.html' title='Contagem Progressiva'/><author><name>Demétrius Daffara</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-95tgXht-vD0/TdrR-6j5e0I/AAAAAAAAAFk/RFsIySIF5Qg/s220/dmtr_oculos_tuister.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10420786.post-7278730096018841727</id><published>2008-08-17T13:38:00.001-03:00</published><updated>2008-08-17T14:59:23.877-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='impressões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eu'/><title type='text'>Acerto</title><content type='html'>&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;O processo criativo de uma pessoa é profundamente intrincado e indescritível. O meu processo criativo é, não sei dos outros. Não sei como qualquer outra pessoa lida com isso, mas pessoalmente, o meu não é mais do que lógico e ilógico. É meu. Não quero soar como um artista de qualquer tipo, alguém que se vangloria das criações como se fosse um carro novo. Pra mim, é simplesmente natural. Não sei fazer nada quando não consigo acreditar nos motivos que me são apresentados. Ou consigo, e tudo bem. Mas preciso compreender esses motivos ou vou parar na primeira curva. Questiono os motivos que me parecem certos com a mesma intensidade que questiono os que parecem errados. E fujo desse maniqueísmo porque não há o certo mas o acerto. Um perceber fugaz. É meio pretensioso procurar uma relação entre as etapas do projeto, mas percebo que só consigo levar algo adiante quando as minhas frentes estão satisfeitas: imaginação, raciocínio e coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imaginação, raciocínio e coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Talvez seja disto que a minha alma seja feita. Talvez seja disto que as almas sejam feitas. Como suprir e fazê-las trabalharem tão honestamente para que a alma sinta-se verdadeira é a obrigação de cada um. Seja pelas formas e meios que sejam necessários para que haja esse estímulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;As pessoas por aí não têm muitos estímulos, há uma definição diminuta de valores e conceitos. Esvaziam-se almas. Esvaire-se a imaginação, o raciocínio e o coração. E não há nada que eu possa fazer sobre isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Cada um só é responsável pela sua própria alma.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10420786-7278730096018841727?l=pinball.semtitulo.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pinball.semtitulo.org/feeds/7278730096018841727/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10420786&amp;postID=7278730096018841727&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/7278730096018841727'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/7278730096018841727'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pinball.semtitulo.org/2008/08/acerto.html' title='Acerto'/><author><name>Demétrius Daffara</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-95tgXht-vD0/TdrR-6j5e0I/AAAAAAAAAFk/RFsIySIF5Qg/s220/dmtr_oculos_tuister.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10420786.post-8790861928354248869</id><published>2008-08-11T00:25:00.002-03:00</published><updated>2008-08-11T00:31:38.386-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tcc'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='banalidades'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reflexões'/><title type='text'>Férias</title><content type='html'>Já estamos no décimo primeiro de agosto e eu ainda não escrevi nada por aqui. Considerando os últimos meses, é bastante incomum.&lt;br /&gt;Considerando o último mês, é aceitável. Por deus, julho foi um mês extremamente longo. Estou feliz que acabou.&lt;br /&gt;Queria ter alguma coisa de férias. Se tivesse, eu estaria com a cabeça no TCC e não descansaria. Esse semestre é meu semestre final. Produziremos algo sensacional. Produziremos um trabalho de conclusão de curso absolutamente sensacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí eu terei férias.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10420786-8790861928354248869?l=pinball.semtitulo.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pinball.semtitulo.org/feeds/8790861928354248869/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10420786&amp;postID=8790861928354248869&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/8790861928354248869'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/8790861928354248869'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pinball.semtitulo.org/2008/08/frias.html' title='Férias'/><author><name>Demétrius Daffara</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-95tgXht-vD0/TdrR-6j5e0I/AAAAAAAAAFk/RFsIySIF5Qg/s220/dmtr_oculos_tuister.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10420786.post-4174403235551204620</id><published>2008-07-31T12:55:00.000-03:00</published><updated>2008-07-31T12:56:11.783-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>You can't say no to hope, you can't say no to happiness.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10420786-4174403235551204620?l=pinball.semtitulo.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pinball.semtitulo.org/feeds/4174403235551204620/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10420786&amp;postID=4174403235551204620&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/4174403235551204620'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/4174403235551204620'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pinball.semtitulo.org/2008/07/you-cant-say-no-to-hope-you-cant-say-no.html' title=''/><author><name>Demétrius Daffara</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-95tgXht-vD0/TdrR-6j5e0I/AAAAAAAAAFk/RFsIySIF5Qg/s220/dmtr_oculos_tuister.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10420786.post-4424283688192392533</id><published>2008-07-28T09:11:00.001-03:00</published><updated>2008-07-28T09:17:11.385-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Sabotadores</title><content type='html'>&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Sou um escroto, um auto-sabotador da pior espécie. Escrevo com unhas e dentes e tripas e coração. Eu sou um lixo, um monstro. Acredito, vivo e escrevo por amor e estrago meu amor ao amar. O vazio do meu coração só é comparável à estranha frieza que toma conta dos meus pensamentos, que me faz racionalizar demais, que me desapega das coisas, que corta vínculos, raízes, músculos e me joga ao vento. Não vivo preso e não viveria assim, se me permitissem escolher. Vivo com a angústia de me deparar com a falta de escolha de poder me prender. Não quero fazê-lo, não é esse o problema ou sequer a solução. não não não não não não não não não não não não. Mil vezes não, até que as palavras sejam apenas linhas e as linhas, borrões. Não sei amar sem ser independente e gostaria que minha independência não fosse tomada como indiferença. Sou indiferente, tantas vezes. Sou indiferente quando não amo. Não sei ser dependente e não quero que você seja surpreendida por isso. Eu sou um lixo, um tipo extremamente difícil. Não quero fazê-la passar por isso. Não seria justo. Não seria justo.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Você lerá isso e se calará porque você é como eu. Porque ambos somos sabotadores.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10420786-4424283688192392533?l=pinball.semtitulo.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pinball.semtitulo.org/feeds/4424283688192392533/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10420786&amp;postID=4424283688192392533&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/4424283688192392533'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/4424283688192392533'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pinball.semtitulo.org/2008/07/sabotadores.html' title='Sabotadores'/><author><name>Demétrius Daffara</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-95tgXht-vD0/TdrR-6j5e0I/AAAAAAAAAFk/RFsIySIF5Qg/s220/dmtr_oculos_tuister.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10420786.post-3192692005924978985</id><published>2008-07-27T23:15:00.002-03:00</published><updated>2008-07-27T23:20:40.825-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Combustão</title><content type='html'>&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Ela é alta e tão bonita. Provavelmente a mulher mais alta e mais bonita que eu já vi. Já vi muitas mulheres altas. Já vi muitas mulheres altas que sequer eram mulheres. Já vi muitas mulheres bonitas. Mas nunca altas e bonitas como ela.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Não é justo dizer que ela é alta. Ou bonita. De fato, ela é bastante alta. E sua beleza não é convencional, ela poderia até ser chamada de esquisita-ainda-que-realmente-bonita. Pra mim não há mulher mais bonita. Isso tudo é fisíco, qualquer um vê. O que não é possível de ver é como ela é bonita. E alta. Essa beleza e tamanho que só tive contato quando a conheci de verdade e não consegui descrever ou racionalizar. É tão vasta e real e sincera e pura. Livre, banal, cretina, mutante, intensa, difícil, humana. Todas as pessoas se apaixonariam por ela se a conhecessem. Provavelmente todas se apaixonam. Eu soube até de um carro que tem sentimentos por ela. Não sei se deveria acreditar, mas acredito.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Me apaixonei por essa vivacidade, por essa realidade. Ela brilha entre as pessoas porque é real. Ela é bonita e alta porque é real. Posso amá-la, eu a amo, tudo bem. Amanhã tudo pode mudar, essa paixão acabar, os corpos esfriarem e a distância aumentar. Como se os fios invisíveis que nos seguram fossem cortados e não conseguíssemos nos segurar. Não acho impossível nem improvável. Ela não é minha e eu sei disso. Também sei que ela sempre será muito bonita e muito alta e extraordinária, mesmo quando a paixão acabar e ela levar seus discos incríveis consigo e a casa ficar muda.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;E tenho mais certeza disso quando estamos apenas sentados, conversando e de repente, aparece algo que ela considere tão deliciosamente prazeroso que a faz rir com vontade, batendo seus pés descalços contra o chão, com excitação.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Eu amo a sua ingenuidade. Sua espontaneidade e seus momentos explosivos de loucura. Ela não é minha mas queria poder protegê-la para sempre. Ela é uma mulher muito especial e sei que muitos homens já a feriram, eu sinto algumas de suas cicatrizes quando olho em seus olhos, cheios de paixão. Me sinto apavorado ao pensar o que tantos outros homens poderão fazer com uma criatura tão pura, que tipo de marcas eles poderão deixar. Que toda aquela beleza poderá ser destruída por algum imbecil que não conseguirá perceber nem lidar com a delicadeza daquela personalidade tão rara que transborda por aqueles olhos tão bonitos e pálidos. Tão sinceros. Me sinto apavorado porque sei que cedo ou tarde, isso vai acontecer. Me sinto apavorado porque esse imbecil pode ser eu e eu jamais me perdoaria se eu tirasse a vida de seus pulmões e ela simplesmente respirasse, como a maior parte de nós.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Aliás, agora mesmo não sei dizer exatamente qual é a cor dos olhos dela. Como ela, eles parecem estar tão cheios de vida, intensos e em uma espécie de combustão. Ela é a mulher mais alta e mais bonita que eu já vi.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10420786-3192692005924978985?l=pinball.semtitulo.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pinball.semtitulo.org/feeds/3192692005924978985/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10420786&amp;postID=3192692005924978985&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/3192692005924978985'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/3192692005924978985'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pinball.semtitulo.org/2008/07/combusto.html' title='Combustão'/><author><name>Demétrius Daffara</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-95tgXht-vD0/TdrR-6j5e0I/AAAAAAAAAFk/RFsIySIF5Qg/s220/dmtr_oculos_tuister.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10420786.post-4807296986516129724</id><published>2008-07-21T19:43:00.004-03:00</published><updated>2008-07-21T19:56:05.311-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>A melhor invenção</title><content type='html'>&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Às vezes não sei se você realmente existe ou existiu. Se fez parte da minha vida ou foi simplesmente uma invenção. Não sei dizer ao certo, mas queria que eu a tivesse inventado. Inventado seu olhar instigante e seu sorriso espontâneo. Inventado aquela penugem fina e transparente que cobre sua pele ou criado suas mãos, sempre tão bonitas, com seus dedos longos e delicados. Queria tê-la inventado e, se tivesse, pouco eu mudaria porque você não é perfeita mas amo seus erros. Queria ter te inventado pra poder desinventá-la.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Queria tê-la como invenção minha, criação espontânea, uma loucura da conveniência. Assim, quando você tivesse ido embora, eu poderia inventar um novo alguém para amar como eu a amo. Seria perigoso e previsível porque eu inventaria uma nova você, da mesma maneira. Pode-se inventar uma invenção, novamente? Reinventar? Seria uma cópia. Um novo esconderijo, uma nova imaginação. Quero adiar o momento de abandonar a ilusão e perceber que você não apenas existiu como me amou e me deixou. Negar, posso negar e deliberadamente imaginá-la e reinventá-la de todas as maneiras, que sempre serão você. E você-imaginária, sempre imaginará e reinventará a mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Você existe porque foi embora e, eu não consigo amar ninguém assim como eu te amei —real ou imaginária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Você existe e é a melhor invenção que eu jamais poderia imaginar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;você foi embora.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10420786-4807296986516129724?l=pinball.semtitulo.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pinball.semtitulo.org/feeds/4807296986516129724/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10420786&amp;postID=4807296986516129724&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/4807296986516129724'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/4807296986516129724'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pinball.semtitulo.org/2008/07/melhor-inveno.html' title='A melhor invenção'/><author><name>Demétrius Daffara</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-95tgXht-vD0/TdrR-6j5e0I/AAAAAAAAAFk/RFsIySIF5Qg/s220/dmtr_oculos_tuister.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10420786.post-2623768238136444954</id><published>2008-07-17T12:22:00.002-03:00</published><updated>2008-07-17T13:18:56.775-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='flickr'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mono'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='img'/><title type='text'>fa.vo.ri.tis.mo - S. m.</title><content type='html'>&lt;div class="flickr-frame"&gt;&lt;a title="photo sharing" href="http://www.flickr.com/photos/rx-queen/2632856702/"&gt;&lt;img class="flickr-photo" height="312" alt="" src="http://farm4.static.flickr.com/3041/2632856702_94c514f660.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="flickr-caption"&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/rx-queen/2632856702/"&gt;Duo - 020708&lt;/a&gt;, upload feito originalmente por &lt;a href="http://www.flickr.com/people/rx-queen/"&gt;rx-queen&lt;/a&gt; (minha irmã!).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="flickr-yourcomment"&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho uma método muito pessoal de classificar as pessoas. Não todas, só pessoas que eu amo e tenho profunda admiração e respeito. Sinto-me à vontade para falar e sei que a pessoa sente-se à vontade para me falar, quando necessário. São aquelas poucas pessoas que me deixam meio fascinado, pessoas cujas vitórias, sucessos e projetos me são tão caros e importantes quanto os meus próprios, e os insucessos me chateiam igualmente. A quem eu quero contar coisas grandes, pequenas, importantes e as mais cretinas que eu posso conceber e vice-versa. Quero mostrar e discutir músicas, livros, filmes e idéias. São minhas &lt;em&gt;pessoas favoritas&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;É um favoritismo saudável, são favoritas frente à média populacional, sem parcialidade ou escolha. São apenas pessoas que me vêm à cabeça quando &lt;em&gt;penso em pessoas &lt;/em&gt;e, que me vêm à cabeça agora quando penso sobre pessoas e, mais especificamente, pessoas favoritas. É uma coisa meio esquisita, difícil de definir. Não idolatro ou sobreponho. Somos pessoas diferentes e iguais, em tantos pontos, isso é uma constante. Mas é a mais fraca. Pareço-me com pelo menos uma centena de pessoas, ainda que cada um seja único. Identifico poucas pessoas que se destacam, assim.&lt;br /&gt;Posso conhecer muitas pessoas e gostarei de algumas tantas e amarei outras poucas. Mas, pessoas que considero favoritas estão em uma escala menor.&lt;br /&gt;Não posso definir uma escala de amor, mas são pessoas que eu amo com toda sinceridade. E é importante notar que não consigo mais namorar uma mulher que, de repente, percebo ser uma pessoa favorita. Absolutamente não consigo.&lt;br /&gt;A única razão para me sentir compelido a não fazê-lo, imagino, é justamente por proteção. Não existe espaço para a paixão ou o desejo. O amor toda conta de tudo e, nos casos em que previamente houve a paixão, ela me parece tão pequena, insignificante e insuficiente que é substituída pelo amor, ainda que já houve um caso em que as propriedades foram mantidas e amplificadas.&lt;br /&gt;Nos casos em que não houve um envolvimento prévio, que é onde se aplica a maior parte absoluta dos casos e, esses, sem restrição de idade, gênero, tempo ou distância, simplesmente amo a pessoa e a única expectativa, talvez requisito, é a sinceridade e honestidade recíprocas. Não é apenas isso, mas o restante é abstrato demais, ainda que demasiadamente significativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não digo à todas as minhas pessoas favoritas que eu as amo. Muitas vezes não digo nem que elas são assim, minhas favoritas. Não muda muito as coisas, eu acho. Não sei fazer nada sem amar e sou redundante em amar, sem perceber. Devo ter muita sorte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10420786-2623768238136444954?l=pinball.semtitulo.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pinball.semtitulo.org/feeds/2623768238136444954/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10420786&amp;postID=2623768238136444954&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/2623768238136444954'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/2623768238136444954'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pinball.semtitulo.org/2008/07/pessoas-favoritas.html' title='fa.vo.ri.tis.mo - S. m.'/><author><name>Demétrius Daffara</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-95tgXht-vD0/TdrR-6j5e0I/AAAAAAAAAFk/RFsIySIF5Qg/s220/dmtr_oculos_tuister.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://farm4.static.flickr.com/3041/2632856702_94c514f660_t.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10420786.post-9193720636812624105</id><published>2008-07-13T23:21:00.004-03:00</published><updated>2008-07-13T23:37:09.815-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='the hives'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rock'/><title type='text'>Dia do Rock/2008</title><content type='html'>&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Claro. Citei &lt;a href="http://pinballm.blogspot.com/2007/07/dia-mundial-do-rock.html"&gt;há um ano atrás&lt;/a&gt; sobre o dia do Rock ser especial como o Natal. Com a música mais alta e o clima menos familiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É óbvio que esse ano as coisas foram diferentes, foram parecidas com o que eu disse que o dia do Rock não era. A música foi alta e o clima incrivelmente familiar. Não foi ruim, mas não foi um dia do Rock. Rolou um &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Twist and Shout&lt;/span&gt; e um &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Jailhouse Rock&lt;/span&gt; e eu dancei um tanto. Porém, percebi que estava tudo errado quando estava tocando Whiskey a Go-go e eu estava no meio de uma roda de mulheres de 60 anos cantando em coro "hey hey, ho ho" pra desembarcar num "eu perguntava do you wanna dance?" ao invés de um saudável "let's go!".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pretendia celebrar o meu dia do rock da maneira que eu acho ideal à noite. Não deu tempo. Já é praticamente um dia 14 de julho qualquer. Ano passado rolou comida mexicana. Esse ano, eu diria que o ponto alto foi um frapê de capuccino, do Habib's. Não me leve a mal, adoro o frapê de capuccino. Mas não era o que eu esperava para o meu dia do Rock, absolutamente. Não digo que eu queria uma bebedeira infernal com inconseqüências, promiscuidades e o som alto e prejudicial à saúde. Isso não seria ruim, tampouco. Mas, sério, nem de longe eu diria que as melhores coisas do meu dia do Rock foram um frapê de capuccino e a audição de um disco do The Hives.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa semana eu desconto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10420786-9193720636812624105?l=pinball.semtitulo.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pinball.semtitulo.org/feeds/9193720636812624105/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10420786&amp;postID=9193720636812624105&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/9193720636812624105'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/9193720636812624105'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pinball.semtitulo.org/2008/07/dia-do-rock2008.html' title='Dia do Rock/2008'/><author><name>Demétrius Daffara</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-95tgXht-vD0/TdrR-6j5e0I/AAAAAAAAAFk/RFsIySIF5Qg/s220/dmtr_oculos_tuister.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10420786.post-474232861660934200</id><published>2008-07-08T13:42:00.007-03:00</published><updated>2008-07-08T14:44:02.907-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Retiniano</title><content type='html'>&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;O seu rosto tinha traços fortes, as maçãs do rosto bem marcadas, o nariz fino, os lábios cheios e os olhos castanhos, expressivos e intensos. Os cabelos, também castanhos, eram comuns e simplesmente completavam a composição, como se soubessem o seu lugar perto de tantas outras qualidades de uma mulher tão bonita e incomum, com o tipo de beleza que não se espera encontrar sentada em um ônibus a caminho de qualquer lugar.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Ela estava sentada ali e quando o ônibus parou no semáforo, seu rosto se virou para a janela, com os olhos percorrendo o local onde estava, se localizando com curiosidade e insegurança. Ela sabia onde estava, mas não deixava de procurar, daí talvez essa sensação tão leve de insegurança. O que poderia encontrar, ou quem? Alguma coisa ela procurou por alguns instantes sem ir muito além, até que se viu na mesma rua de todo dia e voltou o rosto para frente, numa expressão impassível.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Por algum tempo, admirei aquela mulher silenciosa e absorta em pensamentos indecifráveis. De repente, com uma sutileza surpreendente, seus lábios se curvaram, levemente e seus olhos sorriram, ainda distantes, como quem encontra prazer e conforto em algum lugar de seus pensamentos para, no instante seguinte, a expressão séria e impessoal voltar ao seu lugar. Mas, era tarde demais para se recompor pois eu vi aquela faísca de satisfação, tão rápida quanto intensa. Sei que vi porque aquele sorriso rápido e sutil surgiu de forma tão repentina e sincera que fez uma marca em minha visão. Como quando se olha por muito tempo para uma lâmpada ou para o sol e depois se continua a ver aquela fonte de luz em todos os lugares para onde os olhos se colocam. Uma persistência retiniana. Foi isso que aconteceu, uma espécie de persistência retiniana. O sorriso daquela mulher atingiu meus olhos de tal forma que desde então, continuo a vê-lo com o mesmo prazer e surpresa, no mesmo lugar, não importa para onde eu olhe.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;O semáforo ficou verde e o ônibus se foi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Ela não me viu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10420786-474232861660934200?l=pinball.semtitulo.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pinball.semtitulo.org/feeds/474232861660934200/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10420786&amp;postID=474232861660934200&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/474232861660934200'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/474232861660934200'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pinball.semtitulo.org/2008/07/retiniano.html' title='Retiniano'/><author><name>Demétrius Daffara</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-95tgXht-vD0/TdrR-6j5e0I/AAAAAAAAAFk/RFsIySIF5Qg/s220/dmtr_oculos_tuister.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10420786.post-8514159666868424349</id><published>2008-07-06T19:11:00.002-03:00</published><updated>2008-07-06T19:23:14.218-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mono'/><title type='text'>mono</title><content type='html'>&lt;style type="text/css"&gt;.flickr-photo { border: solid 2px #000000; }.flickr-yourcomment { }.flickr-frame { text-align: left; padding: 3px; }.flickr-caption { font-size: 0.8em; margin-top: 0px; }&lt;/style&gt;&lt;div class="flickr-frame"&gt; &lt;a href="http://www.flickr.com/photos/dmtr/2621388557/" title="photo sharing"&gt;&lt;img style="width: 433px; height: 325px;" src="http://farm4.static.flickr.com/3108/2621388557_4e203f072a.jpg" class="flickr-photo" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;span class="flickr-caption"&gt;, upload feito originalmente por &lt;a href="http://www.flickr.com/people/dmtr/"&gt;Cap. Dmtr&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;    &lt;p class="flickr-yourcomment"&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;Eu sou mono.&lt;br /&gt;Sou humano e movido por paixões.&lt;br /&gt;Mono, mono, mono.&lt;br /&gt;Não desligo nem me ligo&lt;br /&gt;fico alheio, indiferente&lt;br /&gt;apaixonado pelo amor&lt;br /&gt;pela paixão&lt;br /&gt;pela criação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não consigo evitar de&lt;br /&gt;me manter indiferente aos &lt;br /&gt;atos comezinhos e&lt;br /&gt;aos assuntos de enchimento.&lt;br /&gt;absorto em mim, em mono,&lt;br /&gt;sou um monstro que soa como&lt;br /&gt;muitos, simultaneamente,&lt;br /&gt;de forma grotesca&lt;br /&gt;talvez disforme, mas se digo,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;digo não;&lt;br /&gt;eu sou um monstro mono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;todos os sons partem de um único lugar&lt;br /&gt;de uma única fonte&lt;br /&gt;e, ainda que se identifique&lt;br /&gt;aparentemente&lt;br /&gt;mais e mais fontes,&lt;br /&gt;o som é único e repetido em todas as caixas,&lt;br /&gt;em todas as fontes.&lt;br /&gt;Como um padrão&lt;br /&gt;meu som é mono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pode ser um defeito&lt;br /&gt;ou uma característica&lt;br /&gt;não sei apontar. De forma geral, &lt;br /&gt;sou mono&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e&lt;br /&gt;não sei colocar menos energia e paixão&lt;br /&gt;em qualquer coisa que eu faça.&lt;br /&gt;E faço, crio, devoto e reproduzo,&lt;br /&gt;com tentativas e erros,&lt;br /&gt;ecos dessa paixão mono em mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando está, está completo.&lt;br /&gt;Mantenho minhas fontes&lt;br /&gt;e parto a novas criações.&lt;br /&gt;Permaneço mono, mas&lt;br /&gt;minhas paixões vão a estéreo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10420786-8514159666868424349?l=pinball.semtitulo.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pinball.semtitulo.org/feeds/8514159666868424349/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10420786&amp;postID=8514159666868424349&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/8514159666868424349'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/8514159666868424349'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pinball.semtitulo.org/2008/07/mono.html' title='mono'/><author><name>Demétrius Daffara</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-95tgXht-vD0/TdrR-6j5e0I/AAAAAAAAAFk/RFsIySIF5Qg/s220/dmtr_oculos_tuister.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://farm4.static.flickr.com/3108/2621388557_4e203f072a_t.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10420786.post-8083898769851542005</id><published>2008-07-01T08:11:00.002-03:00</published><updated>2008-07-01T08:14:31.573-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leminski'/><title type='text'>Guerra Dentro da Gente</title><content type='html'>&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Na mesma tarde, a Princesa disse à sua ama:&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;— Não agüento mais de tanto amor. Vou embora hoje mesmo. (...) Quero sair pelo mundo, dizendo que a vida é melhor que a morte, que a alegria é maior que a tristeza e que os golpes de espada passam, mas só os beijos ficam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;p. leminski&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10420786-8083898769851542005?l=pinball.semtitulo.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pinball.semtitulo.org/feeds/8083898769851542005/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10420786&amp;postID=8083898769851542005&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/8083898769851542005'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/8083898769851542005'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pinball.semtitulo.org/2008/07/guerra-dentro-da-gente.html' title='Guerra Dentro da Gente'/><author><name>Demétrius Daffara</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-95tgXht-vD0/TdrR-6j5e0I/AAAAAAAAAFk/RFsIySIF5Qg/s220/dmtr_oculos_tuister.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10420786.post-2345381348328381777</id><published>2008-06-29T16:18:00.003-03:00</published><updated>2008-06-29T16:34:40.885-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tcc'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='David Lynch'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pesquisa'/><title type='text'>Introdução</title><content type='html'>&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;A pesquisa do TCC foi entregue essa semana e se chama "Os Sonhos de David Lynch". Não é a final-&lt;span style="font-style:italic;"&gt;final&lt;/span&gt;, eu imagino, algumas alterações deverão ser feitas e etc., mas ela ficou bastante consistente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Vou colocar a Introdução da pesquisa aqui no blogue porque eu não sei bem quais são as limitações legais para a sua distribuição. Mas a introdução não é um problema, eu imagino. Quando ela estiver fechada e quando a dúvida em relação à essa distribuição for solucionada, eu a colocarei aqui, na íntegra, caso exista algum interesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;No momento,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;INTRODUÇÃO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Os sonhos são formas de expressão consideradas, de uma forma geral, tão íntimas quanto criativas. O sonhar é considerado absurdo quando não tem nenhuma similaridade com a nossa vida cotidiana —enquanto acordados— e, assim, são pensados pela sua forma, simplesmente. Por exemplo, uma pessoa, subitamente começa a voar, e no sonho isso não parece absurdo, mas ao acordar e pensar no sonho, é quase natural que o sonhador seja tomado por fascinação, estranhamento ou indiferença. Essas reações só são possíveis porque se reconhece que há uma linguagem própria e porque alguma sensação aquilo causou, ainda que em sonho. Em um sonho, nada que é sonhado é real, mas sensações como o medo ou alegria experimentados são completamente reais.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Há muitos artistas que buscam a expressão do sonho em suas obras, mas há uma diferença entre a representação do sonho como forma e a representação do sonho como linguagem. A representação como forma pressupõe uma abstração maior, um estranhamento causado no espectador pela pouca familiaridade com as formas. Possui seus significados ocultos ou maiores, porém são plasticamente desfigurados e baseia suas características de “sonho” na figuratividade e no simbolismo.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;A representação pela linguagem também causa um estranhamento, mas as formas não necessariamente são abstratas ou completamente estranhas. Podem ser ambientes igualmente familiares ou conhecidos para os espectadores, mas a sensação de desconforto é constante. Assim são os filmes do diretor David Lynch. A linguagem se estabelece e quem assiste e se permite entrar em seus filmes, geralmente é recompensado com uma narrativa elaborada, intrincada e com uma aura constante de mistério, gerado por fatores que não são sempre fáceis de discernir.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;David Lynch usa a linguagem do sonho em seus filmes, mas qual é o processo que ele utiliza para construir seus filmes e elaborar essa narrativa? O processo criativo de um ser humano é pessoal e subjetivo, mas é possível perceber características comuns em todas as obras já produzidas e, assim, se estabelece uma referência de possibilidades que são aplicáveis ao processo de criação daquela pessoa, especificamente.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Não há a pretensão de analisar profundamente cada obra do diretor nem, sequer, ser mais psicanalíticos e freudianos do que o necessário para compreender cada ponto apresentado, pois os argumentos de Freud e suas teorias a respeito da ciência do sonho serão utilizados como referência para argumentação. Nessa pesquisa, procuramos compreender e apresentar o processo criativo de David Lynch, através de um método quase construtivista. É nosso desejo que você chegue ao capítulo final dessa pesquisa, a conclusão, possuindo as mesmas e tantas outras conclusões sobre o assunto. As possibilidades são inúmeras e, assim como um sonho pode ser interpretado de inúmeras maneiras, dependendo do seu referencial, mostraremos alguns referenciais que, como fragmentos, irão compor uma unidade maior que corresponderá à nossa interpretação do processo criativo de David Lynch.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10420786-2345381348328381777?l=pinball.semtitulo.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pinball.semtitulo.org/feeds/2345381348328381777/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10420786&amp;postID=2345381348328381777&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/2345381348328381777'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/2345381348328381777'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pinball.semtitulo.org/2008/06/introduo.html' title='Introdução'/><author><name>Demétrius Daffara</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-95tgXht-vD0/TdrR-6j5e0I/AAAAAAAAAFk/RFsIySIF5Qg/s220/dmtr_oculos_tuister.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10420786.post-2307906925802562542</id><published>2008-06-22T13:37:00.004-03:00</published><updated>2008-06-22T14:19:01.209-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='flickr'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tcc'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='contagem regressiva'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='the hives'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='twitter'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='celular'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Justice'/><title type='text'>Ao som das sirenes</title><content type='html'>Depois de amanhã é a entrega da pesquisa do TCC. E aí, esse semestre acabou. O próximo (e final) será muito mais divertido (e trabalhoso). A contagem regressiva está me matando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tive pesadelos a noite toda. Com gente que eu conhecia, com gente que eu não conhecia diretamente, com gente me cobrando da pesquisa e criticando &lt;span style="font-style:italic;"&gt;tais&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style:italic;"&gt;tais&lt;/span&gt; abordagens. Foi um horror. Tem sido bastante desesperador. E estou cansado, cansadocansadocansado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso tenho postado menos aqui. Isso não quer dizer que eu tenha abandonado o blogue nem nada. O &lt;a href="http://www.flickr.com/photos/dmtr"&gt;meu Flickr&lt;/a&gt;, por exemplo, está em plena atividade. Postei ontem um álbum novo, com uma seqüência de fotos tiradas há algumas semanas, em uma feira, numa manhã de domingo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra coisa legal é que &lt;span style="font-style:italic;"&gt;comecei&lt;/span&gt; a entender o tal Twitter e como ele se diferencia disso aqui, por exemplo. &lt;a href="http://twitter.com/dmtr/statuses/829825400"&gt;Debutei&lt;/a&gt; no Twitter parafraseando Salinger:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Espero que após o TCC eu esteja com todas as minhas fac- com todas as minhas f-a-c-u-l-d-a-d-e-s mentais intactas.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deveria reescrever isso &lt;a href="http://www.twitter.com/dmtr"&gt;lá&lt;/a&gt;. Eu realmente espero que assim o seja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O toque do meu celular atualmente é um trecho da música &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Stress&lt;/span&gt;, do Justice. É totalmente proposital. É como as coisas têm soado, ultimamente, aqui dentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não conhece a canção? Escute-a, graças ao Deezer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;div style="width:220px;height:55px;"&gt;&lt;object width="220" height="55"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.deezer.com/embedded/small-widget-v2.swf?idSong=356283&amp;colorBackground=0x555552&amp;textColor1=0xFFFFFF&amp;colorVolume=0x00C7F2&amp;autoplay=0"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.deezer.com/embedded/small-widget-v2.swf?idSong=356283&amp;colorBackground=0x555552&amp;textColor1=0xFFFFFF&amp;colorVolume=0x00C7F2&amp;autoplay=0" type="application/x-shockwave-flash" width="220" height="55"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br&gt;&lt;font size='1' color ='#000000' face='Arial'&gt;Discover &lt;a href='http://www.deezer.com/en/justice.html'&gt;Justice&lt;/a&gt;!&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com exceção disso tudo, das sirenes e das furadeiras, as coisas estão ótimas. De verdade, e não apenas porque o The Hives vem ao Brasil! É incrível como a determinação real e pura consegue se sobrepor às improbabilidades do cotidiano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É simplesmente incrível.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10420786-2307906925802562542?l=pinball.semtitulo.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pinball.semtitulo.org/feeds/2307906925802562542/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10420786&amp;postID=2307906925802562542&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/2307906925802562542'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/2307906925802562542'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pinball.semtitulo.org/2008/06/ao-som-das-sirenes.html' title='Ao som das sirenes'/><author><name>Demétrius Daffara</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-95tgXht-vD0/TdrR-6j5e0I/AAAAAAAAAFk/RFsIySIF5Qg/s220/dmtr_oculos_tuister.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10420786.post-7434726847101975982</id><published>2008-06-13T21:46:00.003-03:00</published><updated>2008-06-13T21:49:15.865-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='impressões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='the hives'/><title type='text'>Sexta-feira, 13</title><content type='html'>Hoje é sexta-feira, 13. Sexta-feira-treze.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;bah,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que se foda, o The Hives vem pro Brasil.&lt;br /&gt;!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10420786-7434726847101975982?l=pinball.semtitulo.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pinball.semtitulo.org/feeds/7434726847101975982/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10420786&amp;postID=7434726847101975982&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/7434726847101975982'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/7434726847101975982'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pinball.semtitulo.org/2008/06/sexta-feira-13.html' title='Sexta-feira, 13'/><author><name>Demétrius Daffara</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-95tgXht-vD0/TdrR-6j5e0I/AAAAAAAAAFk/RFsIySIF5Qg/s220/dmtr_oculos_tuister.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10420786.post-4434633843094158244</id><published>2008-06-12T11:06:00.004-03:00</published><updated>2008-06-12T11:39:29.398-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='the hives'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='link'/><title type='text'>Mate-me, por favor!</title><content type='html'>A &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u411528.shtml"&gt;melhor notícia&lt;/a&gt; do ano, de longe. De longe:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O The Hives tocará no Brasil!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;O&lt;/span&gt; The Hives.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já falei do Hives por aqui. Umas &lt;a href="http://pinballm.blogspot.com/search/label/the%20hives"&gt;duas&lt;/a&gt; vezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no final do post sobre o show do Devo, eu escrevi:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Não costumo me perder em sessões de nostalgia ou sequer reclamo de bandas ou músicas novas. Mas tou pra ver uma banda mais recente que consiga fazer um show tão empolgante quanto o Devo ou o Iggy com os Stooges (The Hives, espero por vocês!).&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CARALHO! É a melhor notícia do ano!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10420786-4434633843094158244?l=pinball.semtitulo.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pinball.semtitulo.org/feeds/4434633843094158244/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10420786&amp;postID=4434633843094158244&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/4434633843094158244'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/4434633843094158244'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pinball.semtitulo.org/2008/06/mate-me-por-favor.html' title='Mate-me, por favor!'/><author><name>Demétrius Daffara</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-95tgXht-vD0/TdrR-6j5e0I/AAAAAAAAAFk/RFsIySIF5Qg/s220/dmtr_oculos_tuister.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10420786.post-8945419082354185119</id><published>2008-06-08T13:49:00.002-03:00</published><updated>2008-06-08T13:51:34.222-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='banalidades'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='img'/><title type='text'>Os Insetos Misteriosos</title><content type='html'>&lt;style type="text/css"&gt;.flickr-photo { border: solid 2px #000000; }.flickr-yourcomment { }.flickr-frame { text-align: left; padding: 3px; }.flickr-caption { font-size: 0.8em; margin-top: 0px; }&lt;/style&gt;&lt;div class="flickr-frame"&gt; &lt;a href="http://www.flickr.com/photos/dmtr/2559758296/" title="photo sharing"&gt;&lt;img style="width: 438px; height: 329px;" src="http://farm4.static.flickr.com/3013/2559758296_9a8fdff74a.jpg" class="flickr-photo" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;span class="flickr-caption"&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/dmtr/2559758296/"&gt;Os Insetos Misteriosos&lt;/a&gt;, upload feito originalmente por &lt;a href="http://www.flickr.com/people/dmtr/"&gt;Cap. Dmtr&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;    &lt;p class="flickr-yourcomment"&gt; A quem souber o nome dessa espécie de inseto, é favor informar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grato,&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10420786-8945419082354185119?l=pinball.semtitulo.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pinball.semtitulo.org/feeds/8945419082354185119/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10420786&amp;postID=8945419082354185119&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/8945419082354185119'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/8945419082354185119'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pinball.semtitulo.org/2008/06/os-insetos-misteriosos.html' title='Os Insetos Misteriosos'/><author><name>Demétrius Daffara</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-95tgXht-vD0/TdrR-6j5e0I/AAAAAAAAAFk/RFsIySIF5Qg/s220/dmtr_oculos_tuister.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://farm4.static.flickr.com/3013/2559758296_9a8fdff74a_t.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10420786.post-5491548032368229845</id><published>2008-06-03T10:12:00.006-03:00</published><updated>2008-06-03T10:50:11.027-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='video'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='luto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='diddley'/><title type='text'>Hey,</title><content type='html'>Ah não. O Bo Diddley &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u407893.shtml"&gt;morreu&lt;/a&gt; ontem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;(Bo Diddley - "Hey, Bo Diddley")&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="240" height="200"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/BKYSAfbOCPc&amp;amp;hl=en"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/BKYSAfbOCPc&amp;amp;hl=en" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="240" height="200"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele lançou seu primeiro disco em 1955 pela &lt;a href="http://www.bsnpubs.com/chess/chesscheck.html"&gt;Chess Records&lt;/a&gt;. No lado A, uma faixa que carrega seu nome, &lt;a href="http://www.deezer.com/track/184552"&gt;"Bo Diddley"&lt;/a&gt;. No lado B, "I'm a Man".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca tive esse disco em mãos, infelizmente só conheço as canções digitalmente. Mas por conhecer as canções, penso se não é o caso de ser um dos melhores compactos simples já lançados, em que ambas as faixas são igualmente infernais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que descanse em paz. O cara merece.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10420786-5491548032368229845?l=pinball.semtitulo.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pinball.semtitulo.org/feeds/5491548032368229845/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10420786&amp;postID=5491548032368229845&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/5491548032368229845'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/5491548032368229845'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pinball.semtitulo.org/2008/06/hey.html' title='Hey,'/><author><name>Demétrius Daffara</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-95tgXht-vD0/TdrR-6j5e0I/AAAAAAAAAFk/RFsIySIF5Qg/s220/dmtr_oculos_tuister.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10420786.post-1534791107530814339</id><published>2008-06-01T05:47:00.001-03:00</published><updated>2008-06-01T06:44:06.184-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sonho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tcc'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Freud'/><title type='text'>Sonhos de conveniência</title><content type='html'>&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Freud diz que há alguns sonhos que são chamados de sonhos de conveniência. Aliás, ele defende que todos os sonhos são de conveniência quando parte-se da idéia de que sonhamos para não acordar. Sonhamos para realizarmos os nossos desejos enquanto dormimos. Mas há os que são explicitamente de conveniência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu queria trabalhar de madrugada, aqui em casa, redigir meu TCC no silêncio da noite, para não ter distrações. Para tanto, ontem, por volta das 23h, me deitei pra dormir por cerca de duas horas, duas horas e meia, e aproveitar bem a madrugada, me enganando que tinha dormido um pouco, pra não parecer que pulei uma etapa. À 1h30, meu celular tocou e naquela confusão entre estar acordado e estar dormindo, desliguei o alarme e voltei a cabeça pro travesseiro, me perguntando o porquê do celular despertar aquele horário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me passou pela cabeça, então, que era para eu fazer meu TCC. Sendo assim, redigi meus textos do TCC e a madrugada foi incrivelmente proveitosa. Consegui terminar o capítulo sobre os sonhos e comecei a adiantar outros dois! Foi a coisa mais incrível que poderia ter me acontecido!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordei então, subitamente.&lt;br /&gt;Era 5h19 e eu estava deitado na minha cama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levei alguns minutos para voltar ao normal e entender que a proveitosa madrugada foi um sonho. Um sonho de conveniência, tal qual e tão claro quanto Freud falou. Sonhei que realizava meu trabalho de forma que meu sono não fosse interrompido para que tivesse de fazê-lo. Como, psiquicamente, o TCC estava sendo feito, eu pude então dormir tranqüilo, a noite toda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Droga.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10420786-1534791107530814339?l=pinball.semtitulo.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pinball.semtitulo.org/feeds/1534791107530814339/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10420786&amp;postID=1534791107530814339&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/1534791107530814339'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/1534791107530814339'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pinball.semtitulo.org/2008/06/sonhos-de-convenincia.html' title='Sonhos de conveniência'/><author><name>Demétrius Daffara</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-95tgXht-vD0/TdrR-6j5e0I/AAAAAAAAAFk/RFsIySIF5Qg/s220/dmtr_oculos_tuister.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10420786.post-6425619349564097470</id><published>2008-05-28T00:36:00.006-03:00</published><updated>2008-05-29T04:34:09.922-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ficção'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>As boas novas</title><content type='html'>&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Levanta o cigarro até a altura da testa. Ensaia um movimento com a mão. Os olhos permanecem vagando na parede, em um vazio que o próprio Carlos definiria como assustador, caso pudesse se olhar. Respira como quem vai começar uma nova frase por duas vezes, chegando a contrair os lábios na segunda vez, mas desistindo em seguida. Umberto permanece sentado e calmo. Não fuma e não bebe. Desenha com o dedo ao redor da xícara de café. Carlos toma ar mais uma vez e volta o olhar, mais vívido agora, para Umberto.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;"Eu devo ser louco" disse ele. "Eu só posso ser louco. Não há nada a se dizer. O tipo de coisa que geralmente provoca os mais profundos desejos e pensamentos nas pessoas me parece ridiculamente triste agora. Não consigo ver isso de outra maneira. E a pior parte é que nem eu sei bem dizer sobre isso. Sei que quando soube de tal fato, fiquei tão confuso que chorei um pouco. Não aconteceu nada de dramático ou a cena que você deve estar imaginando, Umberto. Só me senti profundamente emocionado entre a idéia de novas possibilidades e a possibilidade de deixar algumas idéias. Quando você se depara com essa possibilidade e tão somente com a possibilidade, e parece uma agressão, uma violação do seu tempo. Uma violação dos seus ideais. É triste, triste, triste. E feliz. É tão contraditório e violento. É uma canção fora do tempo. Um momento sem ritmo, uma suspensão e um desconforto. O tempo passa engraçado, a possibilidade é mais um elemento de adversidade quando deveria ser justamente o oposto".&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Carlos pára por um instante, refletindo no que disse. Umberto permanece ali, imóvel.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;"Se é só uma possibilidade, você não deveria se preocupar tanto com isso, cara. Isso é bom, se você pensar bem".&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;"Isso é bom? Não sei se isso é bom, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;esse&lt;/span&gt; é o problema. Em outros momentos, provavelmente, seria só mais uma decisão. Pesaria os prós e os contras. E me colocaria do lado do vencedor. Agora, não há parâmetro, peso equivalente. O material usa um sistema diferente do imaterial e não estou certo de qualquer matemática para fazer uma conversão que seja justa". Pára um instante. Carlos traga o cigarro mais uma vez e, em seguida, amassa-o contra um cinzeiro que estava no centro da mesa. Cobre o rosto com as mãos e suspira, com tom reflexivo, pressionando seus olhos nariz bochechas, como se pudesse deformá-los tal qual massa de modelar.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;"E o que se pode fazer?" pergunta Umberto, interrompendo a obsessão não de todo gratuita do amigo.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Carlos solta as mãos do rosto e olha para Umberto, que permanece encarando-o com uma seriedade tamanha que ao contrário de parecer rancorosa ou indiferente, dada a aparente rispidez da interrupção, só denota a honestidade e a verdade tão simples de sua pergunta. Carlos desvia o olhar e alcança o maço de cigarros. Com um movimento, expõe três cigarros, dos quais um se desprende e cai sobre seu colo. Leva o cigarro aos lábios e busca a caixa de fósforos nos bolsos de seu paletó com os olhos baixos, ainda pensando. Sem levantar os olhos e segurando o cigarro nos lábios, conclui.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;"Não sei o que fazer".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10420786-6425619349564097470?l=pinball.semtitulo.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pinball.semtitulo.org/feeds/6425619349564097470/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10420786&amp;postID=6425619349564097470&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/6425619349564097470'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/6425619349564097470'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pinball.semtitulo.org/2008/05/as-boas-novas.html' title='As boas novas'/><author><name>Demétrius Daffara</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-95tgXht-vD0/TdrR-6j5e0I/AAAAAAAAAFk/RFsIySIF5Qg/s220/dmtr_oculos_tuister.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10420786.post-7124321171052142</id><published>2008-05-24T12:40:00.007-03:00</published><updated>2008-05-24T13:43:49.423-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='impressões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='batismo'/><title type='text'>Godfathering</title><content type='html'>Agora à tarde vou ali fazer um Curso para ser padrinho de batismo. O batizado é na semana que vem e, ainda que eu considere profundamente lisonjeiro ser chamado para ser padrinho de alguém, acho um absurdo porque tecnicamente um padrinho é um substituto para os pais, no caso da ausência deles. E de acordo com a &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Padrinho"&gt;Wikipédia&lt;/a&gt;, "tem como obrigação auxiliar os pais da criança, na educação religiosa da mesma, no crisma".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pretendo auxiliar a garota sob os meus preceitos que não necessariamente são cristãos. São fragmentos de tantas crenças, opiniões e subjetividades em geral que questiono uma aplicação para outro alguém a não ser eu mesmo. São válidas apenas para mim e só as responsabilizo em mim porque elas são igualmente mutáveis e eu sei a origem da mudança de um aspecto ou da sedimentação de outro. Assim como saberei da mudança dessa sedimentação, quando achar que assim deverá acontecer e da flutuação de tantas outras possibilidades e fatos que, certos ou não, manterei os pés fora do chão para poder me decidir. No fundo, não é fora do chão. É no chão formado por essa sedimentação, absolutamente temporária. Não é real ou concreto. Parecerá inconstante e desconfortável e muitas vezes, realmente é e será. E assim sendo, eu mudarei, todas as vezes, fixo apenas nas minhas convicções absolutamente pessoais e egoístas, que paradoxalmente atribui um valor incalculável às outras pessoas, sob as menores distinções que eu consiga atribuir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez mais do que um aspecto de educação religiosa (que sendo tão profundamente pessoal e honestamente, prefiro não induzir a absolutamente nada, oferecerei o que considero importante, apenas se achar necessário), acredito mais uma espécie de educação moral, por pior que soe a palavra &lt;span style="font-style:italic;"&gt;moral&lt;/span&gt;. Atualmente, afirmo que os meus aspectos morais são fundamentados num processo de consciência e tão somente isso. A consciência de si. A consciência de seus atos. Um questionamento dos atos. Um questionamento de si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essencialmente, é isso. É muito mais, muito maior. Mas a essência, está aí. E é justamente isso que tenho para oferecer, agora. Ou tentarei fazê-lo, não sei. A garota tem apenas três meses, parece-me absurdo me preocupar com algo assim quando ela é tão nova, mais absurdo até do que ser chamado para ser padrinho de batismo. Mas aceitei a função, apesar do absurdo. Então, apesar dos absurdos, vou. Ali.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10420786-7124321171052142?l=pinball.semtitulo.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pinball.semtitulo.org/feeds/7124321171052142/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10420786&amp;postID=7124321171052142&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/7124321171052142'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/7124321171052142'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pinball.semtitulo.org/2008/05/godfathering.html' title='Godfathering'/><author><name>Demétrius Daffara</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-95tgXht-vD0/TdrR-6j5e0I/AAAAAAAAAFk/RFsIySIF5Qg/s220/dmtr_oculos_tuister.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10420786.post-4470333140023613783</id><published>2008-05-17T21:00:00.002-03:00</published><updated>2008-05-18T17:34:49.129-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eu'/><title type='text'>(a)cúmulo</title><content type='html'>&lt;style type="text/css"&gt;.flickr-photo { border: solid 2px #000000; }.flickr-yourcomment { }.flickr-frame { text-align: left; padding: 3px; }.flickr-caption { font-size: 0.8em; margin-top: 0px; }&lt;/style&gt;&lt;div class="flickr-frame"&gt; &lt;a href="http://www.flickr.com/photos/dmtr/2500715046/" title="photo sharing"&gt;&lt;img src="http://farm3.static.flickr.com/2084/2500715046_21a21b92db.jpg" class="flickr-photo" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;span class="flickr-caption"&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/dmtr/2500715046/"&gt;Excesso de SMS&lt;/a&gt;, upload feito originalmente por &lt;a href="http://www.flickr.com/people/dmtr/"&gt;Ye Captain&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;    &lt;p class="flickr-yourcomment"&gt; Não é um TOC. É outra coisa. Simplesmente acumulo. E me desprendo da mesma maneira. Não sei, olho, sinto, penso, vivo. E de repente, tudo está lá, inclusive eu. Acumulo sem querer, as coisas se sobrepoem, me tomam, ocupam meu espaço imaginário. Os outros, eu. O mundo. Acúmulo.&lt;br /&gt;E digo que não é TOC. É outra coisa. Porque quando percebo o acúmulo, o desprendimento é rápido. Porém, só o percebo quando o peso das coisas é maior que o meu e não consigo mais transitar em mim. Surgem bloqueios, irritação e cansaço. Não tenho o que fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Formatei meu computador nessa semana. Fiz um extensivo backup em diversos DVDs. Só de música, foram 7 discos repletos. Trabalhos, projetos, textos e fotografias, em tantos outros DVDs. Em 1,48 GB eu tinha todos os meus e-mails, em um arquivo especial, já que eu faço o download dos e-mails através do Thunderbird. Gravei o arquivo especial em um outro DVD. Após formatar a máquina, reinstalar os programas e testar as configurações, tentei restaurar os e-mails. Deu erro. Perdi meus e-mails.&lt;br /&gt;Instantaneamente, senti frustração. Depois, uma espécie de alívio que se transformou em completa indiferença.&lt;br /&gt;([a]cúmulo)&lt;br /&gt;Eu não sou meus e-mails. Apesar de que eu os tinha como "memória", já que a minha memória natural é pouco eficiente, eles não são nada. Foram. Incríveis. Agora, em especial, não são.&lt;br /&gt;Hoje pela manhã, notei que meu celular alcançou a incrível marca de 600 mensagens recebidas e quase 500 enviadas. Não foi o meu celular, não o culpo. A culpa é minha. É desse acúmulo. Talvez, um medo de perder o que não existe. Esse medo de perder a existência, memórias e momentos. De que me adianta ter 600 mensagens no celular quando os melhores momentos da minha vida são maiores que um SMS? São gratas recordações. Um nojento saudosismo. Um escrotismo, uma falta de bom senso. O cúmulo do acúmulo. Um paradoxo entre pensamentos, ações, lembranças e momentos.&lt;br /&gt;Sei que não deixarei de acumular. Acumulo coisas muito mais bonitas e abstratas que e-mails ou SMS. Coleciono, por exemplo, sorrisos. De todo mundo, em todos os momentos. É inevitável, devo ser um maníaco. Mas acho bonito ver um sorriso sincero e infelzimente, não se vê tantos por aí. E quando vejo um, sinto-me realmente feliz por estar ali, mesmo que o sorriso não seja pra mim. A felicidade é o tipo de coisa que eu não consigo deixar de acumular. Acumulo também momentos, sensações abstratas. Primeiras impressões. O cúmulo das impressões. Idéias, pensamentos. Cores, formas. Abstrações, todas as abstrações. E esse tipo de acúmulo é tão positivo e engradecedor que não sei se conseguiria deixá-lo de lado. Não poderia. É parte de mim, tão natural. &lt;br /&gt;Observar-absorver-refletir-construir-destruir-construir.&lt;br /&gt;É um reprocesso de mim, constante. Eu e o mundo. Em uma briga diária. Em uma valsa constante. O amor. A raiva. o amor, o amor, o amor. O acúmulo.&lt;br /&gt;Julgava ter nas mensagens de e-mail o mesmo tipo de acúmulo que me é natural. Talvez seja. E seja natural acumular. E seja natural deixar evaporar. Talvez seja tudo muito natural. Não quero isso pra mim, não assim, se é assim que deve ser. Não preciso disso. Não quero isso.&lt;br /&gt;Me desprendo do acúmulo mesquinho e imaginário. Acumularei apenas as minhas abstrações e toda essa sorte de coisas que me emocionam porque são simplesmente humanas e verdadeiras. Faço disso um compromisso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não.&lt;br /&gt;Não tenho outro compromisso senão em ser fiel a mim mesmo, à verdade. Não há nada se não sou sincero comigo mesmo. Não há nada sem a minha obsessão com a sinceridade. Que o processo de acúmulo ou desprendimento seja apenas derivado disso. Porque se eu sou sincero e honesto, o acúmulo se esgotará por si. E me desprenderei da mesma maneira.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10420786-4470333140023613783?l=pinball.semtitulo.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pinball.semtitulo.org/feeds/4470333140023613783/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10420786&amp;postID=4470333140023613783&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/4470333140023613783'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/4470333140023613783'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pinball.semtitulo.org/2008/05/acmulo.html' title='(a)cúmulo'/><author><name>Demétrius Daffara</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-95tgXht-vD0/TdrR-6j5e0I/AAAAAAAAAFk/RFsIySIF5Qg/s220/dmtr_oculos_tuister.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://farm3.static.flickr.com/2084/2500715046_21a21b92db_t.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10420786.post-2344763680187409554</id><published>2008-05-14T13:16:00.004-03:00</published><updated>2008-05-14T21:53:21.282-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='celular'/><title type='text'></title><content type='html'>tudo é sagrado&lt;br /&gt;tudo é sagrado&lt;br /&gt;(se)&lt;br /&gt;tudo é sagrado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nada é sagrado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10420786-2344763680187409554?l=pinball.semtitulo.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pinball.semtitulo.org/feeds/2344763680187409554/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10420786&amp;postID=2344763680187409554&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/2344763680187409554'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/2344763680187409554'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pinball.semtitulo.org/2008/05/o-status-quo-do-status-quo.html' title=''/><author><name>Demétrius Daffara</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-95tgXht-vD0/TdrR-6j5e0I/AAAAAAAAAFk/RFsIySIF5Qg/s220/dmtr_oculos_tuister.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10420786.post-8357382419418394904</id><published>2008-05-04T12:45:00.002-03:00</published><updated>2008-05-04T19:03:06.303-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='humor'/><title type='text'>Droga</title><content type='html'>Algo me diz que alguma coisa deve estar profundamente errada no seio familiar quando sua mãe o questiona sobre uma mancha em uma camiseta sua, você responde "Deve ser por causa da heroína" e ela responde "Ah, a brown sugar". "Brown sugar, mãe?". "É, não é assim que &lt;span style="font-style:italic;"&gt;eles&lt;/span&gt; chamavam?".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porra. Retomando meu discurso, alguma coisa deve estar profundamente errada no seio familiar quando sua mãe conhece tal gíria pra heroína e trata isso com tamanha naturalidade. Não sou referência para gírias de rua, claro. Mas, em todos os meus anos de infância no Bronx nunca ouvi tamanho absurdo. Brown sugar é a versão mais barata de heroína e com qualidade das mais questionáveis, por isso é marrom. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico preocupado com a minha mãe. A de boa qualidade é branca.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10420786-8357382419418394904?l=pinball.semtitulo.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pinball.semtitulo.org/feeds/8357382419418394904/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10420786&amp;postID=8357382419418394904&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/8357382419418394904'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/8357382419418394904'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pinball.semtitulo.org/2008/05/droga.html' title='Droga'/><author><name>Demétrius Daffara</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-95tgXht-vD0/TdrR-6j5e0I/AAAAAAAAAFk/RFsIySIF5Qg/s220/dmtr_oculos_tuister.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10420786.post-6202569459015487891</id><published>2008-05-04T12:00:00.003-03:00</published><updated>2008-05-04T12:30:59.170-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='David Lynch'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Freud'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='img'/><title type='text'>Papo firmeza</title><content type='html'>A semana que passou foi uma semana de recesso escolar na Metodista. É o equivalente ao&lt;span style="font-style:italic;"&gt; Spring break&lt;/span&gt; de universidades norte-americanas, canadenses, japonesas, etc. Na Universidade Metodista de São Paulo é conhecida como "Semana do Saco Cheio". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trabalhei até quarta-feira (porque na quinta-feira foi feriado, felizmente) e até às 22h30 da quarta-feira, o que significa que a Semana do Saco Cheio valeu meio que o mesmo que um saco de merda, quando estimamos que eu deveria estar em recesso, lendo meus trabalhos e fazendo as minhas pesquisas para o TCC. Só consegui fazê-lo a partir de quinta-feira e, desde então, tô em um bate-papo firmeza com o meu amigo, o Freud. O Lynch às vezes aparece e conversa um pouco também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em resumo, o meu TCC buscará analisar, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;ahem&lt;/span&gt;, "A influência dos sonhos na construção e desenvolvimento do Processo Criativo" e, como estudo de caso, analisaremos a obra de David Lynch. A pesquisa está caminhando muito bem mas me assusta um pouco a composição do texto que terá de ser feita, em breve. Não &lt;span style="font-style:italic;"&gt;tanto&lt;/span&gt; assim, claro. Nos meus bate-papos firmezas com o Freud eu aprendo bastante e além disso, gosto quando ele comenta que a obra de outro autor sobre os sonhos é "volumosa mas sem consistência" ou coisas do tipo. Ele é um velho meio intragável, concordo mas, é sensacional ler esse tipo de comentário em notas adicionadas em edições posteriores do livro (mas anteriores já há uns 99 anos atrás). É uma literatura densa, um pouco difícil. Mas de inegável charme e valor. É definitivamente interessante e instigante. Fugi um pouco para escrever aqui, fazer um ou outro trabalho necessário e então, voltar ao Freud.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www2.warwick.ac.uk/fac/arts/arthistory/postgraduate/methods/freud.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px;" src="http://www2.warwick.ac.uk/fac/arts/arthistory/postgraduate/methods/freud.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;center&gt;Um exemplo clássico do charme Freudiano.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10420786-6202569459015487891?l=pinball.semtitulo.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pinball.semtitulo.org/feeds/6202569459015487891/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10420786&amp;postID=6202569459015487891&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/6202569459015487891'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/6202569459015487891'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pinball.semtitulo.org/2008/05/papo-firmeza.html' title='Papo firmeza'/><author><name>Demétrius Daffara</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-95tgXht-vD0/TdrR-6j5e0I/AAAAAAAAAFk/RFsIySIF5Qg/s220/dmtr_oculos_tuister.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10420786.post-4307606798635412644</id><published>2008-05-02T00:33:00.005-03:00</published><updated>2008-05-02T00:47:14.876-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='exposição'/><title type='text'>Um favor</title><content type='html'>Faça um grande, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;grande&lt;/span&gt; favor a si e vá o quanto antes ver a &lt;a href="http://www.faap.br/hotsites/hotsite_nano/nano.html"&gt;Nano — Poética de um Mundo Novo&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fique receptivo, perceba as nuances de tudo, mantenha-se crítico e efêmero. É profundamente recompensador. Uma exposição aparentemente minúscula porém, filosoficamente massiva. Até nesse sentido parece que foi minuciosamente montada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica no Museu de Arte Brasileira da FAAP (rua Alagoas, 903) até o dia 1º de junho e é gratuita.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10420786-4307606798635412644?l=pinball.semtitulo.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pinball.semtitulo.org/feeds/4307606798635412644/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10420786&amp;postID=4307606798635412644&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/4307606798635412644'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/4307606798635412644'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pinball.semtitulo.org/2008/05/um-favor.html' title='Um favor'/><author><name>Demétrius Daffara</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-95tgXht-vD0/TdrR-6j5e0I/AAAAAAAAAFk/RFsIySIF5Qg/s220/dmtr_oculos_tuister.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10420786.post-246756031045624289</id><published>2008-04-27T23:32:00.002-03:00</published><updated>2008-04-27T23:36:51.739-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='humor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='spam'/><title type='text'>IP, Spam</title><content type='html'>Confirmado. Era o &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Endere%C3%A7o_IP"&gt;IP&lt;/a&gt;. O Speedy com seu IP dinâmico e surpresa. Agora funciona e eu acesso qualquer coisa do Blogspot. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Inclusive&lt;/span&gt; o meu blogue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Se você está lendo isso, significa que seu IP não é um Spam IP. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vade retro, Velha Surda!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10420786-246756031045624289?l=pinball.semtitulo.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pinball.semtitulo.org/feeds/246756031045624289/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10420786&amp;postID=246756031045624289&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/246756031045624289'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/246756031045624289'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pinball.semtitulo.org/2008/04/ip-spam.html' title='IP, Spam'/><author><name>Demétrius Daffara</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-95tgXht-vD0/TdrR-6j5e0I/AAAAAAAAAFk/RFsIySIF5Qg/s220/dmtr_oculos_tuister.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10420786.post-5423452242814547661</id><published>2008-04-27T22:40:00.004-03:00</published><updated>2008-12-09T06:03:22.694-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='humor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='spam'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='img'/><title type='text'>Eu, Spam.</title><content type='html'>Quando eu tento acessar qualquer blogue do blogspot, inclusive o meu, recebo a seguinte mensagem:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_zeZleOy4iAU/SBUsZvNbKyI/AAAAAAAAAC0/sd0ZvUpmj60/s1600-h/erro.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_zeZleOy4iAU/SBUsZvNbKyI/AAAAAAAAAC0/sd0ZvUpmj60/s400/erro.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5194106565922859810" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apaguei cookies e tudo. Não ajudou nada. Vou desconectar e voltar porque provavelmente é o IP que o Speedy pegou ou coisa assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu me lembrei, instantaneamente, daquela comunidade, &lt;a href="http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=4675078"&gt;Eu acho que sou um SPAM&lt;/a&gt; cuja descrição abrange aquelas imagens dificílimas para diferenciar se você é uma máquina ou gente mesmo. Não é sempre mas a maior parte das vezes eu fico em dúvida e arrisco mas, me deparo com "A seqüência digitada não corresponde com a imagem exibida. Favor, tentar novamente" e é de foder porque aparece &lt;span style="font-style:italic;"&gt;outra&lt;/span&gt; seqüência diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não é apenas em verificações virtuais que me deparo com a possibilidade de ser Spam. Se eu fosse um spam, na vida real, provavelmente seria um da Velha Surda porque não é possível. Em um exemplo recente, ontem eu estava comendo algo com uma &lt;a href="http://moloko-velocet.blogspot.com"&gt;amiga&lt;/a&gt;, no Habib's, antes de seguirmos para a Virada Cultural. Ela me contava sobre a sua cabeleireira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— E ela é uma mulher que além de cobrar barato pelo corte, tem uma vivência incrível, ela conhece de tudo, de filmes a música e tudo o mais mas, olhando pra ela você não diz.&lt;br /&gt;— Por que?&lt;br /&gt;— Ela é negra, gordinha, com cabelão comprido e saia longa, parece uma dona-de-casa comum mas, já viajou pra fora e tudo, até. E ela tem uma filha, que é paralítica.&lt;br /&gt;— Como é? — perguntei meio estarrecido.&lt;br /&gt;— Paralítica, ela tem um problem--&lt;br /&gt;— Ah! Ufa, paralítica! Menos mal!&lt;br /&gt;— Menos mal?!&lt;br /&gt;— Não! Não é isso! É que eu entendi que você tinha dito que a filha dela era "paraíba" e eu pensei "meu deus, eu não sabia que a Flávia tinha esse preconceito".&lt;br /&gt;— Hahahahahahahahahah!&lt;br /&gt;— Hahahahahahahahah!&lt;br /&gt;— Mas não, imagina. Ela é &lt;span style="font-style:italic;"&gt;paralítica&lt;/span&gt; mesmo.&lt;br /&gt;— E eu sou meio velha surda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.uol.com.br/folha/ilustrada/images/16roni02.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px;" src="http://www.uol.com.br/folha/ilustrada/images/16roni02.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Eu, Spam.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10420786-5423452242814547661?l=pinball.semtitulo.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pinball.semtitulo.org/feeds/5423452242814547661/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10420786&amp;postID=5423452242814547661&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/5423452242814547661'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/5423452242814547661'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pinball.semtitulo.org/2008/04/eu-spam.html' title='Eu, Spam.'/><author><name>Demétrius Daffara</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-95tgXht-vD0/TdrR-6j5e0I/AAAAAAAAAFk/RFsIySIF5Qg/s220/dmtr_oculos_tuister.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_zeZleOy4iAU/SBUsZvNbKyI/AAAAAAAAAC0/sd0ZvUpmj60/s72-c/erro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10420786.post-7672786756701551277</id><published>2008-04-23T12:01:00.002-03:00</published><updated>2008-04-23T12:06:12.759-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='banalidades'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='terremoto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='humor'/><title type='text'>O tal Terremoto - II</title><content type='html'>Placas tectônicas o caralho. Certeza que o Terremoto foi alguma ação em comemoração ao Dia Mundial da Terra, que, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;coincidentemente&lt;/span&gt;, foi ontem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a ação foi publicitária ou geológica ("espontânea") eu ainda não sei dizer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10420786-7672786756701551277?l=pinball.semtitulo.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pinball.semtitulo.org/feeds/7672786756701551277/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10420786&amp;postID=7672786756701551277&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/7672786756701551277'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/7672786756701551277'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pinball.semtitulo.org/2008/04/o-tal-terremoto-ii.html' title='O tal Terremoto - II'/><author><name>Demétrius Daffara</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-95tgXht-vD0/TdrR-6j5e0I/AAAAAAAAAFk/RFsIySIF5Qg/s220/dmtr_oculos_tuister.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10420786.post-543546793052253018</id><published>2008-04-23T10:07:00.005-03:00</published><updated>2008-09-11T09:15:14.543-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='banalidades'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='terremoto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='humor'/><title type='text'>O tal Terremoto</title><content type='html'>Ocorreu um terremoto, é o fim do mundo. Fala-se em Tsunami. Um especialista diz que não há a possibilidade de Tsunami. Então, fala-se que também não havia probabilidades de um terremoto de 5,2 graus. Não sei, li a notícia e pensei "tudo bem. O que se há de fazer?" e aí, no site da Folha há algo muito melhor que a notícia em si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São os &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u394728.shtml"&gt;"relatos dos leitores sobre o terremoto que atingiu o país"&lt;/a&gt;. Não li todos ainda porque quero guardar algo para um dia cinzento (ou de terremoto!) mas isso vale ouro! Relatos como os devaneios &lt;em&gt;dessa gente bonita que canta e grita&lt;/em&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;"Trabalho há 15 anos num escritório que fica no 12º de um prédio da Rua Pamplona. Já é o terceiro 'terremoto' que vivencio. Na primeira vez, achei que era uma vertigem até descobrir, através do site do UOL, que tinha havido um tremor. Da segunda vez --&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;a idade traz mais medo&lt;/span&gt;-- achei que o prédio podia estar caindo! Hoje à noite estava, como sempre, trabalhando no computador. A impressão que tenho é que a cadeira começa a se balançar e &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;sempre fico em dúvida se sou eu que estou um pouco tonta ou se realmente é um tremor&lt;/span&gt;. Nunca tinha sido tão longo quanto hoje. A sensação é estranha, mas as coisas não se mexem: papéis, copos, lápis, nada do que estava na mesa se mexeu."&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou, o relato sobrenatural de Waléria Branco:&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;br /&gt;"Eu estava em meu computador e senti a mesa do computador tremer meio forte quase andando, acho que alguns minutos depois das 21h. Neste mesmo momento um amigo escreveu que o prédio dele tinha tremido que poderia ser um terremoto e eu ate ri, mas falei que o meu computador tinha tremido forte e ate pensei que era algo espiritual pois estava brigando com minha mãe (&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;apesar de não acreditar em espíritos né&lt;/span&gt;)."&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou a sensação de Guilherme Pereira Mendes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;"Em Campinas (Parque Itália perto do centro), por volta das 21h, foi &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;sentido&lt;/span&gt; o tremor que durou alguns segundos, dando a &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;sensação&lt;/span&gt; que eu estava com vertigem e tremeu o chão e o arquivo de pastas suspensas, ao lado do meu computador onde &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;senti a sensação&lt;/span&gt;. &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Sensação horrível&lt;/span&gt;. &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Gostaria de saber os motivos e como nos defender desta manifestação da natureza.&lt;/span&gt;"&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou ainda a Hollywoodiana decepção de Amir:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;"Estava trabalhando no computador quando achei que estava balançando. No início pensei que estava passando mal, mas depois reparei que o fio espiral do telefone, que sai do aparelho, fica pendurado no ar e volta ao monofone, estava balançando. Saí correndo pela casa à procura de outros indício do tremor, e quando cheguei na área de serviço &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;vi o cesto da máquina de lavar roupa balançando&lt;/span&gt;. &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Só estranhei que os cachorros estavam quietos, achei que no caso de um tremor ficariam todos latindo sem parar.&lt;/span&gt;"&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, cada lugar tem depoimentos sensacionais, uns melhores que os outros. Sem falar em erros crassos de português (falta de acentuação ou excesso dela [li um &lt;span style="font-style:italic;"&gt;algúns&lt;/span&gt; que me fez questionar ainda mais o sistema de educação]) ou ainda, todo mundo erra e tudo mas pomba, é no site da Folha de S. Paulo! Não há um editor responsável para corrigir esse tipo de erro ou a idéia é deixar os erros pra parecer que é &lt;span style="font-style:italic;"&gt;autêntico&lt;/span&gt;?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falando em autenticidade, honestamente, muitos relatos começam com "Aqui também tremeu", "Estou comunicando que", "Senti o tremor", etc. etc. Fora de brincadeira, como é isso? Essas pessoas ligam ou mandam e-mails à Folha de S. Paulo pra falar do terremoto ou é o jornal que sorteia números de telefone e perguntam "Oi, e aí? Tremeu?"? Porque a notícia diz que "Se você sentiu o tremor de terra, envie seu relato para a Folha Online por meio do e-mail enviesuanoticia@folha.com.br" e, obviamente, é hora de anunciar coisas de graça. Segue modelo (É só preencher as lacunas!):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;"Aqui em ____________ também tremeu! Senti o chão balançar e culpei a marvada. Fiquei preocupado pois estou vendendo um _____________ em estado de novo e ele não sofreu nenhum arranhou, continua lindo. Lembro que minha vizinha ficou muito assustada e achou que seu telefone não conseguia fazer ligações. Ela gritou em meu portão "___________, qual o seu telefone? Preciso fazer um teste!". Eu falei "Meu telefone é (__) _____-_____!" ao que ela respondeu "Estou tão assustada! Vou testar meu telefone ligando pra você agora, tudo bem?! Ei... belo _____________!"&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da maneira como eles estão revisando os textos, é batata!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10420786-543546793052253018?l=pinball.semtitulo.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pinball.semtitulo.org/feeds/543546793052253018/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10420786&amp;postID=543546793052253018&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/543546793052253018'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/543546793052253018'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pinball.semtitulo.org/2008/04/o-tal-terremoto.html' title='O tal Terremoto'/><author><name>Demétrius Daffara</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-95tgXht-vD0/TdrR-6j5e0I/AAAAAAAAAFk/RFsIySIF5Qg/s220/dmtr_oculos_tuister.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10420786.post-2754772839385777446</id><published>2008-04-21T15:39:00.011-03:00</published><updated>2008-07-25T14:21:37.565-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ficção'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Flávio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Gregor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Camila'/><title type='text'>A Indefinição do Amor</title><content type='html'>&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;De tempos em tempos o ser humano se vê em questões que não há uma resposta. Há diversas. Nem todas são adequadas nem são inadequadas. São questões que dependem de cada pessoa, da experiência pessoal de cada um. Posso citar agora sem pestanejar algumas delas que você poderá responder com prontidão com base em seus preceitos científicos, religiosos, pessoais, políticos ou cotidianos. Qual o sentido da vida? Qual o sentido da morte? O que é a beleza? O que é moralmente certo? Quantas pessoas você vai amar na sua vida? Existe, afinal, o amor? São questões que não têm uma resposta definitiva. Sua resposta hoje não é exatamente a mesma de um ano atrás e nem será em seis meses. Ou em vinte minutos. Há alguns dias, em uma discussão sobre inabilidades, entre xícaras de café, citei minha total incapacidade em lidar com o que eu acreditava ser uma das únicas certezas de nosso mundo, a Física, exceto claro, que a gravidade equivale a dez metros por segundo. O que isso significa eu não exatamente sei, mas ainda que eu não compreenda com clareza, está lá. E um rapaz disse que a única coisa que ele tinha aprendido na Física era que tudo dependia de um referencial e, mais que isso, levou essa lição para sua vida. Tudo depende de um referencial. E esse referencial é uma variável mutante, uma lente que ao se voltar para um determinado ponto, projeta automaticamente uma nova e diferenciada perspectiva. Particularmente, não gosto do termo pois sempre soa tão generalista, burro e já em tom de desculpas, mas é como dizem: É uma questão de ponto de vista. Veja você, leitor, como soa feio dizer "questão de ponto de vista" ou "mas é meu ponto de vista"? Não existe tal coisa na verdade. Ou ainda, existe e é redundante. Me desculpem os neutros ou fracos de opinião, mas qualquer coisa que você diz é seu ponto de vista, é a sua opinião. Eu quero dizer, não pode ser a opinião ou ponto de vista de mais ninguém, certo? É como quando se diz que não se discute religião ou política. Um absurdo, é claro que se discute religião ou política! Digo que não é educado fazê-lo em um primeiro encontro, mas superadas as formalidades, o que impede alguém de discutir tais assuntos? Provavelmente será uma discussão em vão, uma vitrina de pontos de vista que resultará em duas pessoas firmes às suas convicções, porém e aqui é onde eu quero chegar, com maior consciência das convicções alheias. É um tempo de tamanho egoísmo e valorizações unilaterais nos piores dos sentidos, impulsionados pela assepsia da moral que ainda me surpreendo ao me surpreender em como as pessoas não conseguem ver valor em olhar às outras e aprender com pessoas igualmente diferentes. Não defendo um esquecimento do ser humano como criatura única, mas a consciência de que o único é bom e entender o que torna a outra pessoa tão única só enriquecerá a sociedade. E esse referencial pode ser científico, religioso, pessoal, político ou social. Separadamente e todos juntos ao mesmo tempo. Além de inúmeros outros que são levantados ou derrubados em cada situação. A cada segundo.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;De volta às questões iniciais, há uma que eu  gostaria de tentar responder aqui com você. A última questão, no caso. Existe o amor? É uma questão difícil porque remete a linhas fisiológicas, instintivas, filosóficas, abstratas e pessoais. Mais uma vez sobre os referenciais (prometo que deixarei isso de lado já), alguém solitário afirmará, de pronto que não existe. Outro, em um namoro feliz, já dirá com certeza que existe. E caso esse último sofra algum tipo de rompimento nesse relacionamento, se sentirá machucado e negará a existência de tal sentimento porque lhe é conveniente. E eu te pergunto, meu caro leitor: podemos negá-lo, mas será que ao fazê-lo, o amor realmente deixará de existir?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Apesar de todas as possíveis referências e leituras, recentemente descobri que ele não deixa de existir e que ele realmente existe. Ainda abstrato, mas pude finalmente vê-lo em algumas linhas que li na semana passada de uma carta que jamais foi enviada, aparentemente. Linhas escritas por um grande amigo, o Gregor, não sei exatamente quando, pois ele não colocou uma data no papel. Há uns dez dias, Gregor tomou um avião e cruzou o Atlântico, deixando para trás um apartamento repleto de muitas cartas, anotações e alguns cadernos com textos e poemas que ele escrevia de vez em quando. Ele sempre gostou de escrever e apesar de nunca ter se profissionalizado como escritor, ele escreve muito bem. Profissionalmente, de certa forma, ele também escreve, mas com tintas diferentes. Conta outras histórias. No papel, as histórias são sobre ele, quase sempre. Como um constante reprocesso de si através de papel e caneta esferográfica preta. Quando não são sobre ele, são sobre ele de uma outra forma. Lembra-se do que eu o disse? Não tem como ser sobre outra pessoa já que em nosso estado atual só podemos ter o nosso ponto de vista até que outras pessoas também o façam. E apesar desse inestimável material, ele não disse nada a nenhum de nós, jamais. Nem uma palavra. Dois dias após sua viagem, ele me ligou com seu típico tom de irrepreensível felicidade como se sempre existisse algo a mais a ser dito, dizendo apenas "Flávio, por favor, tire minhas coisas de meu apartamento e se quiser guardar algo, guarde, mas por mim, pode ir tudo o que há por lá para o lixo. Aliás, conto com você para isso!". Em pouco tempo vão colocar o apartamento para alugar, novamente e eu o entendo: Também preferiria ter tudo colocado no lixo, onde qualquer pessoa, qualquer estranho pode pegar o que (e se) quiser a deixar um grupo limitado de estranhos tomarem posse porque tudo estava disponível a eles.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;E então, no dia seguinte à ligação, fui ao apartamento. Desde então, eu estou aqui. E, por Cristo, onde o Gregor estava com a cabeça? Uns móveis velhos e empoeirados podem mesmo ir ao lixo, mas suas raízes mais antigas estão aqui. Seus livros, discos, textos e fotografias permaneceram aqui. Não todos, eu imagino, não sei o que ele levou consigo, afinal. Quando eu entrei no apartamento, o cheiro quente de mofo quase me fez recuar. Prendi a respiração, corri para as janelas e as escancarei todas. Saí de volta ao corredor e aguardei alguns minutos até não mais sentir aquele ar viciado. Alguns poucos dias fechado e o lugar parece um porão.  Em seguida, entrei e pude realmente observar o apartamento. Não pensei em muitas coisas, só me passou pela cabeça que as paredes precisavam de uma pintura e os móveis, de fogo. Desci até o carro e peguei algumas caixas de papelão. Subi de volta ao apartamento e me sentei junto a uma pilha de papéis do Gregor. Era estranho fazer isso porque parecia tão fúnebre e errado mexer em suas coisas, dessa maneira. Escolher o que deveria ou não ir ao lixo. Ele me disse que tudo iria, mas se ele estivesse aqui, com certeza não se desfaria de nada disso.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Separei os papéis por relevância. Simplesmente o que era relevante ou não. Certidão de alistamento? Relevante. Lista de compras com apenas dois itens: café e chicletes? Não relevante. Não era muito estimulante, admito. Até que, em um canto do quarto de Gregor, encontrei um par de cadernos, folhas soltas e algumas cartas recebidas, bem amarrados, com uma caneta prendendo o laço. Ao lado dessa pilha, mais ao canto, uma bola de papel amassada distraidamente, formada por uma porção de folhas. Era uma carta. Aparentemente não foi enviada, mas considerando o número de rabiscos e correções, pode muito bem ser um rascunho. Como eu poderia saber? Sentei-me no chão, apoiado à cama e coloquei-me a analisar o conteúdo do papel. Se relevante ou não. Ao ler a sua assinatura, ao final de todas aquelas páginas, corri de volta ao início. Não tinha data alguma. Não parecia tão antigo, só desgastado, como se lido e relido inúmeras vezes, dobrado, desdobrado e redobrado insistidas vezes, em sabe-se lá que momentos. Eu mesmo reli em seguida. Devo dizer que no momento, e desde então, não consigo pensar em nenhum outro referencial tão pessoalmente universal para expressar o amor como essa carta, que reproduzirei integralmente aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Boa leitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;i&gt;"COMEÇO&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Pronto. Não sabia por onde iniciar a escrever e lembrei que a melhor maneira de fazê-lo seria pelo começo. Esse foi ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Não sou muito bom com datas e esses sistemas popularmente aceitos para medir o tempo, você sabe bem disso. Mas, após consultar um calendário (agora eu tenho um!) percebi que já faz cerca de dois meses que nossa relação acabou, estamos distantes e não mais nos falamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Bosta. &lt;/i&gt;Esse&lt;i&gt; começo todo soa tão austero, como se eu estivesse com a voz embargada, em lágrimas, com a barba mal-feita e cheirando à tristeza. Fico feliz em poder escrever que não estou. Fico feliz em poder escrever que não estou, mais. Essa carta pretende justamente expor isso. Não, não &lt;/i&gt;isso&lt;i&gt;. Porque não é como um ato de orgulho absurdo ou uma tentativa meio patética de auto-afirmação pós-rompimento. Já superei isso também, da mesma forma que eu o fiz por causa de outros relacionamentos anteriores, com dito-insucessos incomparáveis ao tamanho do que senti quando eu a perdi. Droga, não gosto de dizer que eu a perdi, Camila, já que nunca realmente a possui. Isso não existe, sob nenhuma variável. Isso não existe simplesmente porque possuímos carros ou sapatos, mas pessoas, não. Por isso não gosto de dizer que eu a perdi. Mas, manterei o termo, na falta de palavra melhor. Para todos os efeitos, vou tentar abolir ao máximo as explicações ou possibilidades lingüísticas de cada palavra ou sentença que eu escrever. Acho que você me conhece mais que o suficiente e já sabe o quão literal e figurado cada termo é, para mim. Um paradoxo, sempre. E sob essa dúvida proposital eu vou me manter.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Por que estou escrevendo, afinal, você pode se perguntar. É uma dúvida razoável! Tive o impulso noutro dia e novamente esta manhã. E quando planejei isso, mentalmente, achei que começaria daqui porque &lt;/i&gt;aqui&lt;i&gt; é o começo real. Então, mesmo que já esteja caminhando para a segunda página, sinta-se à vontade para considerar como começo o parágrafo &lt;/i&gt;a seguir&lt;i&gt; — se faz necessário colocar novo parágrafo para ter uma continuidade aceitável.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Outro dia, pela manhã, acho que foi há uns dez dias, eu estava me vestindo para ir à padaria. Compraria algo para o café da manhã. Estava ouvindo uma canção qualquer que só estava realmente tocando como uma música incidental em um filme, para preencher um vazio sonoro que se apossou de lugares como meu apartamento, em tempos mais recentes. Passei rapidamente pelo espelho para garantir que eu ainda estava lá e parei em frente à parede em que penduro as fotografias. A rotatividade dessa parede é enorme e, ainda que de uns tempos para cá eu esteja um pouco desleixado e mais freqüentemente tirando fotos de lá do que pendurando, eu não pude deixar de notar que quase dois meses depois a sua foto ainda estava lá. Você consegue entender isso? Eu fiquei muito confuso, inicialmente, é claro. Nunca me habituei a você a ponto de não percebê-la ou sequer a venero platonicamente, o que seria perfeitamente compreensível. Se me permite explicar desse &lt;/i&gt;aspecto platônico&lt;i&gt; (prometo que não vou me prolongar) e considerando o que eu defino como platônico, pessoalmente, eu não teria começado nem a escrever isso ou escreveria e, talvez, a carta nunca saísse daqui. Porém, concordo com absoluta franqueza que de platonismos vivemos e muitas vezes não percebemos que o fazemos com tantas pessoas diferentes. O viver platônico também é o planejar com antecipação acontecimentos, eventos e situações com as outras pessoas ou com o mundo. É gerar aquele mínimo saudável de expectativas, é um amor pelo viver e pelo fazê-lo pleno. PLA.TO.NIS.MO (fim do aspecto platônico).&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Voltando à parede de fotos, encarei sua foto por longos minutos. Ela está lá entre tantas outras com ou sem relação direta —principalmente sem— e por alguns bons minutos me perguntei o porquê. Analisei tudo por um instante. Estou bem, estou feliz; a minha vida continuou como esperado e muito bem. Imagino que a sua também. Porém, sua foto, você, ainda está lá. Não tenho idéia de quantos minutos se passaram entre o momento em que a percebi em minha parede e cheguei a uma conclusão. Digamos que fora por dez minutos. Após dez minutos, então, entendi: Sua foto ainda estava ali porque eu não posso negá-la. Colocar em um arquivo e falar "hora de recomeçar". Não acredito em recomeços impulsionados por esse tipo de estímulos, eles seriam frágeis e falsos demais. Recomeços ocorrem o tempo todo, movidos pelo insignificante. Quando você o percebe como recomeço, provavelmente você já perdeu a primeira parte da história. Eu simplesmente não posso negá-la porque eu a amo, honestamente. Farei uma (nova) volta no tempo para ser mais claro.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Há cerca de dois meses eu estava em um dia tremendo. Por alguma razão que pouco importa no momento, eu estava radiante. Era um dia realmente espetacular! Aqui e ali existia aquelas preocupações diárias, mas meus ânimos estavam à flor da pele. No final da tarde, meu celular soou por um instante. Era uma mensagem sua. Ao ver seu nome ali, no visor, já sorri largamente e abri a mensagem. Não me lembro os motivos para o dia ter sido tão bom, o que eu vestia nem qual era o clima daquela tarde. Me lembro apenas com clareza de suas palavras na mensagem: "Eu acho que eu não te amo mais". Vê? Ainda agora elas parecem tristes, sinceras e cinematográficas e, no momento, eu fiquei em choque. Após algumas mensagens, nos encontramos e conversamos melhor, mas o que eu poderia fazer? Um problema com a maneira que eu falo com seus amigos é uma coisa. Ou, uma suposta inadequação de meu comportamento em relação a um problema seu ou de alguém próximo (E para tanto, modestamente peço perdão por essas atitudes infantilóides que tantas vezes tive). Mas, o que fazer quanto alguém simplesmente não te ama mais? O amor está sob constante mutação e, assim sendo, sob constante definições de autores, artistas e pessoas em geral. No entanto, ele pode acabar? Eu realmente não vejo por que não já que você não pode medi-lo, mas quando você ama, você sabe que ele está lá, então, quando você não o percebe ali, provavelmente ele acabou. Uma vez, durante uma crise, você me questionou "Já ocorreu contigo? De repente, sem razão aparente, já te aconteceu de descobrir que um dia você simplesmente não ama a pessoa que você deveria amar? Porque você está cansado demais ou ocupado demais ou apenas porque não conseguia mais &lt;/i&gt;sentir&lt;i&gt;?".&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;A coisa toda é tão complexa que eu fiquei atordoado por um tempo. Saía com diversas outras mulheres, procurava esquecê-la, apagar o amor que eu ainda sentia por você. Todo dia surgia uma nova teoria e conseqüente experiência que faria o amor "acabar" e, no final do dia, era tudo ridiculamente em vão e eu me sentia realmente estúpido, inserido em todo esse clichê. &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;E o problema desse clichê é que quanto mais pessoas você envolve em algo assim, mais pessoas são machucadas; Mas, inicialmente foi bom, claro. Só que assim como isso veio, se esvaziou; eu preferia não estar mais ali, no meio daquelas pessoas, sorrindo como um imbecil e me enganando daquela maneira. Quando notei que enganava tantas mulheres proporcionalmente à necessidade de você, parei com aquilo tudo, por um tempo. Não tinha efeito algum. Estava tão entretido por aí que esqueci realmente de mim. Quando consegui, parei. Respirei. Olhei para mim. E estava tudo lá, ainda. Uma mágoa de amar e saber que não é amado de volta. Busquei amparo em canções e sofria silenciosamente. Me peguei com uma freqüência maior do que consideraria ideal balbuciando canções como &lt;/i&gt;Ne Me Quitte Pas&lt;i&gt; tal qual um mantra, oculto sob essa aparente e costumeira impassibilidade (ou quem sabe frieza) de minhas atitudes, no meu dia-a-dia. Mas eu permanecia completamente vulnerável. Ouvi as canções que me lembravam de você e vi filmes também. Lembrava de seus comentários sobre dadas cenas como se fosse uma daquelas opções extras de áudio e, movido pelo meu usual otimismo eu tentava me convencer de que ainda que tenha sido um duro fim, foi incrível enquanto durou.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Hoje, eu vejo como isso foi um erro e percebo que é um erro muito comum. Claro, você deve se apegar ao que valeu a pena, porém um dia eu me questionei: Então foi &lt;/i&gt;isso&lt;i&gt; que valeu a pena? E aqui, vejo agora, foi um verdadeiro recomeço, não no sentido de ignorar que você existiu, mas algo mais próximo de ignorar como eu agi após o fim.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Pensei por alguns dias e, nessas reflexões e auto-análises constantes, encarando tudo sob a mesma ótica, consegui separar bem o saudosismo e a memória do valor real desse amor que eu ainda sinto, pra mim. Conclui que sim, eu te amo e eu te amo mesmo. Eu te amo e não é preciso que você me ame de volta porque seria um tremendo erro pedir que o faça só para cumprir uma vaidade minha. Entendi que eu te amo porque o amor que você deu pra mim e eu sinto ainda por você é muito maior que o &lt;/i&gt;amor&lt;i&gt; que se pinta por aí. E eu o subestimei esse tempo todo. É algo muito além. Por te amar tanto, aprendi a viver em função do amor. Aprendi a ser uma pessoa melhor e aprendi que as pessoas de uma maneira geral têm tanto medo de ficarem sozinhas que se submetem a viver sem amor. E quase em uma torrente de otimismo e auto-ajuda, o amor-próprio já é uma manifestação real de que a solidão não é um problema em si e que estar sozinho não significa que você está solitário.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;É fácil, tão fácil, acabar com um relacionamento e negar a pessoa, negar o amor que você sente pela pessoa e assim, procurar seguir em frente. A beleza da coisa está em justamente encarar o amor ou o ódio e ver o quão isso realmente faz parte de você. No calor do momento você não consegue separar nada, mas é possível e é realmente gratificante fazê-lo.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Falei que posso &lt;/i&gt;entender&lt;i&gt; o amor como algo finito. Contudo, particularmente, eu digo que ele não tem fim. Acho curioso notar que cheguei a discutir isso com um amigo e ainda que eu tivesse parte disso em mente, ainda me chateava um pouco. Ele me falou algo que soa um tanto radical, à primeira vista, mas que complementa perfeitamente o que escrevi há pouco. Considerando que o amor não tem fim, um dia descobrir não mais amar, por exemplo, indica que o amor nunca existiu, de verdade. Parece egoísta demais e aqui deixo a decisão pra você caso um certo grau de egoísmo é bom ou não. Em minha opinião, sem o egoísmo não há nada. Egoísmo é o nome feio dado para algo que pode ser bonito, sob as proporções devidas, claro! Honestamente, pense na palavra, independente de tudo que ela significa pra você: EGOÍSMO. Descartemos o &lt;/i&gt;ismo&lt;i&gt;, &lt;/i&gt;ismos&lt;i&gt; nunca são saudáveis, são comportamentos obsessivos, vícios. E então? O que temos? EGO. Eu. Droga, em que momento a nossa sociedade conseguiu transformar algo tão próprio e bonito como o EU em algo pejorativo ou errado ou em um comportamento obsessivo? Não há apenas certo ou errado, assim como as pessoas não precisam ser personagens ególatras e viciadas em si por tentar manter um &lt;/i&gt;mínimo&lt;i&gt; de individualidade. Poderia me estender por páginas e mais páginas, dissertando sobre religião, educação, moral ou política. Todos esses factóides sob o meu ponto de vista, o que acha? Ninguém leria esse lixo, claro. Nem mesmo eu. Por isso não chegarei tão longe. Mas, eu devo dizer que essas esferas sociais e tantas outras são sempre amplamente difundidas mas tão, tão pouco pensadas, pra valer. Pensadas, pra valer. Pensar, pra valer, demanda tempo e energia assim como pensar, pra valer em si mesmo como o centro do mundo, de seu mundo ao mesmo tempo em que pensar os outros como outros centros do mundo, dos mundos deles, parece profundamente entediante quando um programa de vinte e dois minutos é exibido em trinta e sua única preocupação é com o volume de sua televisão. Não há espaço para si e, por mais que eu simpatize com a televisão, o dito aproveitável é mínimo e esse vazio transmitido tem massa o suficiente para preencher e atordoar a mais prolífica das mentes. Por isso eu considero o egoísmo, esse egoísmo parafraseado, o &lt;/i&gt;meu&lt;i&gt; egoísmo, algo que pode até ser um pouco romântico. Aliás, ando tão maravilhosamente egoísta que clamo o egoísmo de &lt;/i&gt;meu&lt;i&gt; porque o egoísmo de uso típico, por definição é feio e meio ocre, meio verde. Cheirando a madrasta de contos infantis. É o vaso de terra jogado no chão recém-limpo para que a princesa não consiga terminar a faxina a tempo de ir ao baile. O &lt;/i&gt;meu&lt;i&gt; egoísmo poderia ser esse "amor-próprio" ou qualquer coisa que quiserem chamar. Um nível moderado de egocentrismo é tão benéfico como uma xícara de chá no final de um dia desgastante. O meu argumento é que todos, sem exceção, todos nós, seres humanos, somos auto-suficientes. Absolutamente auto-suficientes. Já li que não somos auto-suficientes ou que &lt;/i&gt;precisamos&lt;i&gt; dos outros pra viver. Isso é uma mentira gigantesca. Nos convenceram assim, mas prefiro ver a verdade nas linhas de: não &lt;/i&gt;precisamos&lt;i&gt; das outras pessoas, nós as apreciamos ou as admiramos, mas isso é diferente de precisar porque precisar indica uma necessidade de suprir algo que falta em você. Sendo você auto-suficiente, se trata de uma reação impulsiva, quase humilhante, talvez e precisar, nesse sentido, só pode resultar em algo realmente terrível, o descarte. Por favor, não seja simplista, Camila. Não aqui. Não seja simplista sobre a definição de precisar. Se você tem um problema com a fiação da sua casa, você &lt;/i&gt;precisa&lt;i&gt; de um eletricista. Esse precisar é justamente o oposto do precisar a que me refiro. Vou me apoiar em um exemplo mais concreto e genérico: "Casal se conhece, se apaixona e namora. Entre as juras de amor, rapaz diz à moça (ou vice-versa) que a 'ama' e que &lt;/i&gt;precisa&lt;i&gt; dela. Diz que estava incompleto, mas que ela o fez completo, que não imagina a vida sem ela, etc., etc." e aí o que segue é uma espécie de gratidão misturada a tantos outros elementos que permeiam uma relação. E não me entenda mal, tantas vezes eu ou você ou qualquer um no planeta pode e deve se sentir grato e os motivos que geram essa gratidão não precisam de forma alguma ser incensuráveis, mas acredito que a gratidão seja temporal. Ou limitada, pelo menos. Temos uma mania meio cristã de eterna gratidão, mas de rancores efêmeros o que é, no mínimo, incongruente. Se devemos perdoar e esquecer as ofensas, por que devemos viver dois mil anos sob a sombra de uma gratidão?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Vivemos tão imersos nessa gratidão de coisas passadas em relação a outras pessoas sem diferenciar se o que sentimos é uma sensação real ou compulsória. Fala-se em banalização do amor, mas no fundo banaliza-se a gratidão, a necessidade, o meio, a mensagem, eu e você. Uma auto-banalização. Há a gratidão, mas por que viver em função dela? De volta ao exemplo, o precisar-gratidão é aquele erro extremamente comum que cometemos, cada qual à sua freqüência. Precisamos das outras pessoas, seja para satisfação ou para aprendizado porque somos auto-suficientes sim. Porém, eternamente incompletos. Se você aprende algo com alguém, você pode sentir-se grata à pessoa porque ela a mostrou algo que a completou em um sentido, mas isso não significa que a &lt;/i&gt;pessoa&lt;i&gt; a completou. Há sempre essa confusão. Somos insuficientes em saber pois nos expandimos a todo segundo enquanto vivemos então, há sempre uma &lt;/i&gt;lacuna&lt;i&gt; a preencher. Mas, se confunde essas lacunas com incapacidades. E rapidamente nos descobrimos capazes em função de outras pessoas. Precisamos de outras pessoas porque elas nos completam e quando nos vemos distantes ou sem essas pessoas, temos a sensação de vazio, de que estamos perdidos ou apenas solitários. É um vazio, mesmo. Porque nos preocupamos tanto com gratidões eternas ou com a busca do outro por vaidade que o que você poderia ter aprendido foi apenas repetido, como uma cartilha com as palavras pré-tracejadas. Você traçou as palavras e entendeu como funciona, mas se retiram a cartilha e os esboços a preencher, você conseguirá pensar por si só e reescrever algo além daquelas palavras?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;De volta ao amor.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Falei que o amor está sempre em mutação. Falei que subestimei o amor que senti por você, colocando-o sob os parâmetros do amor que é difundido em todos os lugares de como é o amor. Já em explícita contradição, eu a digo que de tudo o que se fala do amor, nada deve ser levado em consideração simplesmente porque não há uma regra. Digo-lhe agora que essa mutação e transformação é a causa dos desentendimentos que levam casais a se separarem sob a acusação de que o "amor acabou". Basicamente, ele se transformou e se transformou em algo diferente do que eles tinham em mente. Ele não acabou, mas tampouco é &lt;/i&gt;aquele&lt;i&gt; amor. Não é maior ou menor. É diferente, apenas e as pessoas têm medo do diferente. Como se paralisadas pela própria condição mutável de si mesmas e que dificilmente é aceita (por alguma razão as pessoas se orgulham de "ser" enquanto a beleza reside justamente no "estar"), as mudanças vão sendo negadas, mas negá-las não as faz deixar de existir. Cabe aqui enfatizar uma regra que considero universal, até que se prove o contrário: Negar não anula a existência de nada. Apenas adia o confronto. Então, por que se dar o tempo de negar se você sabe que é inevitável? (Não confunda, por favor, com destino ou nada assim. Falo de lógica humana e consciência da conseqüência dos próprios atos e ações. Não sei se existe tal coisa como o destino. Sempre me parece outro comodismo anestésico para justificar o que você não conseguiu prever e, prolongando esse parêntese mais do que o previsto, não acho que &lt;/i&gt;tudo&lt;i&gt; seja previsível porque são os toques de imprevisibilidade [quem sabe o&lt;/i&gt; caos&lt;i&gt;?] que prevalecem em nosso dia-a-dia. Contudo, me volto agressivamente contra o oposto absoluto, que seria o tal destino, em que não temos nenhum controle sobre nós ou nossas vidas porque tudo está predeterminado. Considero essa posição pretensiosamente inocente. Até talvez inaceitável. E o problema é que, na maneira que as relações foram estabelecidas em nossa sociedade, se você volta-se absolutamente contra esse comodismo do destino e começa a agir permanentemente e automaticamente por si sob suas próprias regras, você é igualmente comodista, apenas à sua maneira).&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Se em um casal as duas pessoas negam as suas próprias mudanças e a mudança do amor, segurando-se à outra desesperadamente, como uma espécie de corrimão espelhado, simultâneo e recíproco, culminará em dado momento que elas se apoiarão apenas na gratidão de tempos passados sem nenhuma perspectiva de futuro. A mudança é um crescimento e assim como sempre temos novas lacunas e necessidades a preencher, a mudança nos possibilita suprimi-las da melhor maneira possível. Se adiarmos a mudança, ela se acumula e simultaneamente ao enfraquecimento do relacionamento, ela gradativamente ganha força e um dia, quando somos obrigados a nos deparar com o inevitável, os corrimãos parecerão correntes e o relacionamento um suplício. "O amor acabou", simplifica-se. E agora eu consigo olhar melhor pra isso e repito: Não acabou. Não acaba. O amor simplesmente não acaba. Ele se transforma, cresce e quando o subestimamos, como freqüentemente o fazemos, ele parece fraco ou inexistente. Mas, é como ler e reler uma mesma linha diversas vezes ou repetir a si mesmo uma única palavra até que em um &lt;/i&gt;jamais vu&lt;i&gt;, ela parecer completamente estranha e desprovida de qualquer razão. É uma fadiga da redundância. Se somos acometidos desse tipo de fenômeno em situações absurdamente corriqueiras, Camila, o que nos impede de sofrermos de reação semelhante frente ao costume de amar?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Disse, no início que nunca me habituei a você a ponto de não a perceber, Camila. Percebo que menti, de uma certa forma. Nunca me habituei a você a ponto de permanecer indiferente à sua presença, mas me habituei a amá-la sem realmente perceber o quanto eu, você e o amor mudamos. O começo então, está &lt;/i&gt;aqui&lt;i&gt;. O que eu deveria ter escrito há dez dias e só estou redigindo agora. Droga, o que eu deveria ter escrito ou eu deveria ter percebido há dois meses. Não. Eu deveria ter percebido isso antes do tal fim. Talvez, ter percebido isso antes não seria motivo o suficiente para continuarmos juntos, há momentos que, devido às mudanças e alterações em mim, você, no amor e no mundo todo, conseguimos perceber que simplesmente não há mais razões para ficarmos juntos. Eu vejo isso agora, parece-me perfeitamente lógico estarmos separados por razões já descritas aqui e tantas outras que eu jamais conseguirei definir. E para tanto, eu a estou escrevendo, não para parecer orgulhoso ou mesquinho nem nada disso. Sequer me vejo vaidoso ao escrever essa carta porque ela é o sentimento mais puramente honesto, sincero e pessoal que eu poderia tentar exprimir. E movido por este excepcional amor que sinto, sem gratidões eternas ou quaisquer enganações, eu honestamente digo: &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Obrigado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;O amor, o &lt;/i&gt;meu&lt;i&gt; amor é, por definição, toda essa indefinição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do sempre seu,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gregor."&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10420786-2754772839385777446?l=pinball.semtitulo.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pinball.semtitulo.org/feeds/2754772839385777446/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10420786&amp;postID=2754772839385777446&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/2754772839385777446'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/2754772839385777446'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pinball.semtitulo.org/2008/04/indefinio-do-amor.html' title='A Indefinição do Amor'/><author><name>Demétrius Daffara</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-95tgXht-vD0/TdrR-6j5e0I/AAAAAAAAAFk/RFsIySIF5Qg/s220/dmtr_oculos_tuister.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10420786.post-1708187823395562538</id><published>2008-04-19T13:06:00.006-03:00</published><updated>2008-04-19T13:55:22.091-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tcc'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='banalidades'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='humor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='praga'/><title type='text'>[Auto] Sabotagem</title><content type='html'>Eu sou um cretino, um  imbecil. Ontem, tinha uma pedra no meio do meu caminho. Uma pedra bonita, do tamanho de um pêssego. Eu chutei com a ponta do pé, sem muita empolgação. Ela rolou. Um segundo chute e ela rolou mais um pouco para frente. Resolvi chutar com força pra vê-la correr pra longe. Acertei a pedra e ela foi um pouco mais longe. Por alguma razão, eu chutei com a sola do pé. Futebol nunca foi meu forte e, logo após o chute, doeu. Incomodava um pouco mas tudo bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando em casa, tirei o tênis e, apesar de não estar visivelmente ferido, eu não conseguia pisar muito bem. Andava pra lá e pra cá, mancando um pouco, como naquelas piadas de manco, dizendo "deixa que eu chuto, deixa que eu chuto" ou "tô fundo, tô raso, tô fundo, tô raso". Considerando que instantes antes do incidente da pedra, no carro, tive uma cãibra mal resolvida na panturrilha direita que, também incomodou um pouco durante o dia e eu fui dormir certo de que hoje de manhã estaria bem porém está realmente dolorida e pior do que ontem, estou em um final de semana manco e auto-sabotado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já sabia que não seria dos mais animados devido a acontecimento durante a semana, a maioria em relação ao &lt;a href="http://pinballm.blogspot.com/2008/01/prlogo-trabalho-de-concluso-de-curso.html"&gt;TCC&lt;/a&gt; mas isso já é demais. Não devo me irritar. Não estou irritado. Estou irritado. Estou irritado por estar irritado quando não deveria estar. Claro, a pedra seria &lt;span style="font-style:italic;"&gt;absolutamente&lt;/span&gt; evitável, é o tipo de situação que se você pensar um pouco, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;o mínimo&lt;/span&gt;, você percebe que não vai acabar bem simplesmente porque enquanto não acontecer alguma merda você vai continuar chutando a pedra ou passando o dedo no fogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho um histórico de chutes em pedras com os tais efeitos surpresa. Certa vez, chutava uma pedra em um parque ou coisa que o valha. Metros à frente tinha uma senhora caminhando solitária com seu guarda-chuva. Ela não estava na minha frente exatamente, estava mais à direita ou à esquerda. Chutei a pedra em linha reta. A pedra salta com graça em linha reta. Quica e quica e quica e, num quarto quique, encontra uma deformação no terreno, desvia seu trajeto e acerta &lt;span style="font-style:italic;"&gt;em cheio&lt;/span&gt; o calcanhar da velha. A velha se encolheu, num urro furioso, levando a mão ao calcanhar. Eu, Demétrius D., 16 anos, muito maduro e constrangido, mudei o trajeto em 180º. Hoje eu falaria com a senhora e tomaria a bronca numa boa mas não sei se é minha memória que colocou detalhes a mais para romantizar ou justificar a fuga mas aquela velha ficou &lt;span style="font-style:italic;"&gt;realmente&lt;/span&gt; contrariada com aquilo tudo e eu sabia que ela bateria com o guarda-chuva em mim. E eu falei que ela soltava fogo pela boca? Pois é. Eu poderia não estar aqui escrevendo isso, até. Outra vez, caminhando à noite, início de madrugada e com muito sono, chutei uma pedra da calçada e pude ouví-la gritar. Enfim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pedra era evitável. Já a cãibra, não. Mas a ressaca da cãibra na panturrilha direita seria tranqüila sem a dor no pé esquerdo. Ou seja, é uma grande sabotagem. Uma grande, estúpida e feia sabotagem de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De que me adianta todos conspirarem para me fazer feliz quando eu consigo, sozinho, estragar tudo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, acabei de perceber algo. Vamos às palavras-chave que apareceram aqui no Pinbal Mutante durante a última semana, sim? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;conspiração&lt;br /&gt;sabotagem&lt;br /&gt;paranóia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ótimo. Era bem o que me faltava.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10420786-1708187823395562538?l=pinball.semtitulo.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pinball.semtitulo.org/feeds/1708187823395562538/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10420786&amp;postID=1708187823395562538&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/1708187823395562538'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/1708187823395562538'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pinball.semtitulo.org/2008/04/auto-sabotagem.html' title='[Auto] Sabotagem'/><author><name>Demétrius Daffara</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-95tgXht-vD0/TdrR-6j5e0I/AAAAAAAAAFk/RFsIySIF5Qg/s220/dmtr_oculos_tuister.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10420786.post-7488514381332747473</id><published>2008-04-18T08:22:00.006-03:00</published><updated>2008-04-18T08:41:39.858-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='link'/><title type='text'>Bang bang,</title><content type='html'>&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Há três dias citei Salinger, sobre uma conspiração. Uma paranóia ao contrário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;E como não falar em conspiração?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Leia &lt;a href="http://claritromicina.blogspot.com/2008/04/carta-o-dia-continuava-nascendo-pelos.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;, no blogue &lt;a href="http://claritromicina.blogspot.com/"&gt;dela&lt;/a&gt;, um outro lado, exposto com tanta, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;tanta&lt;/span&gt; beleza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10420786-7488514381332747473?l=pinball.semtitulo.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pinball.semtitulo.org/feeds/7488514381332747473/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10420786&amp;postID=7488514381332747473&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/7488514381332747473'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/7488514381332747473'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pinball.semtitulo.org/2008/04/bang-bang.html' title='Bang bang,'/><author><name>Demétrius Daffara</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-95tgXht-vD0/TdrR-6j5e0I/AAAAAAAAAFk/RFsIySIF5Qg/s220/dmtr_oculos_tuister.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10420786.post-507324692758108034</id><published>2008-04-15T09:26:00.002-03:00</published><updated>2008-04-15T09:31:05.266-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Salinger'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Seymour Glass'/><title type='text'>Diagnóstico:</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Ah, meu Deus, se há algum termo clínico que me sirva, sou uma espécie de paranóico ao contrário. Suspeito que as pessoas estejam sempre conspirando para me fazer feliz."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;J.D. Salinger&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10420786-507324692758108034?l=pinball.semtitulo.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pinball.semtitulo.org/feeds/507324692758108034/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10420786&amp;postID=507324692758108034&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/507324692758108034'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/507324692758108034'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pinball.semtitulo.org/2008/04/diagnstico.html' title='Diagnóstico:'/><author><name>Demétrius Daffara</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-95tgXht-vD0/TdrR-6j5e0I/AAAAAAAAAFk/RFsIySIF5Qg/s220/dmtr_oculos_tuister.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10420786.post-8533638112205831901</id><published>2008-04-12T13:08:00.005-03:00</published><updated>2008-04-12T13:37:50.490-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sonho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tcc'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='David Lynch'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dormir'/><title type='text'>Ruído</title><content type='html'>De quinta para sexta eu dormi pouquíssimo. Precisava terminar uns trabalhos que era pra sexta-feira-ontem. No final das contas, o que faltava me ocupou a tarde toda e, de qualquer maneira, não foi necessário entregar ontem. Ficou pra segunda. Apesar de ter dormido pouco mais de duas horas, o dia foi bem produtivo e tudo, com alguns lapsos aqui e ali mas produtivo. Pronto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À noite, fui ao Cinesesc. Há um festival dos Melhores Filmes de 2008 e foi exibido o Império dos Sonhos (Inland Empire) do David Lynch. Já tinha visto o filme e é incrível. Com essa chance de ver no cinema, novamente e sob pretexto do TCC — a minha monografia será sobre sonhos com um estudo de caso do David Lynch —, fui. O filme acabou meia-noite e qualquer coisa. Sem chance de voltar para casa, ficamos em um bar até os transportes públicos voltarem a circular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tinha uma palestra na DRC sobre o InDesign CS3 para ir. Marquei isso há um tempão e estava &lt;span style="font-style:italic;"&gt;realmente&lt;/span&gt; disposto a ir. Queria ter voltado cedo pra casa justamente por isso mas eu estava sem chances de voltar. Cheguei em casa às sete horas e a palestra seria às dez. Eu cheguei em casa com o sono acumulado de dois dias conturbados e ruidosos e eu estava realmente, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;realmente&lt;/span&gt; cansado. No caminho para casa eu pensei "Vou chegar, tomar um banho e já ficar pronto pra ir". Chegando em casa, percebi que nem bem conseguia sentir minhas pernas e decidi dormir um pouco. Por apenas trinta minutos, para esticar as pernas. Caso contrário, minhas pernas poderiam ceder, eu cairia em algum lugar e acabaria dormindo ali mesmo então, me coloquei na cama. Aí, dormi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E dormi forte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordei às 10h26 em choque, puto, puto, puto. Perdi a porra da palestra. Sou um irresponsável do pior tipo. Lembrei que quando o celular tocou, eu estava naquele estado de sonhar acordado. Nesse estado de uma forma bem acentuada. Lembro de um barulho absurdo, ridiculamente irritante. E eu não conseguia achar o botão, qualquer botão do celular. Eu apertava as costas do celular insistentemente, tentando cessar aquele barulho. Uma tristeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, perdi a maldita palestra. Diabos. E então... Que remédio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dormi até o meio-dia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10420786-8533638112205831901?l=pinball.semtitulo.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pinball.semtitulo.org/feeds/8533638112205831901/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10420786&amp;postID=8533638112205831901&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/8533638112205831901'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/8533638112205831901'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pinball.semtitulo.org/2008/04/rudo.html' title='Ruído'/><author><name>Demétrius Daffara</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-95tgXht-vD0/TdrR-6j5e0I/AAAAAAAAAFk/RFsIySIF5Qg/s220/dmtr_oculos_tuister.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10420786.post-6869241432322631578</id><published>2008-04-06T14:52:00.003-03:00</published><updated>2008-04-06T14:55:47.027-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='video'/><title type='text'>Step In Time!</title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;object width="425" height="355"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/HKSPxsX4MDM&amp;rel=0&amp;color1=0x2b405b&amp;color2=0x6b8ab6&amp;hl=en"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/HKSPxsX4MDM&amp;rel=0&amp;color1=0x2b405b&amp;color2=0x6b8ab6&amp;hl=en" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;Se eu tivesse nascido quarenta anos antes, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;certeza&lt;/span&gt; que eu saberia dançar, cantar e teria um papel nesse filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certeza absoluta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10420786-6869241432322631578?l=pinball.semtitulo.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pinball.semtitulo.org/feeds/6869241432322631578/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10420786&amp;postID=6869241432322631578&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/6869241432322631578'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/6869241432322631578'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pinball.semtitulo.org/2008/04/step-in-time.html' title='Step In Time!'/><author><name>Demétrius Daffara</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-95tgXht-vD0/TdrR-6j5e0I/AAAAAAAAAFk/RFsIySIF5Qg/s220/dmtr_oculos_tuister.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10420786.post-439705318011230528</id><published>2008-04-04T12:00:00.005-03:00</published><updated>2008-04-04T12:22:29.106-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ficção?'/><title type='text'>Mochila</title><content type='html'>Livros, livros, livros. Caderno, agenda e bloco de anotações. Caixa com alguns lápis, lápis de cor e algumas canetas. As chaves, sempre esqueço-me das chaves e a prancheta com papéis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha mochila está sempre cheia. Sempre com esse tipo de coisa e muito mais. Hoje resolvi dar uma olhada. Resolvi ver o que não levaria. Não levaria o caderno e nem  alguns livros. Só dois, sendo um romance e um técnico. Para poder, quando quiser ao longo do dia, me divertir ou aprender algo, respectivamente. Os lápis e canetas ficam, eu sempre posso ter que anotar algo. Tiro papéis amassados ou rasgados, coloco fora da mala. Olho para a prancheta. Preciso da prancheta? Ela pode ser útil caso eu precise escrever sem nenhuma mesa por perto ou apoiar qualquer outra coisa. Mas ocupa espaço. Preciso dela? Imediatamente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retiro a prancheta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os papéis permanecem presos a ela. A mochila parece muito maior agora. Tiro também os lápis de cor. O espaço ganha um volume invisível. Tudo parece solto ali na mochila. E então, percebi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebi que não adianta prevenir&lt;br /&gt;porque há&lt;br /&gt;sempre&lt;br /&gt;algo a&lt;br /&gt;remediar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10420786-439705318011230528?l=pinball.semtitulo.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pinball.semtitulo.org/feeds/439705318011230528/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10420786&amp;postID=439705318011230528&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/439705318011230528'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/439705318011230528'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pinball.semtitulo.org/2008/04/mochila.html' title='Mochila'/><author><name>Demétrius Daffara</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-95tgXht-vD0/TdrR-6j5e0I/AAAAAAAAAFk/RFsIySIF5Qg/s220/dmtr_oculos_tuister.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10420786.post-8555806006078717697</id><published>2008-04-01T09:09:00.003-03:00</published><updated>2008-04-21T16:24:27.723-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ficção'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Gregor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Clara'/><title type='text'>Clara oo5</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;    Minha querida Clara,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Concordo totalmente. E achei ótima a comparação com o Iago de Macbeth. A maior parte das pessoas confunde isso. Aliás, isso vale um novo parágrafo para abordar um comparativo com um troço real que acho que lança mais uma luz sobre o assunto e que provavelmente se tornará um longo parêntese não declarado, já cabe o aviso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Teve uma coisa na outra &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;carta que eu não te falei. Sabe o que me aconteceu quando eu mostrei os trechos a ela? Sabe a droga que me aconteceu? Eu me arrependi, me arrependi profundamente. Senti-me péssimo, um cretino da pior espécie. Estava permitindo algo que eu prezasse tanto a alguém que definitivamente não o valorizaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Então, me lembrei instantaneamente de nossos gigantescos ciúmes com O Apanhador no Campo de Centeio. Não queríamos que este ou aquele ser se apropriasse do livro. Refletindo agora, o que parecia ser um egoísmo juvenil ou ainda infantil, se mostrou apenas uma apurada sensibilidade para reconhecer quem poderia ler o livro e realmente compreendê-lo. Parecia uma loucura, só dizíamos "Ela não vai entender, ela não merece" ou ele, enfim. Qualquer pessoa. E então, agora eu consegui ver isso com um pouco mais de Propriedade. Lógico, temos um humor de caráter dito duvidoso (Ainda que "caráter" seja uma das mais fantásticas invenções humanas, eu não acredito muito nele como parâmetro para o raio que o parta) e sou freqüentemente questionado se sou louco ou se eu tenho algum problema e, sei que você também passa pelo mesmo tipo de acusação injusta. Não somos as únicas pessoas assim, claro —e uso a palavra &lt;i style=""&gt;claro&lt;/i&gt; consciente e com a &lt;i style=""&gt;extrema&lt;/i&gt; repulsa que tenho por palavras de instantânea obviedade—, mas eu acho que no final das contas, o humor ou qualquer outra ação que temos é apenas uma amplificação de sons internos. Entende isso? Quando eu (especificamente porque não posso me responsabilizar por toda uma humanidade) faço uma piada com um deficiente, por exemplo, não é que eu tenha preconceitos e seja um monstro insensível mas &lt;i style=""&gt;sim&lt;/i&gt; porque eu entendo a condição do deficiente e estou extremamente à vontade com isso, lido com naturalidade. O que no fundo eu entendo e vejo é que é apenas um ser humano, droga. Essa condição sim é dos problemas dele o maior, assim como todos nós estamos presos nisso. Então, quando alguém me repreende sobre algum comentário ou piada eu não dou muita atenção porque é uma pessoa que está tão apegada a uma perna a menos ou uma visão debilitada que resume aquele ser humano a um pobre deficiente, vítima do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    O que eu vejo nesse sentido é simplesmente aquela visão maniqueísta e burra. Tenho um amigo assim. Outro dia, ele comentou durante um almoço sobre "os dois meninos que estavam judiando de um cachorro usando uma barra de ferro, um de dez e um de doze anos, e um outro menino de oito veio defender o cachorro e os outros meninos acertaram a barra de ferro na cabeça do terceiro e ele caiu, com traumatismo craniano. E os outros meninos fugiram". Para ele, os garotos eram MAUS. Alguém judiar de um cachorro e ainda conscientemente agredir outro ser humano é uma coisa que só alguém RUIM mesmo poderia fazer. Eu falei que as crianças não sabem o que fazem, não têm essa consciência dos atos que praticam sobre as outras pessoas. Não importava, nada importava, era como falar com o rádio. Ele arriscou uma comparação com "essas crianças de doze que pegam uma arma para assaltar e matar outras pessoas" mas isso eu brevemente o repreendi porque não é nem de longe um exemplo válido considerando que são crianças com históricos diferentes e, assim sendo, necessidades e culturas diferenciadas, o que o fez desistir em seqüência. Então, ele apelou para um exemplo de um &lt;i&gt;assalto&lt;/i&gt; na sua mais genérica forma, de um rapaz fugir com uma moto após voz de assalto e o assaltante atirar, matar a vítima e nem levar a moto. Questionava-me com olhos fundos, raivosos e passionais se eu não acreditava que uma pessoa assim não era MÁ. Falei que é a mesma coisa que as crianças. Não isento a pessoa em absoluto. O comportamento é errado e é triste se deparar com isso mas o assaltante não é MAU; no máximo teve uma atitude má. Ainda tentei mostrá-lo que pode ser que o assaltante atirasse por impulso e depois, tomar consciência de seu ato e as conseqüências disso. Como se após atirar no outro, pensasse em como aquilo tinha dado em merda. E por experiência própria eu digo que cada um vê o assunto como quiser. Quando sofri aquela tentativa de assalto que tentaram roubar minha carteira, lembra? Não entreguei a carteira e saí no braço contra dois caras porque sabia que não estavam armados. Passado o momento, o que eu mais ouvi, de longe foi de como &lt;i&gt;essa gente&lt;/i&gt; é. Ouvi repetidas vezes de rostos diferentes que &lt;i&gt;esses vagabundos&lt;/i&gt; mereciam levar um tiro ou pagarem &lt;i&gt;severamente&lt;/i&gt; por esse tipo de coisa. O que parecia ser inicialmente uma (não tão) simpática demonstração de empatia pelo meu problema se tornou apenas um exemplo de como o ser humano é paradoxalmente misantropo. Não estavam preocupados realmente com o que tinha acontecido comigo ou o que eu achava daquilo tudo [e mantenho minha opinião de que não posso culpá-los nem sequer ficar alimentando um ódio progressivo gratuito] mas estavam mais interessadas em mostrar como &lt;i&gt;odiavam&lt;/i&gt; essas pessoas MÁS, os &lt;i&gt;bandidos&lt;/i&gt;. Mais uma vez eu digo: Não os defendo, foi um comportamento errado. Contudo, e o comportamento dos &lt;i&gt;mocinhos&lt;/i&gt;? Não é igualmente repreensível ou digno de discussão porque é ora demais condescente, ora demais fascista? Nada é verdade &lt;i&gt;absoluta&lt;/i&gt; nem sequer mentira &lt;i&gt;absoluta&lt;/i&gt;. Quando você resume tudo a dois pólos distintos, você sempre exclui possibilidades ainda mais valiosas e suculentas, que exigem um pouco mais de reflexão sobre o assunto —provavelmente aí está o grande problema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Voltando um pouco, costumava me considerar misantropo por um longo tempo, quando era adolescente. Meu discurso se resumia a basicamente "Odeio pessoas". Nunca me questionei muito sobre isso porém, eu fui crescendo e percebi então, que o que eu considerava misantropia não era nada daquilo. Não era mesmo, provavelmente só achava o termo bacana. Não era filantropia tampouco já que foi mais ou menos quando notei, também, um pouco mais que as coisas não se encaixam na velha escola dos antônimos. Hoje eu digo, honestamente: Eu amo pessoas. Eu amo o ser humano e sempre cito o ser humano como meu animal favorito. Noto pelos olhares que me lançam que tudo parece uma piada minha e realmente não me importo. Há uma linha de Hugh MacLeod que sintetiza bem esse meu &lt;i style=""&gt;não se importar&lt;/i&gt;: a melhor maneira de conseguir aprovação é não precisar dela. Sou um ser humano também, obviamente (ou aparentemente). E o que eu odeio, e sempre odiei, é uma certa ignorância ou preguiça humana. Talvez mesmo um egoísmo, esse umbiguismo exagerado que afeta a maior parte da população. Não me excluo, não me excluo mesmo. Sou umbiguista também quase que da mesma maneira. Porém, eu não me preocupo em demonstrar sentimentos e sensações que são —ou deveriam ser— básicos a todo mundo para tentar ganhar pontos em alguma maluca escala social invisível. Não pratico &lt;i&gt;filantropia&lt;/i&gt; uma vez por semana nem procuro qualquer outro desencargo de consciência (em todos os níveis, seja política, social, pessoal, humana ou ambiental) para me definir como ser humano. Daí, associo automaticamente às nossas perseguições espirituosas aos utópicos em geral, como jovens que se dizem anarco-punks mas não sabem o que isso realmente significa. Não há um termo pré-existente por aí que me defina como pessoa e sei que também nenhum define por completo qualquer outra pessoa senão, o ser que cunhou tal termo. Inclusive, considerando essa linha de pensamento, provavelmente aquele termo só definia aquela pessoa naquele período da sua vida, especificamente. Uma das únicas coisas que acredito afetar todos os seres humanos, sem excessões, é que é uma criatura em mutação. Não apenas psicológica mas orgânica —a genética e toda a evolução das espécies não me deixam mentir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Pomba, isso tá realmente longo. Você ainda está aí, Clara? Estou acabando, já, não se preocupe. Essa capacidade de lidar com a mutação, seja ela constante e quase invisível ou drástica —e assim, imprevisível— é o que realmente difere as pessoas. É essa a sensibilidade, eu acho. Uma tranqüilidade em relação às mudanças. Inclusive, acho detestável quando alguém, em votos de Boas Festas diz a outro alguém, com boas intenções, não nego, para que &lt;i&gt;"não mude nunca"&lt;/i&gt;. É como pedir para a pessoa ficar amarrada ao portão. É ridículo. Quando se diz d'O Apanhador (Sim, voltamos ao Apanhador!) você sempre tem a sinopse: Garoto Que Não Quer Crescer, como se tratasse de um Peter Pan urbano. Isso é uma verdade incompleta. À primeira vista, o problema é crescer. Depois, você nota que o problema é crescer e se tornar uma dessas pessoas cômodas —que chamei de &lt;i&gt;mocinhos&lt;/i&gt; logo atrás. E por fim, como em Laranja Mecânica (O filme, não o livro) conclue-se: Crescer não precisa sedimentá-lo se você não o quiser. Você não precisa ser um "adulto" porque isso não o define de forma alguma e, as coisas novas podem acabar substituindo as mais velhas contudo, na maioria dos casos, na maioria mesmo, uma não subtrai a outra mas adiciona. Complementa, mesmo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    E tem um trecho em O Apanhador que hoje acredito definir essa questão da sensibilidade. Folheei o livro e não o encontrei. Mas é aquele trecho em que o Holden diz que a maior parte das pessoas não sabe sorrir e nem se dão conta disso. Você, de cara, identifica ou procura identificar a veracidade física da afirmação mas o que realmente diz, eu acredito, é isso: Há pessoas que são sensíveis porque o são e a sensibilidade é invisível. Há pessoas que substituem sua sensibilidade por sentimentalismo e/ou romantismo exarcebados por uma causa, pessoa ou assunto. A sensibilidade é invisível, o sentimentalismo é palpável. Para que todos reconheçam a sua enorme bondade, a pessoa parecer abdicar de sua própria sensibilidade. Não sei se isso é um fato, é só algo que eu observei que se repete em quase todas as pessoas. E como você disse, as crianças têm sensibilidade (Que os "adultos" chamam de sinceridade ou coisa que o valha) ou seja, isso é algo que as pessoas podem manter na fase adulta ou podem cair abismo abaixo do campo de centeio para os cinismos, narcisismos e todo esse tipo de vulgaridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Como o problema do Beto que você me falou em sua carta. Ele procura esse &lt;i style=""&gt;ajuste&lt;/i&gt; a um estilo de vida que é vulgar e provavelmente está a se ajustar por essa razão. É um esvaziamento de si. As pessoas não entendem as drogas, simplesmente não entendem. Elas não entendem que toda e qualquer droga já teve um uso socialmente mais aceito, ainda que dentro de grupos específicos, porque tinham significados diferentes aos usuários. Os alucinógenos eram utilizados porque as pessoas &lt;i&gt;realmente&lt;/i&gt; acreditavam que aquilo as fazia transcender e ter contato com deuses. Ou simplesmente como algo que dava energia e disposição instantâneas. Ou ainda porque era elegante. Diabos, eu realmente não sei! Com o passar dos anos, a medicina declarou que faz mal ao organismo, a longo prazo em inúmeras frentes e isso se tornou apenas um símbolo banal de rebeldia. Se alguém me convencesse que utiliza dessa ou daquela droga porque realmente o quis, pessoalmente, consideraria aceitável. Como o Salinger diz no Seymour, uma Apresentação, "Não estou cem por cento convencido de que alguém precise de motivos inatacáveis para fazer citações dos autores de que gosta, mas é sempre agradável, isto eu concedo, ter algum bom motivo". Porém, todas estão sempre atreladas a histórias fantásticas, seja por causa de bandas, artistas ou na mídia em geral. Aí, vem essas correntes como o niilismo para &lt;i&gt;dar força&lt;/i&gt; e pronto, se você se droga você é equiparável ao artista X. É normal ter isso para auto-afirmação em um momento ou outro da vida mas o que me deixa chateado é que a maior parte das pessoas sequer se dá conta disso ou quando o faz, é tarde demais. Passa tanto tempo procurando viver a vida dos outros que resta pouco da própria a se viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Quanto àquela mulher, ontem assistimos a Festim Diabólico, naquele cinema meio cult (haha), sabe? Notei no escuro em poucos momentos que ela estava um pouco impaciente. Depois do filme eu estava em êxtase e saí do cinema aos galopes, gesticulando e falando muito. Quando vejo um filme pela primeira vez não gosto de sair falando "Gostei" ou "Não gostei". Há ótimas fitas que são simplesmente desprezadas quando você acaba julgando o filme, impulsivamente. Mas você sabe o quanto eu gosto desse filme e eu não a vi por lá. Aliás, você foi? Achei que a encontraria por lá. Enfim, caminhamos um pouco, sentamos para um café e, ainda que tenha sido um tanto divertido, não conseguia deixar de pensar em como aquilo não duraria. Simplesmente não duraria. E por que? Porque a sensibilidade dela é mais aquele caso do sentimentalismo. É palpável, óbvia. Ela me citou um livro daquele autor cult-&lt;i style=""&gt;cult&lt;/i&gt; mas que não vale o próprio peso em merda e me apontou um trecho para ler no livro. Não lembro da citação, está muito tarde e minha memória vale tanto quanto esse autor mas era &lt;i style=""&gt;realmente&lt;/i&gt; cretino. Não sei se era tão cretino assim mas era algo nesse nível, juro pra você. Não, não era. Era muito pior, era muito mais cretino, parecia uma caricatura menos divertida. Ou uma caricatura diferente. O que importa é que eu fiquei nauseado, de verdade. Nunca achei que leria algo tão pretensioso e babaca que fora publicado de verdade. Nessa hora eu fechei o livro e falei "Não dá. Li o primeiro parágrafo e acho que foi a pior coisa que eu li nos últimos dez anos". Ela insistiu para que eu terminasse de ler aquele texto e desse uma folheada no livro. Relutei um pouco mas terminei. Deus, aquele texto era bizarro, uma nojeira. Basicamente o sujeito diz que nunca tinha conseguido colocar uma linha no papel e, nos anos 70, o autor experimentou LSD porque os amigos diziam que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;dava um barato&lt;/span&gt; e afirmou não ter sentido nada de muito diferente e ele dizia que achou que não tinha dado nada mas só então percebeu que estava chapado ou coisa assim. E por fim, em umas três ou quatro linhas ele descreve as pobres alucinações visuais que ele teve e como desde então escreve e etc. É uma narrativa tão pobre, tão seca e tão artificial de qualquer coisa que até me lembro de ter pensado que &lt;i style=""&gt;provavelmente&lt;/i&gt; já tinha lido listas de compras mais emocionantes. Geralmente não sou tão ranzinza mas é que acho essa história toda muito desgastante. Cansa e muito. Como eu disse, nesse momento, não vejo isso durando muito. Vou seguir minha vida, provavelmente. Se rolar algumas trepadas no caminho, ótimo. Caso contrário, não fará muita diferença. Pode soar meio monstruoso mas é só uma forma prática de viver a vida. Não teria realmente paciência para namorar-namorar, formalmente falando, eu acho. E absolutamente não teria essa paciência com a senhorita sentimental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    E é isso. Não sei se a leitura foi cansativa ou entediante, Clara. Não a reli ainda mas é só que é ótimo escrever para você. É &lt;i style=""&gt;sempre&lt;/i&gt; um prazer!&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;    Com todo o meu carinho,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gregor&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10420786-8555806006078717697?l=pinball.semtitulo.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pinball.semtitulo.org/feeds/8555806006078717697/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10420786&amp;postID=8555806006078717697&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/8555806006078717697'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/8555806006078717697'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pinball.semtitulo.org/2008/04/clara-oo5.html' title='Clara oo5'/><author><name>Demétrius Daffara</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-95tgXht-vD0/TdrR-6j5e0I/AAAAAAAAAFk/RFsIySIF5Qg/s220/dmtr_oculos_tuister.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10420786.post-6469010181211495717</id><published>2008-03-24T10:20:00.004-03:00</published><updated>2008-03-24T11:43:07.600-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='banalidades'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='morricone'/><title type='text'>$</title><content type='html'>&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Hoje tem uma apresentação com o Ennio Morricone em São Paulo! Cara, o Enio Morricone! Isso é incrível! Extraordinário! Imperdível!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;E custa de 700 a 1500 reais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Isso sim é incrível. E bota &lt;span style="font-style:italic;"&gt;extra&lt;/span&gt; nesse extraordinário. Eu não vou, de forma alguma. E... É uma piada terrível para se fazer mas, um ingresso a esse preço &lt;span style="font-style:italic;"&gt;parece coisa de filme&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;"Obrigado! Obrigado! Estarei por aqui a semana toda!"&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10420786-6469010181211495717?l=pinball.semtitulo.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pinball.semtitulo.org/feeds/6469010181211495717/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10420786&amp;postID=6469010181211495717&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/6469010181211495717'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/6469010181211495717'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pinball.semtitulo.org/2008/03/blog-post.html' title='$'/><author><name>Demétrius Daffara</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-95tgXht-vD0/TdrR-6j5e0I/AAAAAAAAAFk/RFsIySIF5Qg/s220/dmtr_oculos_tuister.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10420786.post-5654196012245268888</id><published>2008-03-23T01:16:00.001-03:00</published><updated>2008-03-23T01:16:47.153-03:00</updated><title type='text'>Aula de Legislação</title><content type='html'>&lt;style type="text/css"&gt;.flickr-photo { border: solid 2px #000000; }.flickr-yourcomment { }.flickr-frame { text-align: left; padding: 3px; }.flickr-caption { font-size: 0.8em; margin-top: 0px; }&lt;/style&gt;&lt;div class="flickr-frame"&gt;	&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/dmtr/2353047095/" title="photo sharing"&gt;&lt;img src="http://farm3.static.flickr.com/2264/2353047095_d6f96de7a6.jpg" class="flickr-photo" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;	&lt;span class="flickr-caption"&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/dmtr/2353047095/"&gt;Aula de Legislação&lt;/a&gt;, upload feito originalmente por &lt;a href="http://www.flickr.com/people/dmtr/"&gt;Ye Captain&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;				&lt;p class="flickr-yourcomment"&gt;	Minhas aulas de legislação são semi-presenciais: Isso quer dizer que em uma semana eu tenho uma aula em sala; na outra semana eu tenho uma aula pela internet — o que pode ser uma atividade ou coisa que o valha. O problema é que, &lt;i&gt;presencialmente falando&lt;/i&gt;, a aula é lenta. O professor é dedicado, interessado e muito capaz. Mas, por deus, que aula lenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estava quase cochilando. Eu estava quase cochilando até resolver observar o professor e desenhá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí a aula passou rápido, rápido.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10420786-5654196012245268888?l=pinball.semtitulo.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pinball.semtitulo.org/feeds/5654196012245268888/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10420786&amp;postID=5654196012245268888&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/5654196012245268888'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/5654196012245268888'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pinball.semtitulo.org/2008/03/aula-de-legislao.html' title='Aula de Legislação'/><author><name>Demétrius Daffara</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-95tgXht-vD0/TdrR-6j5e0I/AAAAAAAAAFk/RFsIySIF5Qg/s220/dmtr_oculos_tuister.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://farm3.static.flickr.com/2264/2353047095_d6f96de7a6_t.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10420786.post-3999194142770384379</id><published>2008-03-22T01:27:00.001-03:00</published><updated>2008-03-22T01:27:36.175-03:00</updated><title type='text'>Presenteie-me!</title><content type='html'>Procurando pelo presente ideal pra mim? Oras, há muitos filmes e séries em DVD por aí que eu &lt;span style="font-style: italic;"&gt;adoraria&lt;/span&gt; receber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda não sabe bem &lt;span style="font-style: italic;"&gt;qual&lt;/span&gt;? Não se culpe! Está tudo bem! Me compre uma &lt;a href="http://www.flickr.com/gift"&gt;conta Pro no Flickr&lt;/a&gt; de Presente!! Eu vou adorar &lt;span style="font-style: italic;"&gt;tanto&lt;/span&gt; quanto e nem é caro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu mesmo me compraria uma se eu não estivesse em recessão. Aliás, no momento, aceito quaisquer doações!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grato,&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10420786-3999194142770384379?l=pinball.semtitulo.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pinball.semtitulo.org/feeds/3999194142770384379/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10420786&amp;postID=3999194142770384379&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/3999194142770384379'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/3999194142770384379'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pinball.semtitulo.org/2008/03/presenteie-me.html' title='Presenteie-me!'/><author><name>Demétrius Daffara</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-95tgXht-vD0/TdrR-6j5e0I/AAAAAAAAAFk/RFsIySIF5Qg/s220/dmtr_oculos_tuister.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10420786.post-6508198367395449402</id><published>2008-03-21T20:59:00.001-03:00</published><updated>2008-03-21T20:59:17.859-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='banalidades'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rede'/><title type='text'>ReRede</title><content type='html'>Obviamente foi eu &lt;a href="http://pinballm.blogspot.com/2008/03/rede.html"&gt;postar&lt;/a&gt; aqui, apertar quatro botões e a rede funciona.&lt;br /&gt;Simplesmente funciona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Taquepariu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10420786-6508198367395449402?l=pinball.semtitulo.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pinball.semtitulo.org/feeds/6508198367395449402/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10420786&amp;postID=6508198367395449402&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/6508198367395449402'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/6508198367395449402'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pinball.semtitulo.org/2008/03/rerede.html' title='ReRede'/><author><name>Demétrius Daffara</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-95tgXht-vD0/TdrR-6j5e0I/AAAAAAAAAFk/RFsIySIF5Qg/s220/dmtr_oculos_tuister.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10420786.post-1491057750086701861</id><published>2008-03-21T20:51:00.001-03:00</published><updated>2008-03-21T20:51:20.010-03:00</updated><title type='text'>Rede</title><content type='html'>Putaquepariu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou há algum tempo tentando reconfigurar a rede aqui em casa entre o meu velho computador e o Principito. Oh, o Principito voltou e está com força total! Na verdade, ele voltou há uma semana, mais ou menos e o engraçado é que assim que ele voltou, voltei o velho computador de volta ao seu lugar e ao configurar a rede, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;voilà&lt;/span&gt;, ela funcionava. Ambos se conectavam à internet, compartilhavam arquivos e segredos. Lindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviamente não durou. E obviamente, agora que estou tentando reconfigurá-la, não dá mais certo. Houve um momento que ela magicamente funcionou, consegui acessar os arquivos do outro computador aqui pelo Principito! Mas a internet não funcionava mais. Agora a internet funciona (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;aqui&lt;/span&gt;) e o outro computador não aparece mais. É de foder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também é de foder o fato de que estou aqui publicando algo sobre redes de computadores. O que vem a seguir? Dicas para liberar memória RAM e softwares &lt;span style="font-style: italic;"&gt;maneiríssimos&lt;/span&gt;?! Putaquepariu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10420786-1491057750086701861?l=pinball.semtitulo.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pinball.semtitulo.org/feeds/1491057750086701861/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10420786&amp;postID=1491057750086701861&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/1491057750086701861'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/1491057750086701861'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pinball.semtitulo.org/2008/03/rede.html' title='Rede'/><author><name>Demétrius Daffara</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-95tgXht-vD0/TdrR-6j5e0I/AAAAAAAAAFk/RFsIySIF5Qg/s220/dmtr_oculos_tuister.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10420786.post-5939673215246436475</id><published>2008-03-19T23:07:00.005-03:00</published><updated>2008-03-19T23:26:34.475-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='banalidades'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reflexões'/><title type='text'>Sobretempo</title><content type='html'>&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Um, dois. Um, dois. Estou realmente feliz de que há um feriado logo ali porque há momentos que me perco em desconstruções e trabalhos. E com o aumento da freqüência desses momentos, não consigo responder sequer um e-mail. Sinto falta dos e-mails longos, digitados e recebidos.&lt;br /&gt;Os últimos já foram há semanas.&lt;br /&gt;As horas se passam como minutos mas os dias não têm 60 horas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ultimamente não tenho usado meu relógio de pulso. Não entendia o porquê. Pensando agora, faz algum sentido.&lt;br /&gt;Não quero saber das horas.&lt;br /&gt;Não utilizar um relógio não as torna inexistentes, absolutamente. Esse não é o ponto. É mais uma questão de alívio pessoal porque,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;no final das contas, as horas&lt;br /&gt;sequer existem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;, pra valer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10420786-5939673215246436475?l=pinball.semtitulo.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pinball.semtitulo.org/feeds/5939673215246436475/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10420786&amp;postID=5939673215246436475&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/5939673215246436475'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/5939673215246436475'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pinball.semtitulo.org/2008/03/sobretempo.html' title='Sobretempo'/><author><name>Demétrius Daffara</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-95tgXht-vD0/TdrR-6j5e0I/AAAAAAAAAFk/RFsIySIF5Qg/s220/dmtr_oculos_tuister.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10420786.post-5490610536806674638</id><published>2008-03-13T11:15:00.003-03:00</published><updated>2008-03-13T11:23:09.403-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reflexões'/><title type='text'>i'm just a soul whose intentions are good,</title><content type='html'>oh lord, please don't let me be misunderstood.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10420786-5490610536806674638?l=pinball.semtitulo.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pinball.semtitulo.org/feeds/5490610536806674638/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10420786&amp;postID=5490610536806674638&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/5490610536806674638'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/5490610536806674638'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pinball.semtitulo.org/2008/03/im-just-soul-whose-intentions-are-good.html' title='i&apos;m just a soul whose intentions are good,'/><author><name>Demétrius Daffara</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-95tgXht-vD0/TdrR-6j5e0I/AAAAAAAAAFk/RFsIySIF5Qg/s220/dmtr_oculos_tuister.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10420786.post-5748318721065459183</id><published>2008-03-09T12:21:00.001-03:00</published><updated>2008-03-09T12:24:17.733-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='aniversário'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reflexões'/><title type='text'>Cuarteto de Años</title><content type='html'>&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Isso pode soar uma besteira mas acho muito emocionante: Hoje, dia nove de março, O Pinball Mutante completa quatro anos! Agora é oficial, preciso de um layout novo. O antigo, antes do Blogger abraçar o tableless, em branco, preto e vermelho foi o primeiro layout oficial. Esse &lt;span style="font-style:italic;"&gt;genérico&lt;/span&gt; é bonito mas eu posso fazer algo melhor. Ou tão bom quanto. O que importa mesmo é que ele já tem quatro anos, o que é incrível. Incrível, incrível!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;O &lt;span style="font-style:italic;"&gt;debut&lt;/span&gt; foi com um conto, &lt;a href="http://pinballm.blogspot.com/2004/03/o-fantasma.html"&gt;O Fantasma&lt;/a&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;E muitos outros textos e &lt;a href="http://pinballm.blogspot.com/search/label/conto"&gt;contos&lt;/a&gt; e relatos se seguiram. Menos do que poderia mas, por exemplo, em 2006, servi à pátria, no Exército Brasileiro contra a minha vontade. Absolutamente. O resultado foi uma escassez pessoal, como se na tentativa de me preservar daquele absurdo sem escapatória, eu tivesse trancado o que me movia e o mantive intacto. Aos poucos, tenho me recuperado. Há conflitos, claro. Um ano é muito tempo. E esses conflitos no fim das contas são parte integrante de quem eu sou. Como há quem é organizado, ou um rapaz que é um escroto ou uma garota que é deslumbrante, vejo-me como uma pessoa conflitante. Uma &lt;span style="font-style:italic;"&gt;rolling stone&lt;/span&gt;, como na canção. Não sou tão único ou independente como gosto de pensar que sou e sei bem disso. O ser humano é conflitante. Mas por gostar das pessoas, do ser humano, de honestidade, deixo-me levar em aberto conflito. É como um freqüente questionamento. Uma freqüente inadequação. Uma contínua satisfação na insatisfação. Uma luta contra a gravidade. Contra a sedimentação. Uma constante efervescência, uma contradição em seqüência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Desculpe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;O blogue é meu mas a comemoração é dos quatro anos do blogue. Então, meus parabéns ao Pinball Mutante por esse dia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;"Ele tentou agradar. Tentou adequar seus modos aos deles. Mas não dava. Eles eram rápidos demais."&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;a href="http://pinballm.blogspot.com/2004/03/o-fantasma.html"&gt;O Fantasma&lt;/a&gt; — 2004/03/09&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10420786-5748318721065459183?l=pinball.semtitulo.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pinball.semtitulo.org/feeds/5748318721065459183/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10420786&amp;postID=5748318721065459183&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/5748318721065459183'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/5748318721065459183'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pinball.semtitulo.org/2008/03/cuarteto-de-aos.html' title='Cuarteto de Años'/><author><name>Demétrius Daffara</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-95tgXht-vD0/TdrR-6j5e0I/AAAAAAAAAFk/RFsIySIF5Qg/s220/dmtr_oculos_tuister.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10420786.post-4108693567973828623</id><published>2008-03-09T11:02:00.003-03:00</published><updated>2008-03-09T12:22:31.430-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='banalidades'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='bulário'/><title type='text'>50 mg</title><content type='html'>&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Estou doente. Uma inflamação na garganta do lado direito. É o tipo de coisa que me acontece com freqüência. Da última vez, sem aviso prévio, atacou meu ouvido. Acho que foi o esquerdo. Pela garganta se via uma inflamação monstruosa. Tomei injeções, remédio, balinha e spray. Aí sarou. Não lembro bem quanto tempo faz. É relativamente recente, uma questão de meses. Agora minha garganta estava tão inflamada que eu evitava comer ao máximo porque realmente machucava. Até beber ou engolir saliva era um ato de concentração tremenda. Dessa vez só ataquei de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Diclofenaco Sódico — 50 mg&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Como um típico interessado em patologias, males e moléstias, corri à bula. E achei curioso o tópico sobre as Reações Adversa que transcrevo integralmente aqui:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Trato gastrintestinal:&lt;/span&gt; ocasionalmente podem ocorrer epigastralgia, distúrbios gastrintestinais como náusea, vômito, diarréia, cólicas abdominais, dispepsia, flatulência, irritação local e anorexia. Raramente ocorre úlcera gástrica ou intestinal com ou sem sangramento.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Sistema nervoso central:&lt;/span&gt; ocasionalmente podem ocorrer cefaléia, tontura ou vertigem. Raramente pode ocorrer sonolência.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Órgãos sensoriais:&lt;/span&gt; casos isolados foram observados de distúrbios da visão, do paladar e deficiência auditiva.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Rins:&lt;/span&gt; raramente, edema. Foram observados alguns casos isolados de insuficiência renal aguda e distúrbios urinários.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Pele:&lt;/span&gt; ocasionalmente pode ocorrer &lt;i&gt;rash&lt;/i&gt; (erupção). Casos raros de urticária.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Fígado:&lt;/span&gt; pode ocorrer ocasionalmente aumento dos níveis séricos das enzimas aminotransferases. Casos de hepatite e, em alguns casos isolados, hepatite fulminante.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Sangue: &lt;/span&gt;casos isolados de trombocitopenia, leucopenia, anemia hemolítica e aplástica, agranulocitose.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Sistema cardiovascular:&lt;/span&gt; casos isolados de palpitação, dores no peito, hipertensão, insuficiência cardíaca congestiva.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Hipersensibilidade:&lt;/span&gt; são encontrados casos raros de asma e reações sistêmicas anafiláticas sem prévia exposição ao fármaco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;E tudo por causa de uma simples inflamação na garganta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10420786-4108693567973828623?l=pinball.semtitulo.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pinball.semtitulo.org/feeds/4108693567973828623/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10420786&amp;postID=4108693567973828623&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/4108693567973828623'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/4108693567973828623'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pinball.semtitulo.org/2008/03/50-mg.html' title='50 mg'/><author><name>Demétrius Daffara</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-95tgXht-vD0/TdrR-6j5e0I/AAAAAAAAAFk/RFsIySIF5Qg/s220/dmtr_oculos_tuister.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10420786.post-1903264626225334265</id><published>2008-03-02T16:21:00.001-03:00</published><updated>2008-03-02T16:21:47.854-03:00</updated><title type='text'>#100</title><content type='html'>&lt;style type="text/css"&gt;.flickr-photo { border: solid 2px #000000; }.flickr-yourcomment { }.flickr-frame { text-align: left; padding: 3px; }.flickr-caption { font-size: 0.8em; margin-top: 0px; }&lt;/style&gt;&lt;div class="flickr-frame"&gt;	&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/dmtr/2302407245/" title="photo sharing"&gt;&lt;img src="http://farm4.static.flickr.com/3063/2302407245_4b020edcf0.jpg" class="flickr-photo" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;	&lt;span class="flickr-caption"&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/dmtr/2302407245/"&gt;A Festa Nunca Termina&lt;/a&gt;, upload feito originalmente por &lt;a href="http://www.flickr.com/people/dmtr/"&gt;Ye Captain&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;				&lt;p class="flickr-yourcomment"&gt;	&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Hoje decidi que organizaria meu scrapbook, do Orkut. Nunca fui adepto do Orkut, do tipo de pessoa que utiliza os scrapbooks como e-mail ou coisa assim. É uma página de recados e só. Sou meio lento para respondê-los também, quando o faço. É que acho o Orkut tão desinteressante e desnecessário, mantenho o perfil por comodidade pois facilita o contato com algumas pessoas. Além de ser um livro de endereço de e-mails fácil para pessoas com quem eu não costumo me comunicar com freqüência. Eu pego o e-mail e posso redigir livremente sobre quaisquer assuntos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Hoje decidi que organizaria meu scrapbook, do Orkut. Eu só não esperava que eu teria que responder mais de 50 scraps (alguns datam de dezembro. Dezembro! Meu deus.) e deletar os adoráveis &lt;span style="font-style:italic;"&gt;sexcraps&lt;/span&gt; que permeiam o site. Deu uma preguiça. Corri pra cá pra ganhar coragem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Aí notei que O Pinball Mutante tinha 99 posts e esse é o post de número 100! Pouco prolífico se considerarmos que esse é o quarto ano de vida dele. Em compensação, 2008 já é o ano mais ativo, com mais de 30 posts. E contando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Sobre contar, na sexta-feira, aquele &lt;a href="http://pinballm.blogspot.com/2008/02/nuevas.html"&gt;estágio&lt;/a&gt; que não me pagava nada, por tempo indeterminado, acabou. Agora continua o mesmo estágio de experiência proveitosa e tudo mas serei pago por isso! O que muda um pouco meus planos outra vez. Não consegui ainda a coleção de Jazz da Folha mas agora, após algum tempo, será possível. O seguro negou o pagamento do problema do Principito. O Principito voltará essa semana e o Seguro perdeu um cliente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Agora, chega de enrolar, de volta ao Orkut. Vou colocar um tempo de tolerância. Algo como vinte e cinco minutos. Acabando, bem. Senão, paciência. Um passo de cada vez!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;Fim do centésimo post.&lt;/center&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10420786-1903264626225334265?l=pinball.semtitulo.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pinball.semtitulo.org/feeds/1903264626225334265/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10420786&amp;postID=1903264626225334265&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/1903264626225334265'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/1903264626225334265'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pinball.semtitulo.org/2008/03/100.html' title='#100'/><author><name>Demétrius Daffara</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-95tgXht-vD0/TdrR-6j5e0I/AAAAAAAAAFk/RFsIySIF5Qg/s220/dmtr_oculos_tuister.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://farm4.static.flickr.com/3063/2302407245_4b020edcf0_t.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10420786.post-4822529825883634389</id><published>2008-03-02T13:26:00.003-03:00</published><updated>2008-03-02T13:41:13.787-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='post'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reflexões'/><title type='text'>A Mentira do Dia Segundo</title><content type='html'>&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Os dois últimos posts são falsos. Uma mentira bonitinha, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;a little white lie&lt;/span&gt;. Não pude postá-los nesse horário e graças ao Blogger que permite adulterar a data de postagem, foi possível fazer essa brincadeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Curioso é que não consigo, nesse caso, "mentir". Apesar de conhecer a possibilidade e a ter utilizado (Pomba, era dia 29 de Fevereiro e isso não acontece todo ano!) considero isso uma ferramenta que incentiva a falta de credibilidade em um blogue. Não sei o que ocorre quando se posta algo realmente antigo — considerando o tempo do blogue —, por exemplo, em 2004. Não sei se esse post aparecerá lá, em meio a 2004, o que é provável mas ele pode aparecer na página principal já que a página principal recebe os posts mais recentes. Enfim, o problema é o post estar lá, entre posts de 2004 e ter sido redigido em 2008. Ou seja, o quão crível é um blogue perante a possibilidade de se colocar uma informação em qualquer lugar do tempo com conhecimentos posteriores a essa data?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Particularmente, O Pinball Mutante não sofre desse mal. Os pseudo-posts, último e primeiro de fevereiro e março, respectivamente são falsos e eu poderia, absolutamente, deixá-los assim. Porém, sou muito honesto nisso aqui: não estaria enganando a ninguém exceto a mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grato,&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10420786-4822529825883634389?l=pinball.semtitulo.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pinball.semtitulo.org/feeds/4822529825883634389/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10420786&amp;postID=4822529825883634389&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/4822529825883634389'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/4822529825883634389'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pinball.semtitulo.org/2008/03/mentira-do-dia-segundo.html' title='A Mentira do Dia Segundo'/><author><name>Demétrius Daffara</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-95tgXht-vD0/TdrR-6j5e0I/AAAAAAAAAFk/RFsIySIF5Qg/s220/dmtr_oculos_tuister.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10420786.post-4897141886989338448</id><published>2008-03-01T00:06:00.000-03:00</published><updated>2008-03-02T13:23:45.015-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='post'/><title type='text'>O Primeiro Post de Março</title><content type='html'>&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Quão conveniente! E com pequenas mudanças.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10420786-4897141886989338448?l=pinball.semtitulo.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pinball.semtitulo.org/feeds/4897141886989338448/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10420786&amp;postID=4897141886989338448&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/4897141886989338448'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/4897141886989338448'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pinball.semtitulo.org/2008/03/o-primeiro-post-de-maro.html' title='O Primeiro Post de Março'/><author><name>Demétrius Daffara</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-95tgXht-vD0/TdrR-6j5e0I/AAAAAAAAAFk/RFsIySIF5Qg/s220/dmtr_oculos_tuister.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10420786.post-8156847778723869386</id><published>2008-02-29T23:57:00.000-03:00</published><updated>2008-03-02T13:21:10.780-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='post'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='futurismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='bissexto'/><title type='text'>O Último Post de Fevereiro</title><content type='html'>&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;E fevereiro bissexto! Outro, só em 2012!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10420786-8156847778723869386?l=pinball.semtitulo.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pinball.semtitulo.org/feeds/8156847778723869386/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10420786&amp;postID=8156847778723869386&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/8156847778723869386'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/8156847778723869386'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pinball.semtitulo.org/2008/02/o-ltimo-post-de-fevereiro.html' title='O Último Post de Fevereiro'/><author><name>Demétrius Daffara</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-95tgXht-vD0/TdrR-6j5e0I/AAAAAAAAAFk/RFsIySIF5Qg/s220/dmtr_oculos_tuister.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10420786.post-6400028548727149182</id><published>2008-02-24T17:34:00.005-03:00</published><updated>2008-02-24T18:49:55.352-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='banalidades'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='humor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dean Martin'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='celular'/><title type='text'>When we sway I go weak.</title><content type='html'>Acabei de lembrar (vagamente) de um troço que me aconteceu. Outro dia, na Agência onde eu trabalho agora, um celular começou a tocar. De cara reconheci a melodia e apesar dela estar um pouco mais acelerada, definitivamente era a canção que pensei que fosse. Quanto bom gosto! Instintivamente, fui ver a cara do dono do celular e ele atendeu a ligação. Então, me dirigi a um outro rapaz que estava sentado ao lado dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;—Cara, essa não é aquela canção do--&lt;br /&gt;—Isso! É do Siri!&lt;br /&gt;—Eu log--, o quê?! Siri?&lt;br /&gt;—É, da Dança do Siri sabe? Nunca viu?!&lt;br /&gt;—Já... Já sim, uma coisa ou outra, eu acho.&lt;br /&gt;—Achou que fosse de onde?&lt;br /&gt;—É uma música do Dean Martin, &lt;i&gt;Sway&lt;/i&gt;, conhece?&lt;br /&gt;—Não! Nem sabia que era uma música de verdade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até cantarolamos a melodia juntos para confirmar se a &lt;span style="font-style:italic;"&gt;canção do Siri&lt;/span&gt; era &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Sway&lt;/span&gt; do Dean Martin mas já era meio tarde. Já tinha ficado meio claro que eu não assisto Pânico na TV e não sei muito mais dessa Dança do Siri além de que as pessoas vivem fazendo isso quando uma câmera é ligada. Resumindo, fiz mais um comentário inadequado, desses que eu estou até habituado a fazer mas que são sempre suficientemente impróprios e espontâneos e que, em seguida, eu penso "Idiota!" e sigo em frente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10420786-6400028548727149182?l=pinball.semtitulo.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pinball.semtitulo.org/feeds/6400028548727149182/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10420786&amp;postID=6400028548727149182&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/6400028548727149182'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/6400028548727149182'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pinball.semtitulo.org/2008/02/when-we-say-i-go-weak.html' title='When we sway I go weak.'/><author><name>Demétrius Daffara</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-95tgXht-vD0/TdrR-6j5e0I/AAAAAAAAAFk/RFsIySIF5Qg/s220/dmtr_oculos_tuister.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10420786.post-3525046193728250268</id><published>2008-02-23T20:58:00.005-03:00</published><updated>2008-02-23T21:51:15.361-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='coleção'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='banalidades'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='humor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dvd'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reflexões'/><title type='text'>Frontier Psychiatrist</title><content type='html'>Li hoje um artigo sobre Perfeccionismo que saiu na SuperInteressante desse mês. SuperInteressante, etc, etc, eu sei. Gosto da revista, é como aquele livro, O Guia dos Curiosos. Só não costumo apreciar muito as matérias de capa (Que provavelmente é um dos motivos pelos quais você compra a revista ou resolve abri-la) simplesmente porque elas, quase sempre, me parecem redundantes ou uma enrolação. Como um filme que você entende nos primeiros vinte minutos e o filme continua fazendo mistério sobre justamente &lt;i&gt;aquilo&lt;/i&gt;. Você pensa "Ok, já entendi. E agora?" mas ele continua ali, no mistério dos vinte minutos até o minuto final. Contudo, essa matéria sobre Perfeccionismo era realmente curta e apesar de que eu apreciaria mais uma ou duas páginas de aprofundamento do assunto, prefiro manter como está a correr o risco de ter uma matéria longa e sem argumentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A parte curiosa é que fala sobre sintomas de perfeccionismo e eu me vi em muitos deles. Não tenho certeza se é só mais um desses artigos em que você &lt;i&gt;sempre&lt;/i&gt; se identifica — como o que dizem de horóscopo, sempre um tanto vago e abrangente — ou o quê. Me preocupei de cara. Só achei que podia não ser esse monstro uma vez que o perfeccionismo se expande em todas as áreas da sua vida e, honestamente, sou dedicado aos meus trabalhos e atividades porém, meu quarto, por exemplo, é uma bagunça. Mantenho meus DVDs organizados mas sem neuroses. Antigamente os deixava em ordem alfabética. Com o crescente números de filmes, não tinha bem um porquê já que eles não ficariam &lt;i&gt;organizados&lt;/i&gt;, seria algo mais próximo de &lt;i&gt;amontoados&lt;/i&gt;. E tudo bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E você pensa no Woody Allen, sempre neurótico. E você olha e vê que as pessoas costumam ser neuróticas, cada qual com os seus focos de preocupação. Penso que vivo no limite do perfeccionismo, sem exageros porque o que me dificulta mesmo a vida é um reflexo direto do meu quarto. Falta de organização. Estou lendo e investindo tempo para aprender a me organizar, de verdade. Coisa de hábito, dizem. E é uma bela verdade. Preciso de uma agenda nova. Estou reutilizando a do ano passado, que de fato é 2007/2008 mas eu sou um pouco expansivo e minhas anotações de 2007 não me deixaram espaço para 2008. Outro dia anotei um compromisso e tudo bem. Tudo bem até eu chegar na véspera do compromisso e, quando vou olhar na agenda, para fazer uma outra anotação, o dia do compromisso tá em branco. E o dia antes e o dia depois. Senti o horror tomar conta de mim. Suei frio, não sabia o que fazer. Corri para páginas depois e nada. Voltei algumas e nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que minutos desesperadores depois notei é que eu tinha anotado o tal evento pelo menos duas semanas &lt;i&gt;antes&lt;/i&gt; dele acontecer. E não porque agendei com duas semanas de antecedência mas porque eu simplesmente não tenho a menor afinidade com meses, semanas, dias, horas ou minutos. Não consigo simplesmente entendê-los da maneira mais abstrata o possível. Entendo-os como convenção social ou coisa do tipo. É que, pessoalmente, o &lt;i&gt;tempo&lt;/i&gt; corre de uma forma diferente, ora mais rápido, ora mais lento, mas sempre em um tempo só, para mim. Em um paralelo um pouco bobo é como se o mundo todo fosse gravado em vídeo NTSC, a trinta quadros por segundo. E eu vivesse no tempo da película; eu vivo a vinte-e-quatro quadros por segundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fundo, refletindo sobre a minha desorganização e todo o resto, percebi que a minha neurose com o perfeccionismo é, provavelmente, mais um sintoma hipocondríaco do que qualquer outra coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E hipocondria é &lt;i&gt;fichinha&lt;/i&gt;!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10420786-3525046193728250268?l=pinball.semtitulo.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pinball.semtitulo.org/feeds/3525046193728250268/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10420786&amp;postID=3525046193728250268&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/3525046193728250268'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/3525046193728250268'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pinball.semtitulo.org/2008/02/frontier-psychiatrist.html' title='Frontier Psychiatrist'/><author><name>Demétrius Daffara</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-95tgXht-vD0/TdrR-6j5e0I/AAAAAAAAAFk/RFsIySIF5Qg/s220/dmtr_oculos_tuister.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10420786.post-3421203627444940913</id><published>2008-02-21T00:57:00.002-03:00</published><updated>2008-02-21T01:05:19.574-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ficção'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='arquivo'/><title type='text'>Solidão</title><content type='html'>&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;O dia nasceu e eu só percebi isso uma ou duas horas depois quando o sono já não era mais tão pesado como a luz do dia, naquele momento. Acordar com o sol nos olhos é desagradável e isso só deixou meu tradicional mau humor matinal numa atitude ignorante que perduraria pelo resto da minha vida, provavelmente. Ou até a hora que eu pudesse tomar uma xícara de café, qualquer coisa. A solidão me machucava por dentro. Estava num estado de ânimo putrefante, sentia o odor imaginário de carne podre ao qual meu corpo sucumbia lentamente. Já estava sem ela por quase um mês. No entanto, o cheiro dela ainda estava na casa, em mim. No meu travesseiro. Deveria colocar a roupa de cama para lavar. Só não tinha certeza se o que eu queria era mesmo esquecer dela. Se eu queria continuar com tudo.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Três passos depois já estava na cozinha. Esses apartamentos de hoje, supostamente econômicos, são gaiolas tão pequenas quanto sufocantes. Não podia arcar com os custos de um apartamento maior, embora desejasse ir pra qualquer outro lugar onde pudesse esticar as pernas sem encostar na outra parede. Ou chutar um móvel. Ou que o meu salário de fotógrafo pudesse pagar. Então, não podia ir para um lugar melhor. Se pudesse, não teria móveis para colocar lá dentro, mesmo. Não tinha muito. Minhas possessões não iam além de uma cama, um forno e geladeiras pré-guerra, um televisor e um videocassete, um cinzeiro, um aparelho telefônico antigo, uma vitrola com todos os vinis que eu queria ouvir e uma cadeira vermelha e bonita. Só o necessário, para mim.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Naquela manhã tudo estava mais podre que o normal. O café não ajudou e o cheiro podre agora estava em todos os lugares, a parede exalava o odor como se aquele fosse o odor usual das paredes. Tudo tinha o mesmo cheiro desagradável. Um complô olfativo. Uma rebelião interna. Queria morrer. Ou que ela morresse. Numa repulsa ao fôlego auto-destrutivo, me vesti rapidamente, olhando ao redor, como se a paranóia fosse alguma solução e saí de casa, o mais rápido que podia. No corredor o cheiro já era diferente, era maçante e empoeirado, como um grande saguão de um hotel antigo ou um museu de história. Desci pelas escadas e fui para a rua, tomar café na padaria pois não dava pra fazê-lo em casa, de maneira alguma — Vomitaria o primeiro pedaço assim que começasse o segundo por culpa daquele cheiro nauseabundo de solidão e rancor.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Na padaria, o odor também estava lá porém misturava-se tanto aos odores comuns de uma padaria e dos bêbados matinais que tudo parecia surpreendentemente familiar e acolhedor. Apesar do tédio que &lt;span style="font-style:italic;"&gt;realmente&lt;/span&gt; me acolhia, diariamente. Tudo estava sem brilho e tudo me parecia desinteressante. Por isso, eventualmente, vagava pelas ruas, sem rumo algum. Para todos os aspectos, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;flanava&lt;/span&gt;. Porém, não tinha o menor interesse turístico ou qualquer outro interessante. Andava pois ocupava-me o suficiente para não precisar pensar.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Os dias passavam assim, estranhos, malditos. Não passavam, não aconteciam, tudo parecia suspenso. Ou não parecia simplesmente. Uma inexistência substancial e concreta, capaz de calar as mais desinibidas figuras de linguagem. Nada acontecia e eu não queria que acontecesse algo pois o nada por si já era um acontecimento.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Outro dia tropecei em uma pilha de fotografias de alguns trabalhos meus. Gosto do que faço porque com a luz eu escrevo palavras diferentes dessas aqui. Palavras difíceis de pronunciar e falar, como uma língua subjetiva com suas palavras subjetivas, que se desdobra em centenas de outras palavras objetivas para uns ou em meia dúzia para outros. Depende desse dicionário pessoal. De volta ao tropeçar, foi um pouco engraçado. Dizendo tanto sobre determinados momentos passados e registrados as fotos zombavam daquele momento presente como uma justaposição de um antes-e-depois de um comercial de emagrecimento.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Engraçado porque é de algo que ninguém compraria se pudesse ver os resultados.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Definitivamente estou mais magro, sinto as maçãs do rosto protuberantes. A minha barba mal cuidada enrosca-se em meio aos cobertores e não há um porquê de fazê-la já que não vejo um porquê de ver outras pessoas que possam contemplá-la assim. Os porquês e por ques são luzes fracas e animadas, impossíveis de focalizar. As paredes estão amareladas por causa do cigarro e as cortinas perderam seu ar feliz e etéreo como se estivessem em protesto desde que ela foi embora. Não mais dançam alegremente a cada rajada de ar que chega pela janela. Não as culpo. Não há mais música desde então.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;A luz nunca parece estar satisfatória por aqui, está sempre um pouco mais escuro do que deveria. Ou não abro mais tanto os olhos devido a essa rotina putrefante que me fez aprender a não pensar em meio ao viver. Ou seja lá o que for isto. Só abro mais os olhos quando vou organizar os envelopes trazidos pelo correio. Naquele dia, entre contas e impressos, uma carta dela. Sua caligrafia delicada compunha as letras de seu nome, remetente. Do outro lado, o meu nome e meu endereço.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Fiquei sentado olhando o envelope bonito e ainda fechado.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Passei o dedo pelos vincos do envelope, senti o papel como se procurasse uma resposta em braile. Minutos depois, respirei fundo e abri o envelope, puxando e desdobrando a carta em seguida.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Li atentamente em absoluto silêncio.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Então, me levantei e&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;finalmente&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;coloquei a roupa de cama para&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;lavar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10420786-3421203627444940913?l=pinball.semtitulo.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pinball.semtitulo.org/feeds/3421203627444940913/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10420786&amp;postID=3421203627444940913&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/3421203627444940913'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/3421203627444940913'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pinball.semtitulo.org/2008/02/solido.html' title='Solidão'/><author><name>Demétrius Daffara</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-95tgXht-vD0/TdrR-6j5e0I/AAAAAAAAAFk/RFsIySIF5Qg/s220/dmtr_oculos_tuister.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10420786.post-2723575247876650457</id><published>2008-02-19T16:20:00.003-03:00</published><updated>2008-02-19T16:23:39.031-03:00</updated><title type='text'>OBSERVAÇÃO — Vespertina</title><content type='html'>Uma tarde incrivelmente quente. Uma tarde quente, quente, quente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só lembrei há pouco que, outro dia que achei que a Internet não funcionava (Xinguei Speedy e a Telefonica e tudo para depois ver um cabo desconectado. Muito obrigado!) fucei no meu computador que era antigo &lt;em&gt;e agora &lt;/em&gt;é atual e encontrei textos de pelo menos dois anos atrás. Como encontrei &lt;a href="http://pinballm.blogspot.com/2008/02/resenha-o-segredo-de-brokeback-mountain.html"&gt;aquela&lt;/a&gt; resenha de Brokeback Mountain que postei aqui. Mas são contos, alguns bons, outros medianos. Vou revisá-los e postá-los aqui, em breve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em relação ao Principito, a seguradora nos informou, gentilmente que devemos esperar pelo menos 10 dias para fazermos uma ligação para saber se foi aprovado. Putamerda, &lt;em&gt;se&lt;/em&gt; vai ser aprovado? Ridículo. Ridículo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ver.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10420786-2723575247876650457?l=pinball.semtitulo.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pinball.semtitulo.org/feeds/2723575247876650457/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10420786&amp;postID=2723575247876650457&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/2723575247876650457'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/2723575247876650457'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pinball.semtitulo.org/2008/02/observao-vespertina.html' title='OBSERVAÇÃO — Vespertina'/><author><name>Demétrius Daffara</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-95tgXht-vD0/TdrR-6j5e0I/AAAAAAAAAFk/RFsIySIF5Qg/s220/dmtr_oculos_tuister.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10420786.post-6121768803766439947</id><published>2008-02-15T19:05:00.007-02:00</published><updated>2008-02-15T19:32:38.756-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tcc'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='banalidades'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='computador'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='jazz'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='trabalho'/><title type='text'>Nuevas!</title><content type='html'>&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Vamos às últimas notícias. A maior mudança da minha rotina, no momento, é que estou estagiando na Agência de Comunicação Multimídia da Metodista. Não ganho nada pra isso, ainda. Indefinidamente. O que muda um pouco os meus planos. Não muito grave. Vou continuar sem um puto e sem as incríveis facilidades que permeiam sua vida quando você tem [&lt;em&gt;qualquer&lt;/em&gt;] dinheiro. Como alguma independência e tudo. Tá tudo bem, pra mim. Por hora, o que vale é a experiência do estágio e tudo, que vai ser proveitosa, absolutamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Além disso, o TCC está começando a caminhar. Admito, eu sou um pouco radical, em algumas situações. Tudo bem, radical em muitas mas estava, durante as férias, calculando o TCC. O TCC que eu faria sozinho. Não dava para considerar um grupo, basta. Inaceitável. Jamais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Aí, as aulas começaram. E o lado que não é radical é um lado que eu não chamo mas poderia chamar de de Pollyana, por causa do &lt;em&gt;jogo do contente&lt;/em&gt;. E as aulas começaram e eu fico insuportavelmente otimista. E penso, oras, por que não? Dessa vez o grupo inteiro vai funcionar, vai ficar tudo ótimo! Problemas passados ficaram no passado, o futuro é feliz e vai ficar &lt;em&gt;tudo&lt;/em&gt; azul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Bah.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Parece até filosofia hippie, por deus. Me aconselharam a segurar um pouco a onda. Segurei. Recobrei a razão. Vai dar tudo certo e tudo acontecerá dentro dos prazos e possibilidades, sim. Porém, só o será se eu fizer a coisa direito &lt;em&gt;agora&lt;/em&gt;. E comecei a trabalhar efetivamente para tal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Meu computador continua torrado. Estou postando da faculdade o que é uma solução muito mais elegante do que postar no antigo computador que tenho em casa — se não mais elegante, ágil e &lt;em&gt;nesses tempos de carros e patinetes&lt;/em&gt;, quem tem tempo a perder?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Pelo menos, o homem da seguradora que foi em casa não era o Ben Stiller nem nada. Não o vi, minha irmã o recebeu lá, eu não estava em casa. Falou que ele era simpático até. Eu digo que ele deveria ser demitido, como ele ousa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Além disso, e fugindo ridiculamente do assunto, eu preciso de uma contribuição. Eu preciso da &lt;a href="http://jazz.folha.com.br/"&gt;coleção&lt;/a&gt; toda. E eu não tenho nenhum número lançado portanto, preciso de 190 reais especificamente para isso. A coleção de música clássica (que eu perdi, não comprei depois, foi encerrada qualquer venda e eu amargo um desgosto tremendo por não ter comprado, até hoje) passou e não posso deixar passar a coleção de jazz, é sério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Enfim, preciso de ajuda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale figa, pessoal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10420786-6121768803766439947?l=pinball.semtitulo.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pinball.semtitulo.org/feeds/6121768803766439947/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10420786&amp;postID=6121768803766439947&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/6121768803766439947'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/6121768803766439947'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pinball.semtitulo.org/2008/02/nuevas.html' title='Nuevas!'/><author><name>Demétrius Daffara</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-95tgXht-vD0/TdrR-6j5e0I/AAAAAAAAAFk/RFsIySIF5Qg/s220/dmtr_oculos_tuister.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10420786.post-6334235976678005611</id><published>2008-02-12T15:02:00.000-02:00</published><updated>2008-02-12T15:42:11.974-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='resenha'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Salinger'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='johnny cash'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='impressões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='faculdade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ficção'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filmes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='arquivo'/><title type='text'>RESENHA: "O Segredo de Brokeback Mountain"</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;(Nota: Essa resenha foi redigida e entregue no dia 23/02/2006 para a disciplina de História da Arte, no primeiro semestre do curso de Mídias Digitais da Universidade Metodista de São Paulo. Como estou no meu antigo computador pelo menos até que o &lt;a href="http://pinballm.blogspot.com/2008/02/bang.html"&gt;Principito&lt;/a&gt; esteja de volta pra casa. Encontrei esse texto entre os arquivos que só tenho nessa máquina. Boa leitura!)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;O Segredo de Brokeback Mountain é o (já) lendário filme dos caubóis gays. Polêmicas, desconforto, uma reação tão previsível quanto impressionante. Uma amiga minha que me acompanhou no cinema se contorcia durante a sessão nos momentos mais hardcore do filme (Por mais softcore que seja, apesar de não ser um pornô. Lógico) e sei que ela tem amigos homossexuais. Porém, ela sente-se desconfortável e visivelmente incomodada com a relação entre dois homens. “Imagina &lt;span style="font-style:italic;"&gt;aquilo&lt;/span&gt; entrando”, disse. Particularmente, tais cenas não me incomodam. São demonstrações de sexo, como qualquer outra, heterossexual, homossexual entre mulheres, etc. Não tão etc, claro. Zoofilia, necrofilia e toda essa pansexualidade no sentido amplo de que tudo é sexo (Ou &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“fornicável”&lt;/span&gt;) me incomoda um bocado.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Porém, o filme apresenta essa relação entre os dois homens de uma maneira muito tranqüila. Poética, até. No entanto, o excesso de melodrama acaba anestesiando demais alguns temas queridos ao filme, em minha opinião, permitindo ao espectador comum apenas a visão do romance entre os dois homens. Algo semelhante no dramalhão Titanic, que faz uso de ótimas tecnologias e um romance — também — “impossível” mas parece banalizar toda a tragédia em si. O que dá uma certa vantagem à Brokeback Mountain por não situar o filme dentro de nenhum acontecimento histórico assim tão relevante.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Situando o filme, inicialmente, em 1963, Ang Lee usa de uma montagem “lenta”, valorizando muito a montanha do título e depois, com a tensão crescente do filme, as cenas tornam-se mais curtas, gradativamente, o que sim, é uma fórmula. Contudo, entendo o valor dessas imagens como foram apresentadas. O início valoriza a condição dos homens rústicos em contato com a natureza. Sendo esses homens tão rústicos, tais quais os rústicos caubóis do século XIX e, em função da natureza bucólica destes — independente do século em que se encontram — montagens paralelas constantes, cortes da geração MTV e a valorização do plástico não têm razão aqui e para tanto, o filme tem uma carreira de premiações e elogios de, em sua maioria, críticos e pessoas mais velhas, mas arrisca-se em desagradar a mesma geração dos cortes rápidos e videoclipes modernos, uma valorização da velocidade da edição sobre o conteúdo, o que é uma pena. Há uma vivacidade tão grande em contraste à essa aparente monotonia que os personagens não poderiam viver num mundo mais real. &amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Posteriormente, o filme projeta-se focando menos na natureza e mais nos personagens, não coincidentemente quando a ligação entre Ennis e Jack torna-se mais forte. O que é, até um certo ponto, cliché em termos de imagem cinematográfica para dar uma visão mais intimista dos personagens para o espectador, mas utilizando-se ainda de uma leveza na câmera pouco ordinária, sendo completada pela fotografia eficiente e pouco chamativa (por isso mesmo genial, já que adequou-se tão bem ao filme em si) e as ótimas atuações de todas personagens, fossem principais ou coadjuvantes.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;O período do filme também “coincide” com o período da revolução musical e sexual. Andy Warhol com sua &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Factory&lt;/span&gt;, nos anos 60 gerenciava o &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Velvet Underground&lt;/span&gt; e em oposição ao que é apresentado na película, uma valorização máxima ao plástico. Em 1963, os &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Beatles&lt;/span&gt; colocava &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Please Please Me&lt;/span&gt; em primeiro lugar nas paradas britânicas, onde essa “revolução” musical mostrou-se pioneira e depois copiado pela América. Na América do Norte, a música &lt;span style="font-style:italic;"&gt;country&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style:italic;"&gt;folk&lt;/span&gt;, no começo dos 60 era o grande evento, assim como Elvis e toda a &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Motown&lt;/span&gt; em si. E essa música country como a de Johnny Cash (Que, vale o trocadilho, como disse Bono Vox “Todo homem é um maricas se comparado a Johnny Cash”) é apresentada no filme porque ela era (e ainda é, imagino) popular no interior do país. O plástico adorado por Andy Warhol, assumidamente homossexual, e seus seguidores, como Lou Reed, que como o próprio diz no livro &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Mate-me, Por favor&lt;/span&gt;, de Legs McNeil e Gillian McCain, “Sou um chupador de pau, meu bem” exibe uma naturalidade na aceitação pessoal com o assunto (Apesar de não ser tão amplamente aceita pela sociedade em geral) que é típica de uma cidade grande, como a Nova York de Warhol e Reed. No filme, há uma dificuldade de aceitação à própria sexualidade. Na negação, no tradicionalismo — fato representado pelos personagens casarem-se e terem filhos, como qualquer homem heterossexual faria — e mesmo na violenta reação da sociedade que exclui e/ou assassina uma pessoa por ignorância (Talvez uma herança da igreja e suas leis incoerentes). De qualquer forma, o filme rústico assemelha-se à homossexualidade mais livre, retratada nesse trecho do livro, mas vai além. No livro, Billy Name complementa o comentário de Reed dizendo “Então Lou Reed sentava na minha cara enquanto eu me masturbava. Era como fumar casca de milho atrás do celeiro, coisa de garotos. Não havia paixão ou romance envolvidos. Era só uma questão de aliviar as bolas naquele momento, porque sair com garotas ainda tinha a ver com ficar envolvido e toda aquela merda. Com caras era mais fácil”. No filme, o “aliviar as bolas naquele momento” transformou-se em paixão. Os homens apaixonam-se.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Em 1962, John Ford lançou &lt;span style="font-style:italic;"&gt;O Homem que Matou o Facínora&lt;/span&gt;. Como em outros filmes do gênero, homens enfrentam, com pioneirismo, o oeste “selvagem” e, geralmente, dominando-o. Tal qual esse pioneirismo rústico retratado nesses filmes, o filme de Lee exibe uma espécie de pioneirismo sexual. Tanto na (quase) inovação cinematográfica, que de certa forma bloqueia a homossexualidade entre homens quanto entre tais personagens. Eles não enfrentam índios e suas terras desconhecidas, não têm bandidos canastrões ou donzelas em perigo. O desconhecido aqui era o limite de seus desejos. O limite sexual em si. E assim sendo, o filme exibe tal pioneirismo com êxito e, por essa ótica podemos afirmar que é um filme de caubóis, como os outros. A mudança (ou atualização) temporal é parte chave para o desenrolar do tema.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Ennis também é um caubói, como os outros. Porém, sem os temas típicos de um faroeste, ele é algo passado. E com medo de ser esquecido. Semelhante ao medo de Holden Caulfied em &lt;span style="font-style:italic;"&gt;O Apanhador no Campo de Centeio&lt;/span&gt;, de J. D. Salinger, frente à iniciação da vida adulta e o desapego da inocência, sozinho e perseguindo fantasmas de um passado infantil e feliz, Ennis vê-se nas sombras de uma vida que sequer viveu e agora encontra-se apaixonado por alguém do mesmo sexo, distante de seus familiares e amigos, perseguindo os fantasmas do amor por Jack. Para isso, teria de lidar e transpor o próprio preconceito, moralidade e medo da violência, que presenciou quando garoto, e trazer esse amor para o “mundo real”. Apesar de ter deixado a família e amigos, sua crise interna o permite assumir o romance enquanto na Montanha, somente, como um mundo dos sonhos, o lugar idealizado para ele ser quem é livre de qualquer moralismo. E mesmo depois da morte de Jack, fruto dessa dificuldade social — reforçado pela mentira da ex-esposa dele, que referiu-se à morte como algo de trabalho e não como comoção popular contra um homossexual — quando Ennis parece finalmente aceitar, ele ainda apega-se à montanha. No entanto, num ato simbólico. Como casais que cravam corações em árvores, Ennis tinha aquele lugar de seus sonhos como símbolo do amor entre os dois.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Além do excessivo melodrama, outro aspecto controverso do filme é a suposta crítica política ao governo Bush e derivados. Seja porque Bush é texano, então caubói, e os caubóis do filme são gays ou um arranhão ao conservadorismo norte-americano (que ainda existe), além de como a revista Bravo! coloca “um caubói perdido e agonizante sem arma e sem vilões a combater, representando o tempo que já passou”, que numa breve analogia, podemos dizer que seria o Bush fazendo suas guerras contra o “terrorismo” porque Bush-pai já tentara fazê-lo anteriormente e foi mal-sucedido e além disso, numa época em que se fala tanto em paz e tolerância entre os povos, ele ataca outros países com motivos dúbios e etc. Mas vale ressaltar que tais crítica podem (ou não) existir. A leitura é possível, definitivamente. No entanto, é um tanto subjetiva e completamente temporal. Em 50 anos, ou até menos, provavelmente, essa leitura política do filme dificilmente será lembrada pois é algo que pede o imediatismo e o “vivenciamento” de tais fatos.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Podem sim associá-lo com a situação político, social ou cultural da época então presente, digamos que por volta de 2056. Mas se alguém realmente considerar que em 2056 haverá tamanha intolerância entre os povos, guerras político-sentimentais, preconceito e ignorância pelo mundo, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;alguém&lt;/span&gt;, provavelmente, não foi abraçado pelo pai na infância.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;div align="right"&gt;20060223&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10420786-6334235976678005611?l=pinball.semtitulo.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pinball.semtitulo.org/feeds/6334235976678005611/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10420786&amp;postID=6334235976678005611&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/6334235976678005611'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/6334235976678005611'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pinball.semtitulo.org/2008/02/resenha-o-segredo-de-brokeback-mountain.html' title='RESENHA: &quot;O Segredo de Brokeback Mountain&quot;'/><author><name>Demétrius Daffara</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-95tgXht-vD0/TdrR-6j5e0I/AAAAAAAAAFk/RFsIySIF5Qg/s220/dmtr_oculos_tuister.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10420786.post-9107806392336416996</id><published>2008-02-12T01:24:00.000-02:00</published><updated>2008-02-12T02:01:24.462-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='impressões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='trote'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tcc'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='calouro'/><title type='text'>Bixos e bixetes</title><content type='html'>Recomeçadas as aulas, primeiro dia. No ano passado, eu não fui no primeiro dia ou sequer na primeira semana. Pensei &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Oras, vai ficar aquela bagunça com os bixos, não tô a fim de perder meu tempo indo até lá para isso"&lt;/span&gt;. Obviamente, o professores falaram de como seria todo o semestre e o ano, explicaram pontos importantes, abriram para dúvidas, sugestões e comentários e no decorrer da semana, grupos e exercícios foram formados e iniciados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem, segunda-feira, eu não poderia deixar isso acontecer mais uma vez porque ainda que o resultado não foi tão dramático, gosto de saber o que eles pretendem. Além disso, esse ano tem o TCC então o meu interesse era ainda maior. Sendo assim, cheguei na faculdade e a sala que eu teria a aula estava apagada e fechada. Fui à Coordenação da Faculdade de Comunicação pra saber onde seria aula. Vi um monte de pessoas da minha sala, estavam todos eufóricos com os bixos que estavam em uma sala no andar de cima, sendo recepcionados pelo corpo docente. Ali ao meu lado, todo o corpo discente de Mídias Digitais, prontos para recepcioná-los da maneira que eles acreditam ser a melhor, com tinta, tesouras, mendicância e humilhação pública.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não considero as tradicionais recepções de calouros &lt;i&gt;muito&lt;/i&gt; divertidas, honestamente. Entendo o simbolismo que envolve todo o ritual e o considero mais expressivo quando é uma conquista de uma vaga em universidade pública. Não acho totalmente desnecessário em particulares mas é desnecessário para mim, pessoalmente. Nem aquelas histórias cretinas de "trote solidário" me convence. Entendo a causa mas não compro muito a idéia. Quem quiser, que se divirta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, claro. Não houve aula. Vi o pessoal levar os bixos para longe, todos juntos, provavelmente para fazer pedágio. Dou o braço a torcer. É um troço meio besta, meio simpático. Como eu disse, prefiro não participar desse tipo de comemoração. Mas é engraçado ver como as pessoas se divertem com aquilo tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nessa segunda mesmo, mais cedo, minha irmã fez a matrícula na UNESP. Já houve trote, com tinta e tudo. Estou realmente animado com ela, então, todos comigo: &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Parabéns para ela!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10420786-9107806392336416996?l=pinball.semtitulo.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pinball.semtitulo.org/feeds/9107806392336416996/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10420786&amp;postID=9107806392336416996&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/9107806392336416996'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/9107806392336416996'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pinball.semtitulo.org/2008/02/bixos-e-bixetes.html' title='Bixos e bixetes'/><author><name>Demétrius Daffara</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-95tgXht-vD0/TdrR-6j5e0I/AAAAAAAAAFk/RFsIySIF5Qg/s220/dmtr_oculos_tuister.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10420786.post-6978879153914773521</id><published>2008-02-10T14:19:00.000-02:00</published><updated>2008-02-10T14:24:01.795-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tcc'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='banalidades'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='computador'/><title type='text'>(a)cúmulo</title><content type='html'>&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Meu computador usual — o Principito — foi levado, na semana passada, para um lugar decente. Constatado o problema, placa mãe &lt;i&gt;e&lt;/i&gt; fonte, custará uma nota para voltar a operar — muito acima dos 380 prometidos pelo safado especialmente porque só a minha placa mãe está na casa dos 900. Porém, minha mãe paga um seguro residencial e que felizmente cobre o dano causado pelo maldito raio. Não sei quando nem nada, e considerando o tanto que eu conheço de seguradoras, por meio de filmes (essencialmente) provavelmente levará uns quatro anos para pagar o computador. E enviará uma pessoa para investigar tudo aqui em casa, que será muito metódico ainda que atrapalhado e desastrado, causando inúmeras confusões enquanto estará às voltas com uma garota que será charmosa e desencanada, com um estilo de vida totalmente diferente do seu. E será interpretado pelo Ben Stiller.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Estou feliz de dizer que apesar do Principito estar fora de questão, no momento, ressucitamos meu antigo computador, que estava com um curto na placa de rede e não ligava. Sanado o problema, agora ele funciona. Não que seja bom ou ruim. É &lt;i&gt;tolerável&lt;/i&gt;. Mas na medida do possível. Sinceramente, depois de me acostumar ao outro computador, isso aqui me faz sentir como se eu estivesse em um episódio de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/The_Twilight_Zone"&gt;Além da Imaginação&lt;/a&gt;. Eu fui postar pelo Blogger e ele levou mais de um minuto para transcrever uma única linha do que eu tinha digitado aqui, a primeira desse post. Estou no Bloco de Notas que felizmente responde instantaneamente a minha digitação. Está insuportavelmente lento — no duro. Outro exemplo é a instalação do programa da câmera digital. Está instalando há, literalmente, cento e quarenta minutos. Estou perto &lt;i&gt;assim&lt;/i&gt; de mandar o programa às favas e esperar o meu outro computador voltar para mexer com as fotografias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Ontem eu comecei um curso de &lt;a href="http://www.saobernardo.sp.gov.br/comuns/pqt_container_r01.asp?srcpg=noticia_completa&amp;amp;ref=3504&amp;amp;qt1=0"&gt;História do Cinema&lt;/a&gt; ministrado pelo "jornalista, cineasta, professor e crítico de cinema" Alfredo Sternheim e que será semanal, aos sábados até o final do ano. A primeira aula foi boa. Faltou exibir alguns filmes que foram, pelo menos, citados mas que provavelmente deixou tudo um pouco mais suspenso para quem não conhece muito do período, aquele do início do cinema. Eu não conheço muito mas conhecia alguns tantos dos quais o Alfredo citou então foi bastante proveitoso. A minha impressão de que faltou ilustrar um pouco mais foi reforçada após um pequeno intervalo de dez ou quinze minutos em que tinha um número um pouco menor de pessoas, aparentemente. Acho que só será possível realmente falar em evasão na próxima semana, caso ocorra baixas significativas. De qualquer maneira, quem estiver interessado em um curso gratuito de História do Cinema pode se inscrever. Não sei bem se para esse módulo mas no &lt;a href="http://www.saobernardo.sp.gov.br/comuns/pqt_container_r01.asp?srcpg=noticia_completa&amp;amp;ref=3504&amp;amp;qt1=0"&gt;site&lt;/a&gt; tem mais informações. Os telefones são (11) 4125-0582 e (11) 4123-8083. Liga lá!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Amanhã começa oficialmente as minhas aulas na faculdade. O quinto semestre de Mídias Digitais. Estou curioso para ver o que será dito sobre o TCC, que sei (ou imagino) que terá uma participação nesse semestre e será a estrela do próximo. O que torna oficialmente hoje, dez de fevereiro, meu último dia de férias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Estou quebrado, em período de recessão. Preciso de um emprego ou as coisas não ficarão muito boas. Preferencialmente um estágio ou qualquer coisa assim porque eu vou terminar o meu curso no final do ano. Já falei que só será após um TCC?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Hoje, em São Bernardo, há a &lt;a href="http://www.saobernardo.sp.gov.br/comuns/pqt_container_r01.asp?srcpg=noticia_completa&amp;amp;ref=3448&amp;amp;qt1=0"&gt;Mostra de Cinema Internacional&lt;/a&gt;. Hoje os filmes são "Infância Roubada" e "Piaf — Um Hino Ao Amor", sempre com exibição em película (de acordo com os organizadores). O ingresso custa 3r$ e com direito a meia entrada para estudantes.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;br /&gt;Vou lá,&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10420786-6978879153914773521?l=pinball.semtitulo.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pinball.semtitulo.org/feeds/6978879153914773521/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10420786&amp;postID=6978879153914773521&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/6978879153914773521'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/6978879153914773521'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pinball.semtitulo.org/2008/02/acmulo.html' title='(a)cúmulo'/><author><name>Demétrius Daffara</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-95tgXht-vD0/TdrR-6j5e0I/AAAAAAAAAFk/RFsIySIF5Qg/s220/dmtr_oculos_tuister.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10420786.post-3318264059390264452</id><published>2008-02-06T15:36:00.000-02:00</published><updated>2008-02-06T16:16:43.771-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='aniversário'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='banalidades'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='inferno astral'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='computador'/><title type='text'>Tac tac tac tac tac tac</title><content type='html'>Estou em uma Lan House. Uma Lan House em Jacareí. Estou aqui de passagem, vou a Campinas amanhã para acompanhar o meu pai que tem que levar uns documentos até lá e eu vou por mero turismo. Pretendo ver a exposição Loucos por Cinema no Sesc Campinas — trabalhei na mesmo exposição aqui em Santo André porém fiquei curioso para ver como seria a montagem dela em um lugar diferente. Vai ser um belo passeio. Continuando, estou na tal lan house de Jacareí, cercado de uma porção de estranhos que digitam compulsivamente em seus computadores, atentos aos monitores, em Messengers e Orkuts da vida. Não estou prestando muita atenção, estou com um pouco de pressa, precisava vir e escrever um pouco. Cercado do tac tac tac tac dos outros, sinto-me incrivelmente aliviado de fazer meu próprio tac tac tac tac. Então tac tac tac tac.&lt;br /&gt;Os posts anteriores foram feitos pelo celular. Não é uma solução elegante nem sequer interessante. É um quebra galho, postei algumas coisas mas não pretendo manter o hábito — é cansativo, o teclado é desconfortável e chato. Tem uma limitação assustadora de 1024 caracteres ou algo assim então eu acabava escolhendo demais as palavras para postar com medo de ser interrompido por limitações técnicas.&lt;br /&gt;Tac tac tac tac tac tac; Não abri Orkut nem Messenger aqui, prefiro fazer isso em casa quando tenho meu computador em casa, confortável, onde posso estar de pijamas e tomando um café, em silêncio, sem pressa em relação às horas. tac tac tac e já se passaram vinte minutos, aproximadamente que eu estou aqui. Escrevendo, apenas dez ou doze.&lt;br /&gt;Gosto de escrever pelo teclado. Uso canetas ou lápis ou carvão ou sei lá o que tiver em mãos para escrever ou desenhar mas para escrever &lt;em&gt;escrever&lt;/em&gt;, meus dedos macios e preguiçosos sempre gostaram de utilizar um teclado. Mesmo máquinas de escrever me empolgam muito, usei bastante para trabalhos ou diversão pessoal, errando as teclas vez ou outra e machucando os dedos nesses erros de digitação, nas ferragens entre teclas. Então, um dia surgiu o computador e seu teclado macio e indolor, com comodidades incríveis como o backspace, delete, page up e page down. Acho que cada pessoa tem uma maneira preferida de escrever, se escrever faz parte da sua gama de expressão e não considero a predileção por teclado confortáveis um demérito de forma alguma. Clarice Lispector escrevia em uma máquina de escrever. Arturo Bandini tinha sua fiel máquina de escrever ao seu lado para registrar seus momentos de inspiração — anotações a mão onde não é posivel digitar, sempre faço, é bom notar.&lt;br /&gt;Enfim, o homem do computador disse que a placa mãe do computador queimou. Não sei, não acendia uma luz sequer na porra da CPU e o drive de DVDs não abria. Até onde eu sei, se é apenas a placa mãe, o computador tem alguma energia para acender uma luz verde ou abrir a bandeja de DVDs. Mas ele, muito solícito, ofereceu trocar a minha placa mãe que é meio "defasada" ou algo assim por uma placa mãe ASUS &lt;em&gt;super&lt;/em&gt; moderna e teoricamente melhor que a minha atual por apenas 380 reais. Trezentos e oitenta mangos numa placa mãe nova e com entrada FireWire, Wi-Fi nativo e o caralho? Não é muito acima disso, ou é, deus sabe. Eu sei que não confio nesse cara por uma série de motivos que não cabe aqui, especialmente porque eu só tenho mais 26 minutos aqui porém, não confio. Ele falou com a minha irmã e minha mãe vai buscar o computador e levar a um outro lugar, um lugar de um rapaz muito bacana e tudo e que acredito que será um pouco mais justo nessa avaliação.&lt;br /&gt;Não sei quanto tempo mais eu vou ficar sem o meu computador e não sei bem o que fazer em relação a isso.&lt;br /&gt;Estou escrevendo algumas coisas, manuscrito mesmo, para não perder o hábito e tenho tirado algumas fotos que em breve poderei publicar aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou um homem em pleno Blackjack sem computador e pagando um e cinqüenta por hora de utilização da internet. Eu preciso arrumar um emprego e eu preciso me comprar um laptop, mas o laptop não é urgente. Não tive um até agora e posso viver sem um por mais algum tempo. Mais algum tempo considerando que eu tenha o meu fiel computador me esperando, em casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O único alívio do orçamento, por mais que seja um orçamento muito suspeito, é que o HD não deve estar danificado. Então tenho quase que certeza de que minhas fotos, vídeos, trabalhos, e-mails, projetos acabadados e inacabados e qualquer outra anotação estão lá, só aguardando por mim. Ou isso ou o cara estaria me dando um computador novo por 380r$. E se for assim, eu quero mais um, por que não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah sim, meu aniversário passou e o inferno astral acabou. Tudo está normal, já. Astrologicamente falando, claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até breve,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(É favor desconsiderar qualquer erro de digitação encontrado aqui)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10420786-3318264059390264452?l=pinball.semtitulo.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pinball.semtitulo.org/feeds/3318264059390264452/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10420786&amp;postID=3318264059390264452&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/3318264059390264452'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/3318264059390264452'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pinball.semtitulo.org/2008/02/tac-tac-tac-tac-tac-tac.html' title='Tac tac tac tac tac tac'/><author><name>Demétrius Daffara</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-95tgXht-vD0/TdrR-6j5e0I/AAAAAAAAAFk/RFsIySIF5Qg/s220/dmtr_oculos_tuister.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10420786.post-5285855595672053219</id><published>2008-02-03T10:07:00.001-02:00</published><updated>2008-02-03T10:07:19.681-02:00</updated><title type='text'>BLACKJACK!</title><content type='html'>!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10420786-5285855595672053219?l=pinball.semtitulo.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pinball.semtitulo.org/feeds/5285855595672053219/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10420786&amp;postID=5285855595672053219&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/5285855595672053219'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/5285855595672053219'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pinball.semtitulo.org/2008/02/blackjack.html' title='BLACKJACK!'/><author><name>Demétrius Daffara</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-95tgXht-vD0/TdrR-6j5e0I/AAAAAAAAAFk/RFsIySIF5Qg/s220/dmtr_oculos_tuister.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10420786.post-576609412003436103</id><published>2008-02-01T22:16:00.001-02:00</published><updated>2008-02-01T22:26:22.530-02:00</updated><title type='text'>Car-na-va-L</title><content type='html'>O or&amp;#231;amento do computador sairia hoje ou s&amp;#243; na semana que vem, por causa do carnaval. &lt;p&gt;Obviamente meu computador n&amp;#227;o volta antes de quarta-feira.&lt;br&gt;E apesar disso, t&amp;#225; tudo bem. Estou t&amp;#227;o cansado que n&amp;#227;o consigo me concentrar. &lt;br&gt;Gra&amp;#231;as &amp;#224; exaust&amp;#227;o, estou com um p&amp;#233;ssimo, P&amp;#233;ssimo Humor. Provavelmente o primeiro (e certamente não o único) de 2008.&lt;p&gt;&lt;br&gt;Vou dormir um pouco.&lt;br&gt;Em pleno carnaval.&lt;p&gt;que absurdo.&lt;p&gt;&lt;br&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10420786-576609412003436103?l=pinball.semtitulo.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pinball.semtitulo.org/feeds/576609412003436103/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10420786&amp;postID=576609412003436103&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/576609412003436103'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/576609412003436103'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pinball.semtitulo.org/2008/02/car-na-va-l.html' title='Car-na-va-L'/><author><name>Demétrius Daffara</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-95tgXht-vD0/TdrR-6j5e0I/AAAAAAAAAFk/RFsIySIF5Qg/s220/dmtr_oculos_tuister.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10420786.post-4410126384784757383</id><published>2008-02-01T08:46:00.001-02:00</published><updated>2008-02-01T08:46:29.531-02:00</updated><title type='text'>BANG</title><content type='html'>Depois de amanh&amp;#227; &amp;#233; meu anivers&amp;#225;rio.&lt;p&gt;Gra&amp;#231;as a um raio, ontem meu computador queimou.&lt;p&gt;Obrigado,&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10420786-4410126384784757383?l=pinball.semtitulo.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pinball.semtitulo.org/feeds/4410126384784757383/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10420786&amp;postID=4410126384784757383&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/4410126384784757383'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/4410126384784757383'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pinball.semtitulo.org/2008/02/bang.html' title='BANG'/><author><name>Demétrius Daffara</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-95tgXht-vD0/TdrR-6j5e0I/AAAAAAAAAFk/RFsIySIF5Qg/s220/dmtr_oculos_tuister.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10420786.post-381424955370854685</id><published>2008-01-28T07:27:00.001-02:00</published><updated>2008-01-28T07:27:28.079-02:00</updated><title type='text'>Pensamento positivo</title><content type='html'>Na pior das hipóteses, eu acordei na hora e já vou sair de&lt;br /&gt;casa para chegar a tempo na gráfica safada para então&lt;br /&gt;chegar no lugar para apresentar meu porta-fólio.&lt;br /&gt;Preferencialmente a tempo. O que, considerando&lt;br /&gt;as possibilidades, seria um&lt;br /&gt;bônus.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10420786-381424955370854685?l=pinball.semtitulo.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pinball.semtitulo.org/feeds/381424955370854685/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10420786&amp;postID=381424955370854685&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/381424955370854685'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/381424955370854685'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pinball.semtitulo.org/2008/01/pensamento-positivo.html' title='Pensamento positivo'/><author><name>Demétrius Daffara</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-95tgXht-vD0/TdrR-6j5e0I/AAAAAAAAAFk/RFsIySIF5Qg/s220/dmtr_oculos_tuister.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10420786.post-2376613416594469099</id><published>2008-01-27T15:16:00.000-02:00</published><updated>2008-01-27T15:20:00.469-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Salinger'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Seymour Glass'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Seymour - Uma Apresentação'/><title type='text'>[POSFÁCIO] Jeová não mora mais aqui</title><content type='html'>"Devia ser uma história religiosa, porém termina puritana. Sinto que você o censura por todos os 'Que se dane'. Acho isso errado. Quando ele, Les ou qualquer outra pessoa diz 'que se dane' para tudo, não será isso simplesmente uma forma inferior de oração? Não consigo acreditar que Deus reconheça qualquer tipo de blasfêmia. Essa é uma palavra medrosa, inventada pelo clero."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;J.D. Salinger&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;(Mais uma vez)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10420786-2376613416594469099?l=pinball.semtitulo.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pinball.semtitulo.org/feeds/2376613416594469099/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10420786&amp;postID=2376613416594469099&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/2376613416594469099'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/2376613416594469099'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pinball.semtitulo.org/2008/01/posfcio-jeov-no-mora-mais-aqui.html' title='[POSFÁCIO] Jeová não mora mais aqui'/><author><name>Demétrius Daffara</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-95tgXht-vD0/TdrR-6j5e0I/AAAAAAAAAFk/RFsIySIF5Qg/s220/dmtr_oculos_tuister.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10420786.post-230453679378251332</id><published>2008-01-27T11:31:00.001-02:00</published><updated>2008-01-27T15:16:27.495-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='banalidades'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fé'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='inferno astral'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='link'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='deus'/><title type='text'>Jeová não mora mais aqui</title><content type='html'>Devem ter aberto uma igreja nova aqui nas redondezas porque não é possível. Ontem, pela manhã, dois senhores batem à porta. Um silêncio mortal caiu sobre a casa. Minha mãe olhou rapidamente por uma fresta da janela e viu que eram testemunhas de Jeová. Ela tomou um café, folheou o jornal e deu mais uma olhada. Eles ainda estavam plantados no portão. Ela saiu para o quintal com tom de poucos amigos. "Pois não?" e eles perguntam "Bom dia, podemos falar com a senhora por uns minutinhos para--" "Não, não podem não", ela já falou de uma vez. Eu não vi a expressão deles porém ela disse que eles ficaram meio sem reação e tudo, agradeceram e foram embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À tarde, mais no final da tarde, a campainha toca. Eu fui atender sem olhar quem era. Incrivelmente era um outro maldito testemunha de Jeová, dessa vez um bem jovem. Entre as coisas que passam pela sua cabeça quando você recebe dois testemunhas de Jeová no mesmo dia, acho que posso citar "Castigo divino", "Preciso achar um exorcista", "Cadê esse Deus que eles tanto falam?", "Se eu atender mais dois testemunhas de Jeová eu ganho uma Bíblia de brinde?" e "Jeová. Je-O-Vá. Je. Oooo. Váááá. Nome gozado". Porém, só disse um &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Boa Tarde&lt;/span&gt;. Achei engraçado porque o rapaz era realmente jovem. Por um momento pensei em perguntá-lo quantos anos ele tinha mas então considerei que eu mesmo só tenho vinte e se eu o perguntasse quantos anos ele tinha, afinal, soaria como se eu fosse uma dessas pessoas velhas que ao ouvir que a outra pessoa é muito mais jovem erguem as sombrancelhas e suspiram com arrogância como se dissessem, com um tom falsamente condescente "Ah, meu jovem. Eu já passei dessa fase" como se a velhice fosse o ponto máximo de alguma sabedoria tão mística e inacessível para outras pessoas de mais tenra idade. Mas estimo que o rapaz tinha aproximadamente a minha idade ou no máximo dois, três anos mais novo. Outra coisa que denunciava sua inexperiência na arte de catequizar índios, digo, espalhar a palavra de Jeová era que ele era um pouco tímido. Gaguejava um bocado e não agüentava me olhar nos olhos por muito, ficando sem palavras e olhando para o lado para reencontrá-las.&lt;br /&gt;Ele me mostra umas perguntas num livro que achei que fosse uma Bíblia mas não, eram aqueles panfletos que mostram pessoas no paraíso, comendo de uma mesa farta enquanto leões e avestruzes, cachorros e crianças correm e brincam por um lindo campo verdejante. Eram centenas desses panfletos, encadernados. Mostra aquelas questões do tipo "por que estamos aqui?" ou "existe vida após a morte?". Me pergunta se eu já tive alguma dessas dúvidas (eu sou um ironista da pior espécie, meu cérebro deve ter uma parte especial para ironia e afins porque junto do raciocínio lógico, automaticamente, há algum comentário inadequado. É bárbaro! Só que aí eu pensei em como é desgradável questionar as pessoas pela sua fé e tudo ou mesmo ridicularizar algo que a pessoa realmente acredita. Decidi me segurar) e eu respondi que já sim, claro.&lt;br /&gt;Ele me pergunta qual delas eu gostaria de saber a resposta. Olhei bem no fundo dos olhos dele porque achei isso meio presunçoso e voltei os olhos para aquelas perguntas de 20 reais. Achei tudo meio bobo naquele momento e disse "Agora, assim, não me interessa nenhuma delas. Essas são aquelas questões que surgem porque estamos aflitos ou coisa que o valha. Agora, não estou aflito" o que era uma mentira. Tinha todo o drama do &lt;a href="http://pinballm.blogspot.com/2008/01/cinco-reais.html"&gt;porta-fólio&lt;/a&gt; em cima da minha cabeça mas juro que entre as questões não estava "Não consegui imprimir meu porta-fólio. Estou condenado a queimar no inferno?". Ele me olhou e disse "E o que acontece com seus entes queridos, familiares e amigos depois que eles morrem, você sabe?" e eu disse "Eles morrem, ué. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Finito&lt;/span&gt;." e aí ele gaguejou um pouco, espremeu algumas sílabas confusas e em resumo, não era bem aquilo que ele tava falando. "Ah. Você tá falando do negócio de vida após a morte?", perguntei, e ele falou que era. Então ele começou a contar uma história fantástica sobre todo mundo que morreu ser julgado e então os &lt;span style="font-style:italic;"&gt;bons&lt;/span&gt; voltarão para viver uma eternidade feliz e os &lt;span style="font-style:italic;"&gt;maus&lt;/span&gt; serão eternamente castigados ou mortos logo de cara ou algo assim. Para interagir, ele me pergunta "não seria ótimo se algum parente seu que morreu voltasse à vida e viesse ao seu encontro novamente?". Pensei em quem eu conheci que já morreu e há quanto tempo isso aconteceu. "Depende do estado de putrefação", respondi.&lt;br /&gt;Não resisti. Pensei em seguida &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Se eles são as testemunhas, eu sou o promotor!&lt;/span&gt; e sorri por dentro. E o que se seguiu foi uma porção de levantamentos tão fantásticos quanto o outro e a cada vez ele citava um trecho da Bíblia, versículo e tudo, abria no tal trecho e me apontava com as mãos trêmulas enquanto lia, devorando vírgulas e fazendo tom de profecia a cada ponto final. Pensei em perguntar sobre isso também, como eles conseguiam saber os trechos mais convenientes da Bíblia na ponta da língua sendo que eu só consigo manter memorizado um CEP e se eu leio outro preciso me concentrar pra trazer o meu de volta.  Mas não tinha essa questão no começo. Depois que ele falou que Deus colocou Jesus em Maria, ainda virgem, ele colocou um manto, invólucro ou coisa assim ao redor de Jesus na barriga da Maria para Jesus não entrar em contato com a imperfeição de Maria. Sensacional! Falou um pouco mais de como o homem é imperfeito e tudo e eu perguntei se a Bíblia foi escrita por homens, portanto seres imperfeitos, por que diabos ele se baseava nela tão firmemente, porque no final das contas eles falam da palavra de Deus mas passou por esse filtro imperfeito. Obviamente ele tinha um trecho para apontar. Um trecho em que um cara escreveu "E todas as palavras aqui escritas não foram alteradas pela percepção do homem, não há nenhuma interpretação se não as palavras de Deus" ou algo assim. Acho que isso figurou entre as justificativas mais pífias de todos os tempos. Conveniência total.&lt;br /&gt;Eu o disse que isso era conveniente, que eu mesmo poderia escrever absolutamente qualquer coisa e então falar que não fui eu, que Deus quem escreveu e eu só servi de caneta. É como aquele filme ruim que passa à noite na TV que se justifica dizendo que foi baseado em fatos reais. Eu o falei que, honestamente, a Bíblia fala de coisas coerentes e coisas incoerentes porém ela não era, em absoluto, prova de alguma coisa porque a fé não depende de provas, ou você acredita ou não. A fé não é concreta mas uma Bíblia é e é irreal que algo tão vasto e inexplicável como a fé tenha como prova um livro velho e extensamente traduzido e modificado ao longo dos tempos. Citei que há traduções ou mesmo edições originais de livros publicados há um século que foram tão adaptados ou reeditados que pouco a pouco as palavras se perdem e orações ganham outro sentido.&lt;br /&gt;Ele me olhou por um instante. Parecia um pouco sem palavras. Pensei que tinha vencido. Então ele conta sua experiência pessoal, que ele também pensava assim quando ele via a mãe estudando a Bíblia e que hoje em dia a compreende e compreende melhor a Bíblia, não pensando mais assim. Ele fez o &lt;span style="font-style:italic;"&gt;mesmo&lt;/span&gt; tom falsamente condescente que eu citei que me ocorreu quando vi que ele era tão ou mais jovem do que eu. Mas no caso, o tom era menos "ah, meu jovem" e mais "Ah, meu caro. Eu também já fui um infiel nojento sem &lt;span style="font-style:italic;"&gt;nenhuma&lt;/span&gt; crença". Primeiro fiquei puto, claro. Depois achei engraçado porque ele falou que a Bíblia &lt;span style="font-style:italic;"&gt;é&lt;/span&gt; verdade porque ela contém profecias escritas há tantos anos e que estão se realizando agora, claro, apontando um outro trecho, versículos x e y. O trecho era aquele de que nação se levantará contra nação e etc. Diante da minha cara incrédula, ele já se corrigiu falando que não é de hoje que o homem entra em guerra, "Porque esse trecho fala de guerra entre nações diferentes, nações contra nações", ele tenta me explicar porém, o negócio daquilo ali era que a Bíblia já tinha dito que seria assim. E puxando outro trecho que dizia algo como "No final dos tempos, o homem amará mais a si mesmo do que a Deus ou aos outros. Será infiel, desleal, ambicioso e tudo o mais. Passará fome, causará a morte e isso levará a sua destruição" - Note que eu não lembro com exatidão do trecho, só o sentido geral.&lt;br /&gt;Ele me questiona em um tom convencido se não era verdade que hoje em dia muita gente passa fome e tudo.&lt;br /&gt;Citei que no século XIV, a população mundial conhecida até o momento era tão vasta e tão populosa que muita gente passava fome e havia um racionamento constante de alimentos. E as pessoas brigavam por isso. Então, em 1347 quando houve a epidemia da Peste Negra, em apenas três anos a população foi derrubada em 50%, para cerca de 22 milhões de pessoas. No período, houve conflitos inúmeros para achar um culpado pela causa de tantas mortes. Quando a epidemia acabou, e a população sobrevivente e saudável consideravelmente mais magra, houve fartura e de repente quem trabalhava no campo tinha se tornado dono de terras e os donos de terras, dito nobres, não tinham quem trabalhasse para eles o que os obrigou a ter de produzir seus próprios alimentos. Como não tinham muita prática, preferiram pagar à "polícia" do tempo para que invadisse e saqueasse quem produzia alimentos e etc. Os policiais então desenvolviam novas técnicas de persuasão, inclusive o escalpo, ou seja, novos conflitos. Primeiro conflitos pela escassez, depois conflito pelo doença, depois conflito pela fartura - eu só sabia disso tudo porque na noite anterior eu tinha assistido a um ótimo programa do History Channel chamado "A Peste" que falava desse período todo.&lt;br /&gt;Ele falou algo como "entendo seu ponto de vista" da mesma maneira que um atendente de telemarketing sempre o entende de forma a manter um tom pacífico na conversa. Eu falei, que sim, o era - comecei a sentir aquele sentimento mais questionador tomar conta sem perceber - porém de acordo com o tal trecho, aquele monte de desgraça se daria no final dos tempos. Então quer dizer que o homem sempre esteve no final dos tempos, não fazia muito sentido dizer que o final dos tempos é agora porque conflitos de todos os tipos sempre foram parte da história do ser humano e eu tinha acabado de citar um exemplo perfeitamente concreto do que, naquela época também se falava de final dos tempos.&lt;br /&gt;Nisso, o telefone daqui de casa tocou. É uma técnica antiga, aqui. Quando algum de nós é pego por um Testemunha de Jeová, quem está a salvo dentro de casa liga do celular para o telefone fixo, fazendo-o tocar e te dando o álibi perfeito e socialmente adequado para se retirar.&lt;br /&gt;Eu fiz menção de que precisava entrar para atender ao telefone e ele disse "Mas você tem que concordar que hoje em dia os conflitos e guerras e problemas do homem são muito maiores do que aquele época, não são?" e eu disse "Não sei dizer, eu não vivi aquela época, eu não tenho nenhum parâmetro para comparar. Agora, com licença, que eu &lt;span style="font-style:italic;"&gt;realmente&lt;/span&gt; preciso atender o telefone".&lt;br /&gt;Ele perguntou meu nome. Eu respondi. Ele então me perguntou se ele poderia voltar semana que vem para conversarmos mais. Eu perguntei o nome dele. Ele respondeu. Eu falei "Não sei se vou estar em casa semana que vem mas pode vir".&lt;br /&gt;Semana que vem não atendo à campainha sem olhar por uma fresta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que nos traz ao dia de hoje, domingo. Hoje, agora pela manhã, a campainha tocou novamente. Eu olhei. Duas senhoras e uma moça caracterizadas a caráter e armadas com suas bíblias e livretos. De novo. Terceira vez no mesmo final de semana. E vi que muitos outros testemunhas de Jeová estavam pela rua. Minha rua é sem saída, ou seja, com certeza eles acamparam na única extremidade de fuga. Não baseio isso em fatos. Se fato fosse, eu teria que ter saído na rua para ver e provavelmente eu não estaria aqui escrevendo isso. Em dois dias escreveria sobre versículos inúmeros e em uma semana, o nome do blogue mudaria de O Pinball Mutante para O Bingo de Prendas. Ou Críquete de Jeová. Não sei bem ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No momento, fica assim mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles têm seus versículos na ponta da língua e eu tenho minha própria &lt;a href="http://pinballm.blogspot.com/2008/01/assim-pois-meu-velho-confidente-num.html"&gt;crença&lt;/a&gt; que cito da mesma maneira.&lt;br /&gt;E assim O Pinball Mutante continua.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10420786-230453679378251332?l=pinball.semtitulo.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pinball.semtitulo.org/feeds/230453679378251332/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10420786&amp;postID=230453679378251332&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/230453679378251332'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/230453679378251332'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pinball.semtitulo.org/2008/01/jeov-no-mora-mais-aqui.html' title='Jeová não mora mais aqui'/><author><name>Demétrius Daffara</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-95tgXht-vD0/TdrR-6j5e0I/AAAAAAAAAFk/RFsIySIF5Qg/s220/dmtr_oculos_tuister.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10420786.post-1052997066917674921</id><published>2008-01-27T01:30:00.001-02:00</published><updated>2008-01-27T01:38:54.145-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='coleção'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='grafia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='link'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='trabalho'/><title type='text'>Grafia</title><content type='html'>Esqueci de citar no outro &lt;a href="http://pinballm.blogspot.com/2008/01/cinco-reais.html"&gt;post&lt;/a&gt; mas considero isso realmente útil porque quando eu pesquisei me deparei com &lt;a href="http://webinsider.uol.com.br/index.php/2005/07/03/portifolio-e-portfolio-qual-a-grafia-correta/"&gt;esse site&lt;/a&gt; que me ajudou muito então vale um post novo.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://webinsider.uol.com.br/index.php/2005/07/03/portifolio-e-portfolio-qual-a-grafia-correta/"&gt;&lt;br /&gt;Portfolio, portifólio e portfólio… qual a grafia correta?&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Basicamente tira aquela dúvida sobre a maneira correta de se referir ao seu conjunto de trabalhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí só depende de você não deixar a impressão do recheio para a &lt;a href="http://pinballm.blogspot.com/2008/01/cinco-reais.html"&gt;última hora&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10420786-1052997066917674921?l=pinball.semtitulo.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pinball.semtitulo.org/feeds/1052997066917674921/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10420786&amp;postID=1052997066917674921&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/1052997066917674921'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/1052997066917674921'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pinball.semtitulo.org/2008/01/grafia.html' title='Grafia'/><author><name>Demétrius Daffara</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-95tgXht-vD0/TdrR-6j5e0I/AAAAAAAAAFk/RFsIySIF5Qg/s220/dmtr_oculos_tuister.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10420786.post-3706063162254017229</id><published>2008-01-26T23:51:00.000-02:00</published><updated>2008-01-27T00:50:20.138-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gráfica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='contagem regressiva'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='banalidades'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fotografia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='inferno astral'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dinheiro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='trabalho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='praga'/><title type='text'>Cinco reais</title><content type='html'>Há dois dias me chamaram para uma entrevista de emprego, na segunda-feira. Na verdade, já fiz a entrevista, uma vez. Essa é uma segunda entrevista, deverei apresentar um porta-fólio e tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, a entrevista deveria ter rolado semana passada, na segunda-feira. Me ligaram pela manhã e disseram que eu deveria estar lá às 18h. Tudo bem, eu disse, levo alguma coisa? E tinha que levar o maldito porta-fólio. O dia passou muito rápido, foi o tempo suficiente para organizar arquivos no meu computador, tentar lembrar onde estava esse ou aquele trabalho bem legal para apresentar - que não encontrei - e se deparar com outros que não me lembrava e que eram bons também. Me aprontei e saí de casa. Me ligam do bendito lugar. A entrevista foi cancelada porque o senhor que me entrevistaria não conseguiria chegar a tempo. Foi um desses dias que você liga o televisor e vê que São Paulo tornou-se uma cidade submarina. Me ligariam em até dois dias para marcar uma nova data. "Tudo bem", eu disse. Estava tranqüilo porque seria fácil já que tinha organizado tudo, seria só questão de imprimir os trabalhos no decorrer da semana. Por alguma razão, a semana passou sem eu perceber, marcaram a próxima segunda-feira e de repente, era ontem. Ontem foi aniversário de São Paulo. Eu me enrolei. Hoje eu fui a uma gráfica imprimir alguns dos meus trabalhos porque eu tenho apenas umas míseras fotos de outros projetos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gráfica estava fechada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo bem, vamos a outra gráfica rápida que eu conheço. Estava aberta. "É a cores ou pb?" o homem me pergunta. É a cores, meu senhor. Ele pega o DVD com os trabalhos para ver o que era. Anda para lá e para cá enquanto uma moça olha o conteúdo do disco. Pergunto o valor que eles cobram. Ele começa a escrever em um papel sem falar nada. Não entendi a razão daquilo. Acho legal quando escrevem mas não, ele escrevia em silêncio e terminando de escrever me passa o papel como se estivesse me fazendo a mais indecente das propostas. O valor era aceitável. O que achei um absurdo foi uma taxa cobrada para &lt;span style="font-style:italic;"&gt;abrir&lt;/span&gt; os arquivos. Disse em voz alta "Cinco reais para &lt;span style="font-style:italic;"&gt;abrir&lt;/span&gt; os arquivos?". Como se não fosse a coisa mais absurda do mundo, ele diz um natural "Isso". Senti fervilhar. Não tenho certeza mas há &lt;span style="font-style:italic;"&gt;alguma&lt;/span&gt; maneira de alguém levar trabalhos para serem impressos&lt;span style="font-style:italic;"&gt; sem &lt;/span&gt;que se abra um arquivo? Não falo de cópias comuns, xerox ou coisa que o valha. Impressão de conteúdo original. Pois é, cheguei à &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;mesma&lt;/span&gt; conclusão. Safado. Não conhecia nenhuma outra gráfica rápida na região que estivesse aberta além dessa gráfica rápida miserável que cobra cinco mangos para abrir os arquivos pelos quais eu já pagarei para serem impressos. Respirei fundo. "Tudo bem vai, pode fazer". Não, não podiam pegar o trabalho hoje porque tinham um outro trabalho grande "mais de duas mil cópias" de alguma coisa para alguém que era à cores. Poderão imprimir isso na segunda, pra mim. Tenho que estar na segunda-feira às 9h em São Caetano com a droga dos trabalhos em mãos. Ele diz "Abrimos às oito e quinze". Rangi os dentes, agradeci e saí pisando duro. Filho da puta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei em casa e sentei com a lista telefônica no colo. Pesquisei por gráficas rápidas na região e nada. Qualquer lugar muito mais distante fecharia quando eu chegasse na porta. Liguei em alguns lugares. Nada, nada, nada, nada, nada. Tentei me concentrar. Procurar uma outra solução. Qualquer solução. Liguei em mais alguns lugares e continuei sem nenhuma possibilidade de imprimir isso hoje. Amanhã é domingo. Segunda tenho que estar no tal lugar às nove horas da manhã com esses arquivos impressos. Tinha que conseguir algo. Penso, penso, penso, penso -- Espera.&lt;br /&gt;Engoli à seco e contrariado. Sentindo o orgulho se ferir, concluí:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segunda estarei na gráfica safada às oito e quinze da manhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De todas as possibilidades e impossibilidades, considero-me culpado por isso. Em parte. O maior responsável, pra mim, é claro. É esse maldito inferno astral.&lt;br /&gt;Só faltam oito dias para esse maldito inferno astral acabar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10420786-3706063162254017229?l=pinball.semtitulo.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pinball.semtitulo.org/feeds/3706063162254017229/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10420786&amp;postID=3706063162254017229&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/3706063162254017229'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/3706063162254017229'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pinball.semtitulo.org/2008/01/cinco-reais.html' title='Cinco reais'/><author><name>Demétrius Daffara</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-95tgXht-vD0/TdrR-6j5e0I/AAAAAAAAAFk/RFsIySIF5Qg/s220/dmtr_oculos_tuister.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10420786.post-3176096309500261158</id><published>2008-01-25T19:44:00.001-02:00</published><updated>2008-01-25T19:48:39.722-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Buddy Glass'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Salinger'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Seymour - Uma Apresentação'/><title type='text'></title><content type='html'>"Assim, pois, meu velho confidente, num espírito de congraçamento, antes que nos juntemos aos demais - os que estão espalhados por aí por toda parte, inclusive, estou certo, os loucos do volante de meia-idade que insistem em nos mandar para a Lua, os vagabundos que se crêem iluminados por Buda, os fabricantes de cigarro com filtro para os homens que sabem escolher o melhor, os beatnicks, os mal-ajambrados e os petulantes, os adeptos de cultos obscuros, todos os imponentes peritos que tão bem sabem o que devemos ou não fazer com nossos humildes órgãos sexuais, todos os jovens barbudos, orgulhosos e iletrados, bem como os guitarristas sem talento, os assassinos do budismo zen e os deliqüentes juvenis de roupas padronizadas, todos esses que, do alto de sua infinita ignorância, olham para este esplêndido planeta por onde (por favor, não me interrompa agora) passaram o Biriba, Cristo e Shakespeare -, antes de nos juntarmos a todos eles, eu muito particularmente lhe peço, velho amigo (para dizer a verdade, quase imploro), que aceite de mim este despretensioso buquê de recém-desabrochados parênteses: (((())))."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right; font-style: italic;"&gt;J.D. Salinger&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10420786-3176096309500261158?l=pinball.semtitulo.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pinball.semtitulo.org/feeds/3176096309500261158/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10420786&amp;postID=3176096309500261158&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/3176096309500261158'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/3176096309500261158'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pinball.semtitulo.org/2008/01/assim-pois-meu-velho-confidente-num.html' title=''/><author><name>Demétrius Daffara</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-95tgXht-vD0/TdrR-6j5e0I/AAAAAAAAAFk/RFsIySIF5Qg/s220/dmtr_oculos_tuister.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10420786.post-849612022676692588</id><published>2008-01-24T15:34:00.000-02:00</published><updated>2008-01-24T16:54:54.294-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='aniversário'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='contagem regressiva'/><title type='text'>por extenso</title><content type='html'>dez dias para vinte e um.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10420786-849612022676692588?l=pinball.semtitulo.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pinball.semtitulo.org/feeds/849612022676692588/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10420786&amp;postID=849612022676692588&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/849612022676692588'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/849612022676692588'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pinball.semtitulo.org/2008/01/por-extenso.html' title='por extenso'/><author><name>Demétrius Daffara</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-95tgXht-vD0/TdrR-6j5e0I/AAAAAAAAAFk/RFsIySIF5Qg/s220/dmtr_oculos_tuister.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10420786.post-8866413122334040419</id><published>2008-01-21T00:05:00.000-02:00</published><updated>2008-01-21T00:25:10.751-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Hitchcock'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tcc'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='contagem regressiva'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Freud'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Eisenstein'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dvd'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='img'/><title type='text'>Pratos do Dia</title><content type='html'>&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Ou ainda, dos últimos dias e de alguns que ainda virão:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.livrariacultura.com.br/imagem/capas1/075/109075.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 122px;" src="http://www.livrariacultura.com.br/imagem/capas1/075/109075.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://i.s8.com.br/images/books/cover/img4/59254_4.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 135px;" src="http://i.s8.com.br/images/books/cover/img4/59254_4.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;E de sobremesa,&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://i.s8.com.br/images/dvds/cover/img4/266214.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 180px;" src="http://i.s8.com.br/images/dvds/cover/img4/266214.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:65%;"&gt;tic&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:65%;"&gt;tac&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;tic tac&lt;/span&gt; tic tic &lt;span style="font-size:130%;"&gt;tic&lt;/span&gt;.&lt;span style="font-size:145%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:165%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/I&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10420786-8866413122334040419?l=pinball.semtitulo.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pinball.semtitulo.org/feeds/8866413122334040419/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10420786&amp;postID=8866413122334040419&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/8866413122334040419'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/8866413122334040419'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pinball.semtitulo.org/2008/01/pratos-do-dia.html' title='Pratos do Dia'/><author><name>Demétrius Daffara</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-95tgXht-vD0/TdrR-6j5e0I/AAAAAAAAAFk/RFsIySIF5Qg/s220/dmtr_oculos_tuister.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10420786.post-3043404577233202697</id><published>2008-01-11T11:57:00.001-02:00</published><updated>2008-01-11T11:57:02.186-02:00</updated><title type='text'>Corujão</title><content type='html'>Hoje - ou melhor, na madrugada de hoje para amanhã - às 3:35 a Rede Globo exibirá o filme &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/All_About_Eve"&gt;"A Malvada"&lt;/a&gt; (All About Eve, 1950) com a Bette Davis!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme ganhou o Oscar de melhor filme em cima de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Sunset_Boulevard"&gt;"Crepúsculo dos Deuses"&lt;/a&gt;, que também é uma figura carimbada das madrugadas televisivas. Sou meio suspeito para falar do "Crepúsculo dos Deuses" porém, li em algum lugar que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"apesar de '&lt;/span&gt;'A Malvada' &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ter ganhado o prêmio máximo, o de melhor filme em sua época, o tempo provou que &lt;/span&gt;'Crepúsculo dos Deuses' &lt;span style="font-style: italic;"&gt;é um filme muito mais mordaz em sua crítica a Hollywood e seu mundo de ilusões"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Acho que muitos lugares já afirmaram isso simplesmente porque isso é um fato. Mas que "A Malvada" é um grande filme de Bette Davis e que vale muito a pena acordar mais cedo (ou dormir mais tarde) para acompanhá-lo na televisão também não há discussão.&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10420786-3043404577233202697?l=pinball.semtitulo.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pinball.semtitulo.org/feeds/3043404577233202697/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10420786&amp;postID=3043404577233202697&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/3043404577233202697'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/3043404577233202697'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pinball.semtitulo.org/2008/01/corujo.html' title='Corujão'/><author><name>Demétrius Daffara</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-95tgXht-vD0/TdrR-6j5e0I/AAAAAAAAAFk/RFsIySIF5Qg/s220/dmtr_oculos_tuister.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10420786.post-6270238206586010119</id><published>2008-01-10T23:27:00.000-02:00</published><updated>2008-12-09T06:03:23.250-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='video'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Gus Van Sant'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Hitchcock'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='impressões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ficção'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dvd'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='img'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reflexões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filmes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Michael Haneke'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='trailer'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sangue'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Funny Games'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Torture Porn'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vhs'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='refilmagem'/><title type='text'>Funny Games</title><content type='html'>&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Este ano, um dos filmes que eu estou mais ansioso para assistir é uma refilmagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_zeZleOy4iAU/R4bkWuja2vI/AAAAAAAAACs/whYfuu-r07s/s1600-h/funnygames_01.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_zeZleOy4iAU/R4bkWuja2vI/AAAAAAAAACs/whYfuu-r07s/s400/funnygames_01.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5154057902676957938" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Funny Games original, de 1997, saiu por aqui com a incisiva tradução de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;"Violência Gratuita"&lt;/span&gt; que só conheço de cópias em vídeo ainda que exista uma versão raríssima em DVD, é um filme de produção austríaca dirigido pelo Michael Haneke e é excelente. Sério, é um filme extremamente consciente, voraz, inquietante e inesquecível. A Violência Gratuita do título em português é apenas uma impressão (do meu ponto de vista, errônea) sobre as ações do filme. Um filme bagaceira e horrível como &lt;span style="font-style:italic;"&gt;"Albergue"&lt;/span&gt; merecia ser chamado de Violência Gratuita porque o filme exibe um sadismo babaca e gratuito na intenção de chocar o espectador. A história é muito mais rala do que de muita pornografia e é um filme que de fato banaliza a violência de uma maneira que o cinema não precisava ver ou ainda, poderia ser mostrado mas não sugere nenhuma discussão real além da exibição seqüencial de imagens explícitas - é chamado de &lt;a href="http://nymag.com/movies/features/15622/"&gt;"Torture&lt;/a&gt; &lt;a href="http://www.popsyndicate.com/column/story/torture_porn/"&gt;Porn"&lt;/a&gt;. Não apenas filmes mas toda a mídia em si, a banalização da violência é algo real, constante e inconsciente. As pessoas têm ânsia por cada vez mais, mais e mais e tanto se perde no caminho.&lt;br /&gt;Então, foi feito este filme em 1997.&lt;br /&gt;E então, um remake será lançado agora, em 2008:&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="355"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/xbYXvq_auXE&amp;rel=0&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b&amp;border=0"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/xbYXvq_auXE&amp;rel=0&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b&amp;border=0" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O remake será um desses remakes do tipo &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Shot-for-shot"&gt;cena-a-cena&lt;/a&gt;, como no &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Psycho_%281998_film%29"&gt;remake&lt;/a&gt; de Psicose feito por Gus Van Sant baseado na &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Psycho"&gt;obra&lt;/a&gt; de Hitchcock. As diferenças são:&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;a)&lt;/span&gt; Será feito em terreno norte-americano;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;b)&lt;/span&gt; Terá uma distribuição e publicidade maior do que o filme anterior possibilitando um maior acesso ao filme;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;c)&lt;/span&gt; É dirigido pelo Michael Haneke, novamente!&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Funny Games é um filme que subverte a narrativa tradicional de um filme. No &lt;a href="http://wip.warnerbros.com/funnygames/"&gt;site oficial do remake&lt;/a&gt; o diretor do filme pergunta &lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Como podemos fazer que a audiência perceba seu papel na perda da realidade? Como o espectador pode ser transformado de vítima da mídia em potencial participante?&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;para em seguida nos responder &lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;A questão não é o que temos o direito de mostrar mas como promover o entendimento, não como retratar a violência mas como deixar os espectadores ver sua relação com ela e a maneira que ela é representada.&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;E é uma ótima oportunidade para ver esse filme no cinema já que eu não sei como foi o lançamento do filme original por aqui, se foi direto para vídeo ou o quê. Além disso, podemos considerar como fator positivo que a versão de 1997 deverá ser relançada em DVD como é praxe no lançamento de remakes. Saiu em DVD pelo selo "Cult Filmes" em 2000 e atualmente &lt;a href="http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-67598639-dvd-violncia-gratuita--_JM"&gt;vale&lt;/a&gt;  &lt;a href="http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-67939581-dvd-michael-haneke-violencia-gratuita-unico-no-ml-raro-_JM"&gt;ouro&lt;/a&gt; em sites de leilão por aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, coloquei uma pequena cena do filme e não coloquei o trailer.&lt;br /&gt;Sendo assim, &lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="355"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Ec-70W_K77U&amp;rel=0&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b&amp;border=0"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Ec-70W_K77U&amp;rel=0&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b&amp;border=0" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora é só aguardar o lançamento que está previsto para o dia 28 de março. Com muita ansiedade, eu diria. No meio tempo, vale a pena procurar por uma cópia do filme, ainda que em VHS, para poder assistir e ver por si mesmo e estabelecer seu próprio julgamento quanto ao filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu eu já estabeleci.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10420786-6270238206586010119?l=pinball.semtitulo.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pinball.semtitulo.org/feeds/6270238206586010119/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10420786&amp;postID=6270238206586010119&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/6270238206586010119'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/6270238206586010119'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pinball.semtitulo.org/2008/01/funny-games.html' title='Funny Games'/><author><name>Demétrius Daffara</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-95tgXht-vD0/TdrR-6j5e0I/AAAAAAAAAFk/RFsIySIF5Qg/s220/dmtr_oculos_tuister.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_zeZleOy4iAU/R4bkWuja2vI/AAAAAAAAACs/whYfuu-r07s/s72-c/funnygames_01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10420786.post-7464073841100565321</id><published>2008-01-09T23:27:00.000-02:00</published><updated>2008-01-10T00:21:42.094-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='xadrez'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='lista'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tcc'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='layout'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='inferno astral'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dvd'/><title type='text'>Misc.</title><content type='html'>&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Quando redigi o &lt;a href="http://pinballm.blogspot.com/2008/01/prlogo-trabalho-de-concluso-de-curso.html"&gt;Prólogo&lt;/a&gt; para o Ano de TCC, esqueci de um tópico que deixa tudo um pouco mais difícil :&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero ter um layout decente para isso aqui. Não precisa de muita coisa não ou algo estupendo, só um layout mais bacana mesmo que orne melhor com o blogue em si porque este, apesar de funcional e genérico, tem coisas que eu não gosto. Gosto da palheta de cores, sempre digo com um largo sorriso que o marrom é o novo preto. Contudo, as cores poderiam ser outras, uma palheta mais diversificada ou ainda mais minimalista, não há problema. O marrom me cansou. O espaço com o título do blogue, lá no alto diz, em texto corrido, fonte ampliada "O Pinball Mutante" ao lado de uma simpática seqüência de setas que parecem saídas de uma partida de &lt;a href="http://www.neave.com/games/invaders/"&gt;Space Invaders&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;big&gt;(&lt;/big&gt;&lt;/span&gt;Por curiosidade, hoje li jornal como ser "nerd" é cool. Como os jogos de videogame são parte da cultura pop e etc. Acho ótimo, sou nerd e aficionado em videogames desde que eu consigo me lembrar e torço pela Nintendo como quem torce para seu time de futebol do coração. Lembro-me que o motivo pelos quais escolhi este layout foi &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;a)&lt;/span&gt; a predominância do marrom e &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;b)&lt;/span&gt; as setas 8-bit. Agora isso é &lt;span style="font-style:italic;"&gt;cool&lt;/span&gt;. Sendo assim, meu layout é quase descolado, certo? Não necessariamente&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;big&gt;)&lt;/big&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;continuando.&lt;br /&gt;O nome do blogue mudou quando no dia &lt;a href="http://pinballm.blogspot.com/2007/07/de-volta-para-o-presente.html"&gt;oito de julho&lt;/a&gt; passado ressucitei-o de vez. Era "O Pinball Mutante &amp; A Extravagante Microfonia Atômica". Longo, longo, longo. E nesse dia eu já reclamava que&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;br /&gt;Acho esse layout padrão do Blogger esquisito, tentei editar o código fonte mas achei tudo assustador e complicado. &lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Do layout anterior sinto falta de um logo, mesmo. As setas são simpáticas mas o tempo delas já se foi. Sinto falta das &lt;span style="font-style:italic;"&gt;tags&lt;/span&gt; anteriores do blogger. Aparentemente não é assim tão mais complicado mas nunca perdi muito tempo lendo sobre essas tags mais atuais. Aceito de bom grado uma doação de layout.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Em tempo:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Hoje cortei o cabelo;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou o pior enxadrista de todos os tempos - mais sobre isso qualquer dia desses;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inferno Astral ou não, meu aniversário está logo aí. Tenho &lt;a href="http://www.submarino.com.br/wishlist/lista.aspx?id=602476"&gt;algumas&lt;/a&gt; sugestões de presente que pode ajudá-lo (a) na &lt;span style="font-style:italic;"&gt;difícil&lt;/span&gt; (ainda que gratificante) tarefa de me agradar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10420786-7464073841100565321?l=pinball.semtitulo.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pinball.semtitulo.org/feeds/7464073841100565321/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10420786&amp;postID=7464073841100565321&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/7464073841100565321'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/7464073841100565321'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pinball.semtitulo.org/2008/01/misc.html' title='Misc.'/><author><name>Demétrius Daffara</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-95tgXht-vD0/TdrR-6j5e0I/AAAAAAAAAFk/RFsIySIF5Qg/s220/dmtr_oculos_tuister.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10420786.post-8021503446380147974</id><published>2008-01-09T19:02:00.000-02:00</published><updated>2008-01-09T19:58:15.107-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='johnny cash'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='inferno astral'/><title type='text'>Localização:</title><content type='html'>Em meios às chamas do tal Inferno Astral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como diria Johnny Cash, em outras circunstâncias,&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;"And it burns, burns, burns"&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10420786-8021503446380147974?l=pinball.semtitulo.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pinball.semtitulo.org/feeds/8021503446380147974/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10420786&amp;postID=8021503446380147974&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/8021503446380147974'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/8021503446380147974'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pinball.semtitulo.org/2008/01/localizao.html' title='Localização:'/><author><name>Demétrius Daffara</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-95tgXht-vD0/TdrR-6j5e0I/AAAAAAAAAFk/RFsIySIF5Qg/s220/dmtr_oculos_tuister.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10420786.post-309565817260201497</id><published>2008-01-08T04:07:00.000-02:00</published><updated>2008-01-08T13:00:10.575-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='banalidades'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='madrugada'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='celular'/><title type='text'>4:07 AM</title><content type='html'>E cá estou eu destruindo meu relógio biológico mais uma vez.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10420786-309565817260201497?l=pinball.semtitulo.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pinball.semtitulo.org/feeds/309565817260201497/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10420786&amp;postID=309565817260201497&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/309565817260201497'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/309565817260201497'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pinball.semtitulo.org/2008/01/407-am.html' title='4:07 AM'/><author><name>Demétrius Daffara</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-95tgXht-vD0/TdrR-6j5e0I/AAAAAAAAAFk/RFsIySIF5Qg/s220/dmtr_oculos_tuister.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10420786.post-2604809941116651549</id><published>2008-01-07T23:57:00.001-02:00</published><updated>2008-01-08T00:17:24.235-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tcc'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='banalidades'/><title type='text'>Prólogo: Trabalho de Conclusão de Curso</title><content type='html'>Dois mil e oito começou e estava tudo bem, tudo ótimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Então&lt;/span&gt;, na manhã de sábado me bateu: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caralho, é o ano do meu TCC. Caralho, caralho, caralho, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ca-ra-lho&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vou ter tempo para nada, para ler, para ver filmes, para fazer absolutamente nada. É o TCC, droga. Lerei alguns livros e verei alguns filmes eventualmente mas com certeza estarei tão enterrado até o pescoço para dar conta do TCC que eu vou ler menos e ver menos filmes do que gostaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E referências? Por deus, as referências! Preciso ver mais filmes e ler mais livros ainda para conseguir solidificar um pouco as referências que pretendo utilizar no meu TCC! Sei de alguns títulos mas preciso de tantos outros! E não posso pegar livros em bibliotecas porque devo nas que eu conheço, incluindo da faculdade. Na faculdade é dinheiro. Na rede municipal, eu não poderei alugar livros pelo mesmo tempo que eu levei para entregar, em atraso. No momento, esse débito é de aproximadamente dois anos, sete meses e seis dias (e&lt;span style="font-style: italic;"&gt; contando!&lt;/span&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preciso terminar de escrever os personagens para poder escrever o roteiro! E preciso postar aqui no blogue alguns contos que escrevi. Já estamos em dois mil e oito! DOISMILEOITO. Janeiro e contando. E correndo. E contando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E isso é um exemplo de como uma pessoa pode ter um treco antes de completar trinta anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idéia é me organizar AGORA para estar menos estressado DEPOIS. O durante TCC vai ser assustador, aqueles mergulhos neuróticos, noites mal dormidas, cabeça rodando e fervendo o tempo todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É sério, preciso aprender a controlar isso. A me organizar melhor. Não digo separar as coisas porque isso é impossível. Tenho um ciclo constante durante os períodos de trabalho que inclui minhas raras horas de sono, usando sem nenhum pudor, meus sonhos como meio para continuar o desenvolvimento. Muitas vezes é concreto e chato. Um sonho que imita a realidade, pouco sonho. Muitas vezes é a idéia em si, é o acontecimento. Gosto de ambos. Os primeiros são objetivos, como check lists mentais, uma maneira de simplesmente expandir as idéias que já surgiram e dali, acordar, reescrever o que eu conseguir lembrar e dar continuidade. Os outros são mais sutis e provocantes. São mais típicos no campo de sonhos, uma versão atípica da vida. Acordo com as imagens me rodeando e elas são sempre tão úteis que de forma alguma eu gostaria de separá-los de quaisquer outras coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O TCC é esse momento que eu aguardo com muita ansiedade desde o começo do curso. Porém, por experiências com TCCs alheios, tudo parece incrivelmente plausível e assustadoramente excitante, uma roleta violenta de emoções, em ação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nesse momento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10420786-2604809941116651549?l=pinball.semtitulo.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pinball.semtitulo.org/feeds/2604809941116651549/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10420786&amp;postID=2604809941116651549&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/2604809941116651549'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/2604809941116651549'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pinball.semtitulo.org/2008/01/prlogo-trabalho-de-concluso-de-curso.html' title='Prólogo: Trabalho de Conclusão de Curso'/><author><name>Demétrius Daffara</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-95tgXht-vD0/TdrR-6j5e0I/AAAAAAAAAFk/RFsIySIF5Qg/s220/dmtr_oculos_tuister.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10420786.post-6947968278625499152</id><published>2008-01-06T01:36:00.000-02:00</published><updated>2008-12-09T06:03:23.464-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='devo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='the hives'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rock'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='img'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='stooges'/><title type='text'>O melhor álbum de 2007/2008</title><content type='html'>O &lt;a href="http://www.thehivesbroadcastingservice.com/"&gt;The&lt;/a&gt; &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/The_Hives"&gt;Hi&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/thehives"&gt;ves&lt;/a&gt; já é a minha &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Your_New_Favourite_Band"&gt;nova banda favorita&lt;/a&gt; há alguns anos. Honestamente, eles são insuperáveis. Eles acertam, cada acorde, cada refrão, os riffs no lugar. As explosões durante as canções são simplesmente arrebatadoras. Adoro muitas bandas, artistas e cantores. Mas o Hives está sempre, sempre na frente. É aquela velha história da identificação imediata com as canções e seus temas, com a maneira que eles encaram a música e o mundo e a maneira como eu encaro a música, o mundo e as pessoas desse mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gritei e chorei assistindo ao Iggy Pop junto com os Stooges e tive reação extremamente semelhante quando vi o &lt;a href="http://pinballm.blogspot.com/2007/11/planet-earth-i-saw-enough-to-make-me.html"&gt;Devo&lt;/a&gt;. No duro, não sei qual seria a minha reação ao ver o Hives ao vivo. É uma dessas bandas que você fica sempre meio bobo e cheio de eufemismos para tentar expressar o quanto você os admira e não fica meio embaraçado depois simplesmente porque você morre de orgulho dessa banda! E qual a sua participação nisso? Mínima. E os caras são seus heróis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho os álbuns do Hives lançados por aqui, originais e tudo. O início com um punk de garagem muito competente em &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Barely_Legal_%28album%29"&gt;Barely Legal&lt;/a&gt; aos flertes entusiasmados com uma onda mais nova, a la Devo, em &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Tyrannosaurus_Hives"&gt;Tyrannosaurus Hives&lt;/a&gt;, cada disco do The Hives é um disco singular, próprio, sempre digno de ser chamado de "novo disco". São apenas quatro discos com quatro maneiras de fazer músicas. Todos com a mesma essência que marca a banda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Veni_Vidi_Vicious"&gt;Veni Vidi Vicious&lt;/a&gt; é um marco. Foi o álbum em que eu conheci o The Hives e provavelmente metade do planeta também. É o álbum em que o estilo da banda ganha contornos mais marcantes e visíveis. Não me leve a mal, Barely Legal é energético e intenso mas pende para um álbum feito por jovens em busca de música boa e rápida muitas vezes. Ainda assim, uma banda de jovens boa pra caralho e que já começava a demonstrar uma maneira própria de fazer seu som e no álbum Veni Vidi Vicious, o The Hives definiu bem esse som. Aliás, definiu esse som como &lt;span style="font-style:italic;"&gt;"Punkrock Avec KaBoom"&lt;/span&gt; e termo esse que faz sentido tremendo quando os primeiros acordes de "The Hives - Declare Guerre Nucleaire" o acolhe calorosamente para, em seguida, o levar aos pontapés por apenas um minuto e meio. Em seguida, o álbum transcorre com peso, energia, beleza e sujeira culminando com o hino sarcástico de "Supply And Demand". Você não nota e o você já está ouvindo o álbum de novo e de novo e de novo. E se apaixona pelo hino com clima de Elvis Presley no Paraíso Havaiano de "Find Another Girl", um cover extremamente competente da canção de Jerry Butler e adora cada uma das canções e não consegue escolher apenas uma porque todas têm aquela sensação de filhos queridos. E são os queridos filhos do vizinho. E vocês os adora como se fossem filhos seus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, 2004. The Hives lança um novo álbum: Tyrannosaurus Hives. Saiu no Brasil em 2005 e tocou, por aqui, desde então. O álbum explode logo de cara com "Abra Cadaver", um minuto e meio ainda mais intenso que o do álbum anterior. Daquelas canções que você mal começa a ouvir e sente calafrios ao se imaginar ouvindo-a ao vivo com a banda logo ali, na sua frente. Citei Devo como influência e uma música como "Walk Idiot Walk" deixa isso bem claro. É quase mecânica e hipnótica, guitarras muito bem colocadas e uma linha de baixo tão típica do Hives que o faz querer apertar as mãos do Dr. Matt Destruction e cumprimentá-lo por essa e por tantas outras canções. Tyrannosaurus Hives é um álbum tão repleto de boas canções que você se pergunta por que afinal outras bandas que clamam escrever quinhentas canções novas para o novo álbum pegam duas realmente boas e quatro regulares regulares e seis ruins para compor este álbum? E não se surpreende por ser um outro álbum do The Hives. Um colega me disse uma vez que a música "A Little More For Little You" é uma Hives clássica. Concordei. Mas este álbum de 2004 contém tantas clássicas Hives como o anterior, Veni Vidi Vicious sem, em nenhum momento fazer a banda parecer uma "continuação" mas, como eu falei: Um álbum novo da mesma banda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O The Hives foi formado em 1993, na Suécia mas o mundo só os ouviu mesmo com o relançamento do Veni Vidi Vicious em 2002. O álbum foi lançado em 2000 mas o relançamento foi um determinante porque voltemos ao início do século XXI: The Strokes e toda a nova onda do "novo rock" surgia de arrastão. Em uma &lt;a href="http://gigwise.com/contents.asp?contentid=35890"&gt;entrevista&lt;/a&gt;, o vocalista do The Hives, Howlin' Pelle Almqvist comenta sobre esse momento de Strokes e White Stripes que "o que era chamado de rock tinha sido muito chato por muito tempo e algumas bandas apareceram de forma que pelo menos parecia excitante, tipo o deixava animado quando vocês as ouvia. Eu acho que havia coisas que tínhamos em comum e coisas que nós não tínhamos em comum mas nós tínhamos muito mais em comum do que qualquer outra coisa que estava por aí. Eu gosto dessas duas bandas e isso é mais do que eu posso dizer da maioria das bandas, então eu acho que foi bom". Aí, no álbum seguinte dessas bandas (com exceção louvável do White Stripes que é uma banda criativa pra burro) e outras que vieram posteriormente sob a mesma linha, o disco seguinte simplesmente soava muito próximo do anterior. Agora, nesse momento, além do Strokes, me vem logo de cara Franz Ferdinand, Arctic Monkeys, Libertines, Rapture, Futureheads e até o Scissor Sisters. Não me leve a mal, são álbuns extremamente divertidos e gosto de todas as bandas que citei mas inegavelmente são continuações do álbum anterior, variações aqui ou ali mas pouca inovação. Provavelmente parte das quinhentas canções que não entrou no álbum com um tapinha para soar como um material sutilmente diferente. "Não, não é igual, vê? Antes fazíamos &lt;em&gt;pá pá pá tum tum &lt;/em&gt;e agora fazemos &lt;em&gt;pá pá tum tum pá&lt;/em&gt; o que pode soar parecido quando a música toca e a linha repete-se mas você tem diferenças, sim".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí, por isso Tyrannosaurus Hives entra com um peso tão grande. Barely Legal é um álbum diferente do Veni Vidi Vicious e se o The Hives seguisse a ordem natural de "não se mexe em time que está ganhando", o Tyrannosaurus Hives não chegaria a lagartixa. Um outro fator que pesava contra era que seria o primeiro álbum do The Hives distribuído por uma grande gravadora, a Universal Music. Todos tememos uma abordagem mais linear da banda porque muito mais dinheiro estaria envolvido na produção do disco. E o álbum, quando foi finalmente lançado, mostrou que a banda foi mais longe. Lembro da minha primeira audição do Tyrannosaurus Hives, cheia de euforia e surpresa e quando o coloco para tocar, tenho as mesmas sensações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ufa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tudo isso por que? Porque há dois dias adquiri o novo álbum do The Hives, o &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/The_Black_and_White_Album"&gt;The Black and White Album&lt;/a&gt;. Não sabia que já tinha sido lançado por aqui em meados de novembro. Foda-se, eu já tinha baixado e tudo porque não agüentava a ansiedade. Contudo, ao colocar o disco ali, físico, para tocar e poder dançar e cantar junto, com o encarte em mãos, putaquepariu. O mesmo álbum que não sai do meu MP3 player há dois meses soou tão fresco e excitante como o dia que eu encontrei apenas uma alma caridosa no Soulseek com o álbum completo de quem fiz o download e ouvi, faixa a faixa, num Repeat All de audições infinitas. Um novo álbum, definitivamente. Um álbum monstruoso, aliás, de proporções imensas, melodias inesquecíveis e, aproveitando o trocadilho, inúmeros tons de cinza. É o álbum mais longo do The Hives. Aproximadamente 45 minutos, contra a média de 27 a 29 minutos dos anteriores. E ainda assim é um álbum tão rápido e intenso como um álbum do The Hives tem que ser. É o melhor álbum de 2007 e já o proclamo o melhor de 2008, também, por que não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faça um favor a si mesmo e ouça este álbum o quanto antes. Você me agradecerá depois! &lt;br /&gt;e eu direi apenas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;"Agradeça ao The Hives"&lt;/span&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_zeZleOy4iAU/R4BJTuja2uI/AAAAAAAAACk/ZxNNZCFsxYY/s1600-h/hives_BWA.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_zeZleOy4iAU/R4BJTuja2uI/AAAAAAAAACk/ZxNNZCFsxYY/s400/hives_BWA.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5152198576974781154" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10420786-6947968278625499152?l=pinball.semtitulo.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pinball.semtitulo.org/feeds/6947968278625499152/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10420786&amp;postID=6947968278625499152&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/6947968278625499152'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10420786/posts/default/6947968278625499152'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pinball.semtitulo.org/2008/01/o-melhor-lbum-de-20072008.html' title='O melhor álbum de 2007/2008'/><author><name>Demétrius Daffara</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-95tgXht-vD0/TdrR-6j5e0I/AAAAAAAAAFk/RFsIySIF5Qg/s220/dmtr_oculos_tuister.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_zeZleOy4iAU/R4BJTuja2uI/AAAAAAAAACk/ZxNNZCFsxYY/s72-c/hives_BWA.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
